# LDO 2026 prevê R$ 3,4 bilhões para a Serra — em 10 anos, arrecadação cresce incríveis 230%

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- Published: 2025-04-22T14:21:49-03:00
- Author: Yuri Scardini

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Pelo menos na perspectiva do Orçamento Público, não pairam dúvidas sobre o ciclo
exitoso que a Serra vive nos últimos anos. Em um intervalo de dez anos, a Prefeitura
conseguiu aumentar sua arrecadação em 230%, traduzindo o dinamismo econômico da 
cidade em [mais recursos para serem aplicados diretamente](https://www.portaltemponovo.com.br/serra-e-a-6a-do-brasil-e-1a-do-es-que-mais-investe-em-obras-escolas-saude-e-infraestrutura-aponta-levantamento/)
na vida da população.

A coluna compilou dados publicados pelo Tribunal de Contas do Espírito Santo, com
início em 2016 e projeção até 2026, com base na previsão estabelecida pela Lei de
Diretrizes Orçamentárias (LDO) — cuja minuta já está praticamente finalizada e prevê
uma receita de R$ 3,4 bilhões para o ano que vem.

A análise considera também os dados apresentados na audiência pública realizada 
há algumas semanas, etapa que integra o processo de elaboração da LDO, responsável
por estabelecer as metas de arrecadação e as prioridades de investimento, com ênfase
em áreas como saúde, educação e infraestrutura.

Outro destaque foi o sucesso da consulta pública, aberta desde março, que recebeu
mais de 300 contribuições da população, apontando as demandas mais urgentes da cidade.
A consulta, realizada de forma digital, revelou que o eixo “Saúde” foi o mais votado,
seguido por Educação, Segurança Pública, Bem-Estar Animal, Proteção Social e Mobilidade
Urbana.

Pode parecer um tema técnico ou distante, mas a coluna sempre faz questão de reforçar
a importância do planejamento orçamentário. É por meio dele que são viabilizadas
ações essenciais da Prefeitura — como os recursos para educar e alimentar quase 
80 mil alunos da rede municipal, ou garantir os mais de 600 mil atendimentos anuais
nas UPAs da Serra, além de tantas outras obras, serviços e políticas públicas sob
responsabilidade do município.

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A LDO também leva em consideração [riscos macroeconômicos](https://www.portaltemponovo.com.br/aco-e-rochas-tarifaco-de-trump-atinge-setores-bilionarios-da-serra/)
e políticas governamentais, como a reforma tributária e a possível redução da alíquota
do Imposto de Renda, medidas que impactam diretamente na arrecadação do município.
Desde 2024, a Serra ultrapassou a marca histórica de R$ 3 bilhões em arrecadação
anual, um fato inédito.

Essa receita é composta por diversas fontes, como a cota-parte do ICMS (maior fonte
de arrecadação), além de ISS, IPTU, ITBI, repasses estaduais e federais, convênios,
operações de crédito, entre outros.

A expectativa é de que a LDO seja enviada à Câmara de Vereadores nos próximos dias,
para apreciação dos parlamentares. Assim que for validada, o município se prepara
para a elaboração do Orçamento de 2026, este sim apontando, de forma objetiva, onde
os recursos públicos serão aplicados, com base nas diretrizes já definidas pela 
LDO.

Todo o rito já é bem conhecido, mas salta aos olhos o crescimento do Orçamento Público
da Serra. Abaixo, seguem alguns dados:

**Crescimento da Receita Arrecadada**

 * Crescimento nos últimos 10 anos (2016 → 2026): +231,07%

 * Crescimento nos últimos 5 anos (2021 → 2026): +95,98%

 * Maior crescimento percentual de um ano para outro: +25,82% de 2022 para 2023

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Por mais que haja certo desgaste político em torno das quase três décadas de protagonismo
dos ex-prefeitos Sergio Vidigal e Audifax Barcelos, é absolutamente notável que 
a Serra se tornou um exemplo de equilíbrio fiscal no Brasil. Apenas neste recorte
de 10 anos — que compreende o terceiro mandato de Audifax e o quarto de Vidigal —
os dados de arrecadação são excepcionais.

Na gestão Audifax Barcelos (2017–2020), houve um aumento de 48,21% na receita arrecadada.
Já na gestão Sergio Vidigal (2021–2024), o crescimento foi ainda mais expressivo:
76,44%.

Com população crescente desde a década de 1960, quando a Serra passou de economia
agrária para uma cidade de vocação urbana e industrial, o orçamento municipal passou
a ser uma questão crítica. O aumento populacional foi abrupto e [colapsou diversas áreas da cidade](https://www.portaltemponovo.com.br/serra-tem-113-mil-pessoas-morando-em-favelas-revela-estudo/),
provocando uma crise fiscal. A partir de 1997, foram feitos grandes esforços para
equilibrar orçamento e demanda, o que passou, necessariamente, pela profissionalização
da gestão pública e pelo fortalecimento do planejamento estratégico.

Apesar do avanço, a Serra segue sendo, proporcionalmente, uma das cidades com menos
recursos disponíveis por habitante. Mesmo com uma previsão de R$ 3,4 bilhões para
2025, quando analisado o orçamento per capita, o município cai para as últimas posições
no Espírito Santo —[ justamente por ter a maior população entre as cidades capixabas.](https://www.portaltemponovo.com.br/desafios-so-aumentam-ibge-atualiza-dados-e-serra-salta-para-quase-600-mil-habitantes/)

No entanto, o crescimento da arrecadação garante que essa enorme estrutura urbana
continue avançando no atendimento das demandas, sustentando obras, serviços e políticas
públicas essenciais para a vida de quem vive na Serra.
