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Serra, 14 de março de 2019 às 15:21

Massacre de Suzano aumenta temor sobre insegurança em escolas na Serra

Por Gabriel Almeida
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Câmeras de videomonitoramento da escola de Suzano, em São Paulo, mostram momento exato em que jovem mira e atira em estudantes e profissionais. Foto: Divulgação

Com a repercussão do massacre na escola de Suzano (SP), ocorrido na última quarta-feira (13), quando dois ex-alunos entraram e mataram sete pessoas, surgiram questionamentos quanto à segurança das escolas municipais e estaduais localizadas na Serra. Pais, alunos e até professores se queixam que faltam vigilantes nas unidades escolares da cidade e temem pela vida dos estudantes e profissionais que atuam nas redes de ensino.

Câmeras de videomonitoramento da escola onde ocorreu o massacre mostraram que os dois jovens atiradores entraram com bastante facilidade e, logo em seguida, começaram o ataque aos estudantes. Na Serra, moradores afirmam que não é difícil entrar numa escola.

Eliana Silva, de Jardim Tropical, é uma das mães que fica preocupada ao enviar seu filho para a escola, que fica em José de Anchieta II. “Semanas atrás eu até cheguei a comentar com alguns amigos que as escolas precisavam ter um controle maior de quem entra. Meu filho vai para a escola e depois desse atentado meu coração fica apertado”, comenta.

Maria Luiza, que estuda numa escola estadual na cidade,concorda. “Nossa preocupação não é só sobre atentados, mas também podem ocorrer assaltos e outras coisas, ainda mais nas escolas que ficam em áreas perigosas. Vejo que onde eu estudo deveria ter uma segurança maior, principalmente nos horários de entrada e saída. Temos medo que algo desse tipo possa acontecer”, reclama.

Uma professora que atua na rede pública municipal, mas que preferiu não se identificar,também está preocupada. “Observo que no entra e sai de pessoas, muitas vezes o portão fica aberto e qualquer pessoa pode entrar. O coordenador ou outro profissional de uma escola não consegue ficar vigiando o portão de entrada toda hora. Nós não temos vigilantes e temos medo que algo possa acontecer”, afirma.

Município diz que há vigilância e Estado destaca prevenção

Nem todas as escolas municipais contam com vigias armados. Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Educação, as escolas “dispõem de vigias armados nos pontos mais vulneráveis”. Ainda segundo a secretaria, todas as creches e escolas da cidade contam com porteiros escolares e alarmes monitorados. A maioria das unidades de ensino também possui câmeras de videomonitoramento. Sobre a informação que os portões das escolas municipais ficam abertos, a secretaria disse que não procede.

Já a Secretaria de Estado da Educação informou que atua tanto com ações preventivas de segurança quanto na condução de medidas pedagógicas que contribuam para um ambiente escolar seguro. Informou, ainda, que as escolas possuem vigilância patrimonial e são assistidas pela Patrulha Escolar da PM.

E dentre as medidas pedagógicas, destaca a conscientização do aluno quanto à valorização da vida, a retomada do Programa Coordenadores de Pais, a capacitação dos professores para lidar com questões como bullying/condutas violentas e a inclusão da disciplina Projeto de Vida em algumas escolas da rede.

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