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quarta-feira, 08 de julho de 2020

Indústria cobra e Estado diz que está liberando crédito para empresas

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Bruno Lyrahttps://www.portaltemponovo.com.br
Repórter do Tempo Novo há mais de 10 anos, Bruno Lyra escreve para diversas editorias do portal, principalmente Economia e Meio Ambiente, das quais é o responsável.

Segundo a Findes, de 12 mil solicitações para crédito de até R$ 5 mil, cerca de 300 tinham sido atendidas. Foto: Agência Brasil

Nesta quinta-feira (28) a Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes) divulgou carta aberta em que cobra o governo estadual informações sobre a liberação de empréstimos em caráter emergencial para salvar empresas de menor porte, além de microempreendedores individuais. O Banestes, por sua vez, diz que os empréstimos já estão acontecendo.

O governo havia prometido, ainda em março, linhas de crédito com juros zero ou CDI, parcelamento e carência de seis meses para o 1º pagamento. O crédito é voltado para pequenos negócios, como medida para evitar demissões e falências durante a pandemia.

Na carta, a Findes diz que fez levantamento preliminar que constatou que apenas 300 das 12 mil solicitações de empréstimo de até R$ 5 mil capital de giro foram atendidas. Essa linha do governo é para microempreendedor individual.

A Federação diz também que, para a linha de R$ 31 mil voltada às microempresas, praticamente não aconteceram operações.

Diante disso, a Findes encaminhou ontem (28) ofício ao Governo do ES e ao Banestes, pedindo informações sobre a liberação das linhas emergenciais e também do Fundo de Aval Bandes, que tem valor de R$ 100 milhões para apoio a negócios de diferentes tamanhos. Na prática o Fundo coloca o Bandes como avalistas para o empresário tomar empréstimo junto ao Banestes.

No ofício, a entidade empresarial pede que o governo e o seu banco, o Banestes, informem o número de solicitações de crédito, quantas foram atendidas e valores já liberados. Quer também saber a causas da recusa para quem não teve o pedido atendido.

Leo de Castro é o presidente da Findes e comanda a Fibrasa, indústria que produz plástico e fica localizada na Serra. Foto: Divulgação/Findes

“Nosso objetivo é apoiar os industriais na obtenção dos recursos e também colaborar com os bancos, no atendimento na rede bancária, para que as instituições financeiras possam receber o cliente empresário já mais bem informado e orientado sobre o encaminhamento de suas demandas nas agências”, afirma na carta o presidente da Findes, Léo de Castro.

Banestes diz que liberação começou na última sexta (22)

Através de nota enviada por sua assessoria de imprensa, o Banestes diz que na última sexta-feira (22) iniciou liberação dos recursos de operações para as linhas de crédito que possuem a garantia adicional do Fundo de Aval Bandes.

Segundo o banco, até o momento, já foram liberados cerca de R$ 2,3 milhões em um total de mais de 450 propostas de crédito contratadas para tais linhas (Microcrédito Emergencial Covid-19, com taxa zero, e Capital de Giro Emergencial Covid-19, com taxa de CDI). Afirma também que outras propostas seguem em análise e também em fase de captação.

Na nota, o banco acrescenta que, em parceria com o Bandes, disponibilizou R$ 250 milhões para uma linha de Crédito Emergencial para empresas de todos os portes, com taxas e prazos especiais. Até o momento, o Banestes já liberou R$ 128,3 milhões em recursos em 1.183 contratos. Outros mil contratos que somam R$ 121,7 milhões estão em análise.

O banco diz ainda que outras duas linhas são operadas neste cenário de pandemia: Nossocrédito Emergencial, uma atuação emergencial do Programa Nossocrédito que já liberou mais de R$ 9,6 milhões em recursos, e BNDES Crédito Pequenas Empresas, com a oferta de capital de giro para as empresas que faturam até R$ 300 milhões por ano.

Por fim, o Banestes fala que está fazendo repactuação de contratos e reparcelamento de créditos.

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