# Maior fabricante de eletrodomésticos do Brasil fecha 2 fábricas e manda demitir 3 mil funcionários

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- Published: 2026-09-02T00:04:44-03:00
- Author: Gabriel Almeida

Uma das fabricantes de eletrodomésticos mais conhecidas do mundo iniciou uma ampla
reestruturação que envolve fechamento de fábricas, redução de aproximadamente 3 
mil postos de trabalho e transferência da produção de geladeiras para outras unidades.

A Electrolux, famosa no Brasil por refrigeradores, fogões, máquinas de lavar, aspiradores
e outros eletrodomésticos, pretende reduzir sua estrutura industrial global e concentrar
a fabricação em operações consideradas mais competitivas.

O plano atinge diferentes países. A companhia já encerrou sua produção industrial
no Chile, prepara o fechamento de uma fábrica de geladeiras na Hungria e eliminou
a fabricação de refrigeradores em uma grande unidade nos Estados Unidos.

Nesse último caso, aproximadamente 1.255 trabalhadores entraram no processo de desligamento.
A fábrica americana continuará existindo, mas passará por uma transformação para
produzir máquinas de lavar e secadoras em parceria com a chinesa Midea.

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 * [Maior fabricante de eletrodomésticos do Brasil fecha 2 fábricas e manda demitir 2 mil funcionários](https://www.portaltemponovo.com.br/maior-fabricante-de-eletrodomesticos-fecha-2-fabricas-e-manda-demitir-2-mil-funcionarios/)
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Apesar dos cortes no exterior, a situação é diferente no Brasil. A Electrolux mantém
suas fábricas brasileiras e, recentemente, realizou um dos maiores investimentos
de sua história na América Latina.

## **Fabricante de eletrodomésticos vai demitir 3 mil funcionários**

A Electrolux colocou em andamento um programa mundial para diminuir custos e reorganizar
sua estrutura industrial.

Segundo a companhia, as mudanças devem resultar em uma redução líquida de aproximadamente
3 mil postos de trabalho ao longo de três anos.

Isso significa que o número considera tanto os empregos eliminados quanto novas 
posições que poderão surgir durante a transformação das operações.

A reorganização envolve fechamento de instalações, transferência de linhas industriais,
parceria com outros fabricantes e concentração da produção em fábricas consideradas
mais eficientes.

Além disso, a Electrolux busca reduzir despesas justamente em regiões onde enfrenta
maior dificuldade para gerar lucro, especialmente na América do Norte.

## **Electrolux já fechou fábrica**

Uma das decisões já saiu completamente do papel, conforme apurado pelo Portal **
[Tempo ](https://www.portaltemponovo.com.br)[Novo](https://instagram.com/jornaltemponovo)**.

A Electrolux encerrou, no fim de abril de 2026, suas atividades industriais em Santiago,
no Chile.

A fábrica empregava aproximadamente 400 trabalhadores.

Com a decisão, a companhia deixou de fabricar eletrodomésticos diretamente no país.
No entanto, a Electrolux continuará comercializando seus produtos no mercado chileno.

Agora, a empresa pretende abastecer os consumidores por meio de eletrodomésticos
produzidos em outras unidades do grupo e também por fabricantes parceiros.

Portanto, o fechamento representa o fim da fabricação própria naquele país, mas 
não a saída da marca Electrolux do Chile.

## **Fábrica de geladeiras também será fechada**

Outro encerramento confirmado acontece na Hungria.

A Electrolux decidiu fechar sua fábrica de Jászberény até o final de 2026. A unidade
produz principalmente equipamentos de refrigeração, incluindo geladeiras e refrigeradores
embutidos e independentes.

Cerca de 600 trabalhadores serão atingidos pela decisão.

A empresa atribuiu o fechamento a fatores como demanda estagnada, forte pressão 
sobre os preços e dificuldade para manter os custos da fábrica competitivos.

Com isso, a produção de geladeiras terminará naquela unidade.

No entanto, isso não significa que a Electrolux deixará de fabricar ou vender refrigeradores.

A companhia transferirá a fabricação para outras plantas próprias e fornecedores
parceiros.

## **Fabricante de eletrodomésticos encerra produção de geladeiras em fábrica**

A mudança mais expressiva em número de funcionários acontece em Anderson, na Carolina
do Sul, Estados Unidos.

A fábrica produzia refrigeradores, mas a Electrolux decidiu encerrar a fabricação
de geladeiras no complexo em julho de 2026.

A transformação atingiu aproximadamente 1.255 funcionários, segundo as notificações
apresentadas às autoridades locais.

O número chama atenção porque representa uma das maiores rodadas individuais de 
desligamentos ligadas à atual reorganização da fabricante.

Nesse caso, entretanto, a Electrolux não fechará completamente a fábrica.

## **Fábrica será transformada para produzir outros eletrodomésticos**

Depois de retirar as geladeiras da linha de produção, a Electrolux prepara uma nova
fase para o complexo americano.

A companhia fechou uma parceria estratégica com a gigante chinesa Midea para transformar
a instalação em uma fábrica dedicada principalmente a lavadoras e secadoras de roupas.

A nova operação deve começar no primeiro semestre de 2027.

Além disso, a empresa estima que a atividade poderá criar gradualmente até 1.200
postos de trabalho entre 2027 e 2028.

Portanto, os 1.255 desligamentos atuais não significam necessariamente uma perda
permanente da mesma quantidade de vagas naquela região. A estrutura industrial será
remodelada e poderá voltar a contratar funcionários posteriormente.

Ainda assim, uma mudança já se tornou definitiva: aquela fábrica não produzirá mais
geladeiras Electrolux.

## **Por que a Electrolux está fechando fábricas?**

A companhia tenta adaptar sua capacidade industrial a um mercado mais competitivo.

Um dos principais problemas aparece na América do Norte. A operação da Electrolux
na região enfrentou custos elevados, forte concorrência e dificuldade para recuperar
margens.

No primeiro trimestre de 2026, a divisão norte-americana registrou prejuízo operacional
próximo de 900 milhões de coroas suecas.

Além disso, o grupo precisa competir com fabricantes asiáticos que conseguem colocar
eletrodomésticos no mercado com preços agressivos.

Por isso, a estratégia atual envolve diminuir custos fixos, compartilhar estruturas
industriais e concentrar recursos nas fábricas consideradas mais eficientes.

A parceria com a Midea nos Estados Unidos faz parte justamente dessa estratégia.

## **Prejuízo aumenta em meio à reestruturação**

As mudanças industriais também provocaram despesas extraordinárias.

No segundo trimestre de 2026, a Electrolux registrou prejuízo líquido de aproximadamente
1,64 bilhão de coroas suecas.

Parte importante desse resultado veio dos custos relacionados à reorganização da
empresa, incluindo mudanças industriais e a transformação dos negócios na América
do Norte.

A companhia também realizou uma emissão de ações que levantou aproximadamente 9,1
bilhões de coroas suecas, reforçando sua estrutura financeira durante o processo
de transformação.

Apesar dos números negativos, a situação não significa que a Electrolux esteja em
falência.

A companhia continua operando mundialmente e investindo em mercados que considera
estratégicos.

## **Plano de 1.700 demissões**

A reorganização poderia ter ficado ainda maior.

Em maio de 2026, sindicatos italianos informaram que a Electrolux estudava cortar
cerca de 1.700 empregos na Itália.

A proposta representaria uma redução superior a 40% do quadro que a companhia mantinha
no país.

Além disso, o plano previa o fechamento da fábrica de Cerreto d’Esi, especializada
na produção de coifas para cozinha.

Entretanto, a situação mudou.

Após negociações envolvendo governo e sindicatos, a Electrolux concordou em suspender
temporariamente o plano em junho para analisar alternativas.

Por isso, os 1.700 empregos não devem entrar na conta como demissões confirmadas
neste momento.

Da mesma forma, o fechamento da fábrica italiana de coifas ainda não pode ser tratado
como definitivo.

## **Quais produtos deixarão de ser fabricados?**

Diferentemente de outras multinacionais que decidiram eliminar marcas ou produtos
inteiros, a Electrolux não anunciou o fim mundial de uma grande categoria de eletrodomésticos.

O que acontece é uma redistribuição da fabricação.

Nos Estados Unidos, a Electrolux encerrou a produção de geladeiras na fábrica de
Anderson.

Na Hungria, a companhia encerrará até o fim de 2026 a produção de refrigeradores
na fábrica de Jászberény, que será fechada.

No Chile, a empresa encerrou toda a fabricação própria, embora continue vendendo
produtos importados de outras unidades e parceiros.

Já na Itália, a produção de coifas poderia ser atingida pelo fechamento estudado
para Cerreto d’Esi, mas o plano permanece suspenso.

Portanto, geladeiras, máquinas de lavar e outros eletrodomésticos Electrolux continuarão
sendo comercializados normalmente. O que muda é o local onde determinados produtos
serão fabricados.

## **Fabricante de eletrodomésticos continua produzindo geladeiras**

Esse ponto é importante porque o encerramento de linhas industriais pode gerar confusão
entre consumidores.

A Electrolux não está acabando com suas geladeiras.

A companhia seguirá vendendo refrigeradores e outros produtos de refrigeração. A
estratégia consiste em retirar a fabricação de algumas plantas e transferir o volume
para outras fábricas ou parceiros.

Ou seja, o produto não desaparecerá do mercado.

O encerramento atinge a produção de geladeiras em determinadas fábricas, principalmente
nos Estados Unidos e na Hungria.

## **E o que acontece com a Electrolux no Brasil?**

No Brasil, o cenário é diferente daquele encontrado nas operações que passam por
fechamento no exterior.

Até agora, não há anúncio de fechamento das fábricas brasileiras relacionado ao 
atual programa global, nem confirmação de uma demissão em massa semelhante às reduções
observadas nos Estados Unidos, Chile e Hungria.

O país segue extremamente importante para a multinacional.

A Electrolux considera o Brasil seu segundo maior mercado mundial, atrás apenas 
dos Estados Unidos, e mantém milhares de funcionários em suas operações brasileiras.

Além disso, a empresa acaba de realizar uma grande expansão industrial no país.

## **Fabricante de eletrodomésticos investiu R$ 700 milhões em nova fábrica no Brasil**

Enquanto fecha e reorganiza unidades no exterior, a companhia inaugurou uma nova
planta em São José dos Pinhais, no Paraná.

O empreendimento recebeu aproximadamente R$ 700 milhões em investimentos e representa
a maior expansão industrial da Electrolux na América Latina.

A fábrica iniciou a operação com produtos como ventiladores e liquidificadores.

Quando atingir sua capacidade planejada, o complexo poderá fabricar aproximadamente
5 milhões de produtos por ano.

A expansão brasileira mostra que a estratégia mundial da companhia não consiste 
simplesmente em diminuir o tamanho do grupo.

A Electrolux fecha operações em regiões nas quais encontra dificuldades e, ao mesmo
tempo, direciona dinheiro para mercados onde identifica maior potencial de crescimento.

## **Brasil não entrou na onda de fechamento de fábricas**

Por isso, os consumidores brasileiros devem observar uma diferença importante.

Os fechamentos anunciados não envolvem as fábricas da Electrolux no Brasil.

A companhia segue produzindo eletrodomésticos no país e não anunciou que deixará
de fabricar ou comercializar suas tradicionais geladeiras por aqui.

Na prática, a atual transformação tem impactos diferentes em cada mercado.

No Chile, a Electrolux encerrou sua fabricação própria. Na Hungria, fechará uma 
fábrica de refrigeradores. Nos Estados Unidos, retirou as geladeiras de uma unidade
e prepara sua conversão para máquinas de lavar e secadoras.

Enquanto isso, no Brasil, a companhia amplia capacidade e investe em uma nova estrutura
industrial.

## **Reestruturação ainda terá novos capítulos**

O processo mundial da Electrolux deverá continuar pelos próximos anos.

A companhia prevê uma redução líquida de aproximadamente 3 mil postos de trabalho,
ao mesmo tempo em que muda a distribuição de sua produção e busca reduzir os custos
da operação.

Parte dos fechamentos já aconteceu. Outros estão programados para os próximos meses.

A empresa ainda negocia alternativas para algumas unidades, como ocorre na Itália.

Por enquanto, porém, três movimentos já resumem a dimensão da mudança: a Electrolux
encerrou sua produção no Chile, vai fechar uma fábrica de geladeiras na Hungria 
e retirou a fabricação de refrigeradores de uma grande unidade americana que desligou
aproximadamente 1.255 trabalhadores.

Ao mesmo tempo, a multinacional tenta reduzir despesas e fortalecer os mercados 
considerados estratégicos para sustentar sua operação mundial.
