# Mais de 60 mil capixabas não retornaram para tomar segunda dose da vacina contra a Covid-19

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- Published: 2021-07-22T17:08:53-03:00
- Author: Gabriel Almeida

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Do total, 34.608 são referentes à AstraZeneca e 25.969 à Coronavac. Foto: Divulgação

Desde o início da imunização contra o novo Coronavírus (Covid-19) no Espírito Santo,
em janeiro deste ano, o Estado contabiliza 60.577 mil capixabas que não retornaram
ao serviço de saúde para receber a segunda dose. Deste total, 34.608 são referentes
à AstraZeneca e 25.969 à Coronavac.

O levantamento, realizado pela Secretaria da Saúde (Sesa), por meio do Programa 
Estadual de Imunizações e Vigilância das Doenças Imunopreveníveis (PEI), utilizou
o novo Sistema de Informação sobre a imunização contra a Covid-19 aos municípios
capixabas, disponibilizado aos gestores na plataforma Vacina e Confia.

Esse levantamento data dos esquemas superiores a 85 dias AstraZeneca, de cidadãos
que receberam a primeira dose de janeiro até o dia 27 de abril e acima dos 29 dias
para Coronavac daqueles que receberam a primeira dose entre janeiro e 22 de junho.

“A primeira dose inicia o processo de imunidade, e é com a segunda dose que consolidamos
esse processo. Quem deliberadamente não busca pela complementação do esquema vacinal
com a D2 contra a Covid-19 está cometendo um ato de irresponsabilidade consigo mesmo
e com aqueles com quem convive”, alertou o subsecretário de Estado de Vigilância
em Saúde, Luiz Carlos Reblin.

Reblin ressalta que desde o retorno da produção da vacina Coronavac pelo Instituto
Butantan e a distribuição pelo Ministério da Saúde, os municípios já receberam as
doses destinadas aos esquemas que se encontravam em atraso.

“O Ministério da Saúde regularizou a distribuição da Coronavac e todas as doses 
destinadas aos esquemas em atraso foram distribuídas aos municípios, além disso,
sob orientação do órgão, temos guardado as D2 de esquemas iniciados como garantia
da imunização. O nosso apelo é que, independentemente do tempo de atraso, que a 
pessoa vá ao serviço de saúde e procure por informações para o agendamento. O importante
é completar o esquema”, disse.

Além disso, o subsecretário destacou as estratégias estaduais e o empenho dos municípios
para reduzir este número. “O Estado tem trabalhado para melhor operacionalização
na distribuição das doses aos municípios, de forma a enviar em tempo oportuno aquelas
destinadas às D2. Além disso, entre as estratégias adotadas pelo Governo, está o
serviço de SMS enviado às pessoas que estão com dose em atraso e, junto a ele, o
trabalho dos municípios que merece todo o reconhecimento por realizar a busca ativa
desses pacientes, por meio de uma listagem que disponibilizamos semanalmente”, informou.

**Pfizer e determinação Ministério da Saúde para doses**

As primeiras doses Pfizer/BioNTech chegaram ao Espírito Santo no início de maio 
deste ano e sua distribuição se deu, inicialmente à Capital, Vitória, seguindo orientação
do Ministério da Saúde. Com a suspensão da AstraZeneca em gestantes e puérperas,
o Estado passou a dispensar as doses da Pfizer para atender este grupo com distribuição
a municípios-polos em 26 de maio, e passou a distribuir aos demais municípios capixabas
no início de junho.

Assim, os primeiros esquemas iniciados com este imunizante no Estado datam do início
de maio, e a sua complementação ocorrerá a partir do dia 26 de julho, quando completará
84 dias de intervalo (12 semanas). Seguindo a estratégia estadual de operacionalização
das doses, essas já estão sendo distribuídas aos municípios, garantindo tempo hábil
para organização da aplicação da D2 em cada território.

Além disso, em relação ao envio de doses ao Estado e a sua distribuição aos municípios,
como a orientação de aplicação de D1 ou D2 e a quais grupos será destinada, é um
processo definido pelo Ministério da Saúde, por meio do Plano Nacional de Operacionalização
da Vacinação contra a Covid-19.

“O Ministério encaminha as doses para que façamos a distribuição, e é ele quem define
para quais grupos será destinado, assim como se será distribuída a D1 ou D2 aos 
municípios. Não é o Estado que toma essa decisão isoladamente”, explicou Luiz Carlos
Reblin.
