Max é a Serra com a seleção de basquete no Parapan Lima 2019

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Max é a Serra com a seleção de basquete no Parapan Lima 2019
Max é de Planalto Serrano foi convocada para a Seleção Brasileira (Foto: Fábio Barcelos)

Ao nascer, ela sofreu falta de oxigênio no cérebro, o que gerou uma paralisia nas pernas. Mas ainda criança, uma nova história começou a ser escrita na vida de Maxcileide Ramos. Aos oito anos, a paratleta de Planalto Serrano conheceu o basquete em cadeira de rodas, esporte que hoje a levará ao Parapan de Lima, no Peru.

Com 21 anos de idade, ela é a única da Serra a ser convocada para disputar os jogos, que começam em agosto na capital peruana. “Eu conheci esse esporte num projeto infantil no Crefes (Centro de Reabilitação Física do ES). Eu era paciente e o professor me convidou a participar. Parei por um longo tempo e retornei aos 17 anos, quando realmente comecei a jogar”, relembra Max, que hoje é atleta do Instituto Reabilitacional e Esportivo para Deficientes Físicos do ES (Irefes).

Será a sua primeira participação nessa que é a competição esportiva mais importante das Américas. Por isso, as palavras de ordem para Max são força e dedicação nos treinos, que acontecem três vezes por semana, além da preparação física na academia.

“Minha preparação vem sendo forte e constante, por ser uma competição grande, em que iremos enfrentar seleções fortes que também estão em busca de uma vaga nas Paralimpíadas de Tóquio”, explica a jogadora da seleção brasileira.

Por ser a sua estreia em Parapan, Max quer aproveitar ao máximo a oportunidade e ganhar mais experiência. “Além de ajudar a seleção a conquistar a vaga que tanto almejamos, espero poder sentir e vivenciar a competição, porque para um atleta alcançar o feito de ir ao Pan já é uma grande honra”, relata.

Ela acredita que o basquete do Brasil tem grandes chances de medalha, mas que vai enfrentar seleções fortes, como a dos Estados Unidos e do Canadá. “Entretanto, viemos de várias etapas de treinamentos, trabalhando para que nosso resultado seja positivo”, frisa a paratleta.

Além de inclusão e saúde, o basquete em cadeira de rodas já trouxe medalhas para Maxcileide em competições internacionais. Em 2017, ela foi medalha de ouro no Sul-Americano disputado no Peru e bronze na Copa América na Colômbia.

Agora, a meta é buscar um lugar no pódio no Parapan. Max desembarca em Lima com a seleção no dia 17 de agosto. Os jogos começam no dia 23.

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