# Médicos cubanos cuidam do  serrano e se adaptam à cidade

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- Published: 2017-12-01T08:46:35-02:00
- Author: Ana Paula Bonelli

 

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Rubem Arzuaga e Mauris Sanches: médicos têm de ir onde há necessidade de atendimento.
Fotos: Clarice Poltronieri

_Clarice Poltronieri_

Mais de cinco mil quilômetros de distância da família e amigos, lidar com um idioma
e cultura diferentes: são os desafios dos cubanos que trabalham na Serra pelo programa
federal Mais Médicos.

O clínico geral Ruben Arzuaga Aguilar, 28 anos, está no Brasil há três meses e atua
na Unidade de Saúde (US) de Vila Nova de Colares, mas mora em Laranjeiras. Em Cuba,
na cidade de Granma, ficou sua esposa e o filho de dois anos, além dos demais familiares.

“Dá saudade, mas sair do meu país para trabalhar faz parte do que nos ensinam na
medicina: vamos onde precisam de nós. Ganhamos a oportunidade de aprender sobre 
doenças diferentes, além de conhecer outros povos e culturas. Ano que vem receberei
visita de minha esposa e meu filho. Vão ficar três meses”, conta.

Ruben vai trabalhar de ônibus e não deixa de aproveitar as folgas. “Gosto de ver
documentários, vou à academia e às vezes num bar ou restaurante com amigos brasileiros
e outros cubanos que moram perto”, acrescentando que recebe ajuda de outros profissionais
da US quando ele não entende algumas palavras no serviço.    

Atuando na US de Feu Rosa, a clínica geral Mauris Sanches Capó, 26 anos, da cidade
de Guantánamo, também não viu dificuldade em se adaptar e frisa que o médico deve
estar onde é preciso.  

Solteira, ela fala de sua rotina e planos. “Trabalho, casa, academia. Divido casa
com outra médica e nós cubanos moramos perto uns dos outros. Nos fins de semana 
vamos à praia, ao barzinho e fazemos churrasco. Pretendo ir para outro país quando
acabar a missão. Mas também quero casar e ter filhos”, revela.

Segundo a prefeitura Serra, a cidade é a que mais tem profissionais do Mais Médicos
no ES – 85 – sendo 47 brasileiros, 32 cubanos, 4 argentinos e 2 bolivianos.
