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sexta-feira, 10 de julho de 2020

Lojistas de Laranjeiras prometem novos protestos por abertura total do comércio

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Bruno Lyrahttps://www.portaltemponovo.com.br
Repórter do Tempo Novo há mais de 10 anos, Bruno Lyra escreve para diversas editorias do portal, principalmente Economia e Meio Ambiente, das quais é o responsável.

Impactados pela pandemia da covid-19, um grupo de comerciantes de Laranjeiras promete novos protestos para abertura do comércio em horário normal e todos os dias. Dois atos já forem feitos pelo grupo, um na manhã desta terça – feira (26) e outro na tarde de ontem (25), ambos na Rodovia Norte Sul, próximo à Praça dos Correios. O transito na via chegou a ser interrompido.

Veja o vídeo do protesto de ontem à tarde.

Depois de uma temporada totalmente fechado – de  20 de março a 11 de maio –  por determinação do governo estadual para tentar reduzir expansão da pandemia, o comércio de itens considerados não essenciais só pode abrir de segunda à sexta, das 10h às 16h e em dias alternados.

“A alternância não traz nenhum benefício para o pequeno comerciante. Estamos aprendendo com os supermercados. Lá se aglomera mais gente que nas lojas pequenas. Então é possível para nós operar adotando medidas sanitárias rígidas. É o que os lojistas se propõe a fazer”, argumenta um dos comerciantes presentes nos dois atos, André Lucas Venturote.

Os dois atos acontecerem na Av. Norte Sul perto da Praça dos Correios. Grupo de lojistas promete novas manifestações. Foto: Divulgação

Segundo André a situação dos lojistas de Laranjeiras, que é o principal centro comercial a céu aberto da Serra, é dramática. “Esses protestos são para chamar atenção do governo e da comunidade. Estamos fazendo isso para que a coisa não se agrave ainda mais. Vamos protestar noutras ruas e dias, fazer atos itinerantes diariamente”, revela.

O comerciante conta que a manifestação de ontem foi deflagrada após outro lojista, chamado Ademir, ter sido interpelado pela fiscalização e pela Polícia Militar.” O Ademir falou que não ia ficar assim, pegou pneus foi para a Norte x Sul. Fui para lá e, quando pensa que não, um monte de gente apareceu para apoiar”.

André, que é dono de uma empresa que confecciona uniformes, diz já que precisou afastar três dos quatro funcionários que tinha. “Minhas vendas caíram 90%, estou trabalhando com familiares para tentar ficar de pé. Todos os dias, no grupo de comerciantes, chega a notícia de que um comércio fechou em Laranjeiras”, lamenta.

Dentre as lojas  já fechadas, segundo André, estão a Baby Kids, Toke Shoes, Cereja com Pimenta, Perfil da Moda (uma das unidades), Laboratório Cremasco, Faculdade Única. No Shopping Laranjeiras, a papelaria Gecore abaixou as portas.

Shopping adere a movimento

O Shopping Laranjeiras conseguir autorização para voltar a operar no mesmo esquema de revezamento e horário especial para o comércio de rua, pois por conta do tamanho, é considerado galeria comercial. Shoppings maiores, como o Mont Serrat e o Mestre Álvaro, na Serra, seguem proibidos de abrir.

Mesmo podendo funcionar, a situação do Shopping Laranjeiras não melhorou, segundo a comerciante que atua no espaço, Lílian Souto. Tanto que lojistas do estabelecimento também estiveram nos protestos e pretendem participar dos próximos atos.

Segundo Lílian, que também presta consultoria jurídica para o condomínio do shopping, a abertura de lojas em dias alternados não tem dado certo. “O próprio consumidor não está preparado para esta dinâmica. Temos que abrir o shopping inteiro para funcionar as lojas que podem funcionar naquele dia. No dia seguinte, fecham algumas lojas e abrem outras. E o custo de manutenção do funcionamento do shopping segue o mesmo, mas com faturamento muito inferior. Precisamos de autorização para poder abrir normalmente, as empresas estão morrendo”, afirma.

Lílian diz que o esquema alternado tem levado a aglomeração de pessoas. “As lojas de celulares e eletrodomésticos acabam gerando aglomeração na porta porque não podem abrir todos os dias e tem horário reduzido. De que adianta?”, questiona.

A comerciante acrescentou está usando o shopping já está usando fundo de reserva condominial para manter o funcionamento, uma vez que a inadimplência dos comerciantes disparou e já chega a R$ 1 milhão. “Até 2017 tínhamos 90 lojas. Com a greve da PM e a crise econômica se agravando na sequencia, perdemos muitas lojas, hoje só temos 35% delas funcionando. E muitas das que sobraram devem fechar agora, como aconteceu com a papelaria Gecore”, afirma.

Pequenos empresários, do comércio, prestação de serviços e até da indústria, tem reclamado da dificuldade em obter créditos de bancos públicos e privados durante a pandemia.

Como funciona hoje e risco de fechamento total

Após o fechamento total do comércio de itens considerados não essenciais em cidades com risco alto de contaminação , a reabertura foi permitida em 11 de maio pelo governo do ES sob a condição de nos dias pares do calendário abram as lojas que vendam itens de consumo pessoal, como roupas e cosméticos. Nos dias ímpares, podem funcionar lojas de itens de consumo não pessoal, como cama, mesa e banho, artigos e festas, material de informática. A abertura só pode ser de segunda a sexta, das 10h às 16h.

Já as lojas de itens essenciais podem funcionar normalmente. Estão nesse grupo  supermercados, hortifrutis, padarias, distribuidoras de bebidas, venda de materiais hospitalares, revendedoras de gás de cozinha, oficinas, postos de combustíveis, lojas de insumos agrícolas.

Restaurantes só podem abrir para atendimento presencial das 10h às 16h. Demais horários, só entrega. Em todos os casos é exigido a clientes e funcionários uso de máscara, além de álcool 70% para limpeza das mãos no estabelecimento.

Já os bares seguem proibidos de servirem clientes no estabelecimento. Podem abrir só para entrega, através de delivery ou retirada no local. Academias, por sua vez, tiveram o funcionamento liberado ontem (25), mas só podem receber clientes por agendamento e em número limitado.

Porem há risco de fechamento total dos estabelecimentos e até restrição para circulação de pessoas na rua, o chamado lockdown. A possibilidade foi admitida pela governador Renato Casagrande na semana passada, em função do aumento de casos da covid-19 e da possibilidade de faltarem leitos para internar pacientes mais graves. Na última segunda-feira (25) mais de 86% dos leitos de UTI da rede pública no ES para pacientes com a covid-19 já estavam ocupados. Casagrande diz que se chegar a 91% e o isolamento social não aumentar, poderá determinar o fechamento total do comércio e restrição à circulação de pessoas nas cidades de risco alto, medidas que já atingem outros centros urbanos do Brasil e já aconteceram em outros países.

Serra lidera casos e mortes no estado

Até às 14h desta terça-feira (25), a Serra já tinha 1.955 pessoas contaminadas pela doença. Além de liderar os casos, também era a cidade com mais mortes: 125. O município também tinha taxa de letalidade maior que das vizinhas Vitória, Vila Velha e Cariacica. Em todo ES já morreram 465 pessoas.

Ontem (24) o Brasil assumiu também o posto de país com maior número de mortes diárias pelo novo coronavírus, foram 807 em 24h segundo o Ministério da Saúde. E há quatro dias o Brasil passou a Rússia e agora é o 2º com mais contaminações, 376, 6 mil até ontem. Perde só para os Estados Unidos.

Na última sexta-feira (22) o presidente da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, disse que a América do Sul é o novo epicentro da pandemia. O Brasil é o país com mais casos no subcontinente.

         

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