# Maior fabricante de automóveis do mundo manda fechar fábrica com 1,5 mil funcionários no Brasil após 28 anos

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- Published: 2026-10-17T09:55:49-03:00
- Author: Gabriel Almeida

Uma gigante da indústria automobilística mundial mandou encerrar as atividades de
uma de suas fábricas mais tradicionais, colocando fim a quase três décadas de produção.
A unidade, que chegou a contar com aproximadamente 1.500 funcionários, deixou de
fabricar veículos após produzir mais de 1 milhão de automóveis.

O fechamento chamou atenção pelo tamanho da operação e pela importância da montadora
no mercado internacional. Afinal, a empresa ocupa a liderança mundial em vendas 
de veículos e mantém uma das maiores estruturas industriais do setor.

A fabricante responsável pela decisão é a Toyota, que liderou as vendas globais 
de automóveis pelo sexto ano consecutivo em 2025, com aproximadamente 11,3 milhões
de veículos comercializados. Apesar de sua posição no mercado, a companhia decidiu
encerrar uma fábrica histórica como parte de uma reorganização de suas operações.

A unidade fica em Indaiatuba, no interior de São Paulo, e encerrou suas atividades
em 30 de junho de 2026. Entretanto, o fechamento não representa a saída da Toyota
do Brasil. A empresa está transferindo parte das operações para outro complexo e
prepara investimentos bilionários nos próximos anos.

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## **Fabricante de automóveis fecha fábrica no Brasil após 28 anos**

A fábrica de Indaiatuba iniciou suas operações em setembro de 1998 e se tornou uma
das instalações mais importantes da Toyota no mercado brasileiro.

Durante 28 anos, o complexo concentrou a produção do Corolla Sedan, modelo que conquistou
espaço entre os carros mais vendidos de sua categoria e ajudou a consolidar a presença
da fabricante japonesa no país.

Além disso, a unidade também produziu a perua Corolla Fielder durante parte de sua
trajetória.

O encerramento ocorreu após a montadora concluir um processo de reorganização anunciado
em 2024. A decisão envolveu a transferência de equipamentos, mudanças nas linhas
de montagem e negociações com os representantes dos trabalhadores.

O último Corolla fabricado em Indaiatuba deixou a linha de produção em 19 de junho
de 2026. O veículo, uma versão híbrida Altis Premium, marcou simbolicamente o encerramento
da história industrial da unidade.

Poucos dias depois, em 30 de junho, a Toyota concluiu a desativação da fábrica.

Com a mudança, a produção do Corolla Sedan passou a integrar o planejamento industrial
do complexo de Sorocaba, também no interior paulista, onde a montadora concentra
sua expansão, conforme apurado pelo Portal **[Tempo ](https://www.portaltemponovo.com.br)
[Novo](https://instagram.com/jornaltemponovo)**.

## **O que aconteceu com os 1.500 funcionários após o fechamento da fábrica?**

Uma das principais preocupações provocadas pelo anúncio envolveu o destino dos aproximadamente
1.500 trabalhadores ligados à unidade.

Entretanto, a Toyota não promoveu uma demissão coletiva automática de todos os funcionários.
Antes do encerramento, a empresa negociou alternativas com o Sindicato dos Metalúrgicos
de Campinas e Região.

O processo ocorreu após mobilizações dos empregados, incluindo uma greve em 2024,
quando os trabalhadores passaram a exigir garantias diante da transferência das 
operações.

As negociações resultaram em um acordo que ofereceu duas possibilidades principais:
continuar na empresa por meio de transferência para Sorocaba ou aderir ao Programa
de Demissão Voluntária (PDV).

Segundo informações divulgadas durante a fase final do fechamento, aproximadamente
150 empregados aceitaram a transferência. Outros trabalhadores aderiram ao programa
de desligamento, enquanto profissionais com contratos temporários tiveram seus vínculos
encerrados.

## **Funcionários puderam receber indenização de 45 salários**

O acordo trabalhista estabeleceu uma compensação financeira expressiva para os empregados
que optaram pelo desligamento.

Pelas condições negociadas, o programa ofereceu indenização equivalente a 45 salários,
acrescida de dois salários por ano trabalhado na Toyota, além das verbas rescisórias
previstas.

Dessa forma, o valor recebido variou de acordo com a remuneração e o tempo de serviço
de cada profissional.

O pacote também incluiu a manutenção de benefícios por 36 meses após a saída, como
assistência médica e cartão de alimentação, conforme as condições aplicáveis.

As medidas buscaram reduzir os impactos financeiros sobre os trabalhadores que construíram
suas carreiras na unidade de Indaiatuba.

## **Maior fabricante de automóveis garantiu estabilidade para funcionários transferidos**

Os trabalhadores que escolheram permanecer na montadora também receberam condições
específicas para continuar suas atividades em outra cidade.

O acordo garantiu estabilidade no emprego até julho de 2029 aos profissionais transferidos
para Sorocaba.

Além disso, a negociação estabeleceu pagamentos adicionais para compensar os transtornos
relacionados à mudança de local de trabalho.

Quem aceitou trabalhar em Sorocaba sem transferir sua residência teve direito a 
dois salários adicionais e R$ 15 mil.

Já os profissionais que decidiram mudar de cidade receberam uma compensação adicional
equivalente a 2,4 salários.

Outra condição permitiu que os empregados solicitassem o desligamento dentro de 
um prazo de sete meses após a transferência, preservando o acesso ao pacote negociado,
com os descontos previstos no acordo.

## **Montadora anuncia investimento de R$ 11 bilhões e nova fábrica no Brasil**

Enquanto encerrou a operação de Indaiatuba, a Toyota direcionou seus esforços para
ampliar a capacidade de produção em outra região.

A empresa anunciou um plano de investimentos de R$ 11 bilhões até 2030, com recursos
destinados à modernização das instalações, ao desenvolvimento de veículos e à ampliação
de sua estrutura industrial.

Uma das principais iniciativas envolve a construção de uma segunda fábrica em Sorocaba,
cuja inauguração está prevista para novembro de 2026.

A nova estrutura receberá a fabricação do Corolla Sedan e permitirá que a montadora
concentre diferentes linhas de veículos em um mesmo complexo.

Além de melhorar a logística, a estratégia pretende reduzir custos operacionais,
aproveitar melhor os equipamentos e aumentar a competitividade da produção nacional.

A Toyota também aposta no crescimento da procura por automóveis híbridos, especialmente
aqueles que combinam motores elétricos com motores flex.

Por isso, a ampliação industrial inclui novas tecnologias e adaptações para a fabricação
de modelos eletrificados.

## **Expansão prevê 2 mil empregos diretos**

O plano de crescimento também envolve novas oportunidades no mercado de trabalho.

De acordo com as projeções anunciadas pela Toyota, os investimentos deverão contribuir
para a criação de aproximadamente 2 mil empregos diretos até 2030.

Além disso, a expansão poderá movimentar milhares de vagas indiretas em empresas
responsáveis pelo fornecimento de peças, transporte, manutenção e outros serviços
ligados à indústria automobilística.

A fabricante também mantém operações em Porto Feliz, município paulista que abriga
sua unidade de produção de motores.

Portanto, apesar de encerrar uma fábrica com quase 30 anos de história e cerca de
1.500 trabalhadores, a Toyota pretende continuar ampliando suas atividades no país.

A principal mudança envolve a concentração da produção em Sorocaba, que passa a 
ocupar uma posição ainda mais importante na estratégia da maior fabricante de automóveis
do mundo.
