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Serra, 27 de setembro de 2018 às 15:01

Lendas de fantasmas, romances e tesouros nos sítios históricos da Serra


 

Teodorico Boa Morte: baú de ouro, padre fantasma, túnel sobrenatural e outras lendas na igreja Reis Magos erguida por jesuítas há mais de 400 anos. Foto: Arquivo TN/Fábio Barcelos

Ana Paula Bonelli

A Serra é um dos locais mais antigos do Brasil, beirando os 462 anos, por isso acumula uma vasta riqueza em lendas que envolvem de fantasmas a monstros, passando por romances e tesouros.  Os contos são de origens diversas e em sua maioria acontecem em monumentos históricos da cidade.

O poeta, músico e folclorista, Teodorico Boa Morte, de Nova Almeida conta que existe na Igreja Reis Magos a lenda de um baú de ouro enterrado em frente à construção. Para ter acesso ao tesouro, teria que cavar e fazer um ritual: ir vestido de branco, com uma carroça, na sexta-feira, à meia-noite.

“Um senhor foi atrás do baú, quando chegou em frente a igreja,teve logo a visão de um padre que foi se aproximando e dizendo – você não pode mexer aí. Se for cavar, quero a metade – Então animais e monstros começaram a aparecer e o senhor fugiu. Dizem que ele se escondeu num túnel na própria Reis Magos. Até hoje, não encontraram o túnel e dizem que ele se perdeu  lá dentro”, conta Teodorico.

O folclorista também conta outra história, desta vez, no distrito de Queimado – local que foi palco da maior revolta de escravos do ES. “Diziam que ali tinha um anticristo que toda sexta à noite fazia arruaça na frente da igreja, amedrontando as pessoas. Tentaram pegá-lo, esperando ao lado do cruzeiro numa Sexta-feira da Paixão. Não conseguiram e o que ocorreu foi uma tremenda confusão entre as pessoas”, narra.

Já o pesquisador Aurélio Carlos Marques de Moura, de Carapina, conta outra lenda também do Queimado. “Em noites de lua cheia na região do Queimado quem por ali passa pode ouvir murmúrios dos escravos pela floresta e em volta das ruínas”.

Já o historiador Clério Borges, narra uma dos contos mais conhecidos da cidade e do ES: o do pássaro de fogo. “Reza a lenda que uma índia e um índio de tribos rivais se apaixonaram e para se encontrar, tinham a ajuda de um pássaro misterioso. O jovem casal decide fugir, mas o pai da índia descobre e pede ao feiticeiro da tribo que lhes dê um castigo. O índio Guaraci vira o Mestre Álvaro e a índia Jacira, o Moxuara, castigados a se olharem por toda a eternidade sem se tocar. Mas, nas noites de São João, uma magia acontece: o pássaro misterioso se transforma em uma bola de fogo que vai de um monte a outro e permite o encontro invisível dos dois”.

Clério também revela outra história, a que aconteceu na igreja de São João de Carapina. E essa não foi lenda. “Em meados de 2008 e 2009 começaram a falar que os jesuítas tinham escondido ouro nas paredes da igreja e a população foi lá e começou quebrar as paredes. Foi quando teve a mobilização para restaurar a igreja”, conta.

O historiador lembrou que também há história de que na lagoa Juara havia um monstro com corpo que misturava cobra, dragão e peixe. A criatura andava sobre as águas e assustava quem chegava perto da lagoa.




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