# Homem que esfaqueou cadela vai ter que pagar tratamento e deputado cobra a prisão

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- Published: 2021-04-22T20:07:28-03:00
- Author: Gabriel Almeida

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Vandinho Leite é o vice-presidente da CPI de Maus-Tratos Contra Animais no ES. Foto:
Divulgação

O homem que golpeou com facão a cabeça de uma cadela no bairro Serra Dourada III,
na Serra, terá que pagar metade da despesa do tratamento de Nina, cachorra que sofreu
o ataque, cujo o valor estimado gira em torno de R$ 2.220. Além disso, o homem, 
se condenado pela Justiça, pode pegar de dois a cinco anos de reclusão e multa.

A decisão foi tomada na tarde desta quinta (22) durante reunião extraordinária da
Comissão Parlamentar de Inquérito de Maus-tratos Contra Animais, da Assembleia Legislativa
do Estado (Ales), da qual o deputado Vandinho Leite (PSDB) é vice-presidente.

Além de fazer com que o homem se comprometesse em pagar metade do que foi gasto 
para salvar a vida da cadela, a CPI também se posicionou no sentido de endossar 
o inquérito da Polícia Civil, que investiga o caso, enviado ao Ministério Público
Estadual (MP-ES). Em caso de condenação na Justiça, o suspeito pode pegar pena de
dois a cinco anos de reclusão, além de multa.

No entendimento dos membros da CPI, assim como no material coletado pela polícia,
o depoimento do suspeito na manhã de hoje (22), deixou claro que ele agrediu o animal
de forma cruel, com golpes de facão, sem qualquer motivo que possa justificar a 
atitude.

Ao ser questionado por que desferiu os golpes de facão contra a cadela, o homem 
citou o fato de ela ter supostamente avançado contra ele e sua filha, além de dizer
que o animal vivia solto na rua, latindo na direção de quem passava na região onde
o crime aconteceu.

Para o deputado Vandinho Leite, responsável pelas denúncias enviadas à CPI e à Polícia,
o fato de a cadela permanecer na rua, de acordo com os relatos do suspeito, não 
quer dizer que se trate de um animal que pode ser agredido gratuitamente.

“Na verdade, é com esse tipo de animal, que não tem um lar constante, que a gente
precisa ter compaixão, acolher, e não ir pela via da agressão. O que aconteceu a
Nina (a cadelinha), foi uma das coisas mais cruéis que já vi”, disse o parlamentar.

A presidente da CPI, a deputada Janete de Sá, foi além: “O fato de ele estar na 
rua não dá ao senhor o direito de fazer o que fez porque ele é um animal indefeso”,
frisou. “O senhor cometeu um crime que é passível de punição”.

Vandinho ainda destacou que a punição aplicada ao suspeito, com a possibilidade 
real de ele responder criminalmente pela agressão, terá caráter pedagógico, no intuito
de coibir os casos de maus-tratos contra animais no Estado. “Todo o empenho da polícia
na condução do inquérito, bem como o trabalho que estamos fazendo à frente da CPI
dos Maus-Tratos, é uma forma de dizer que não toleraremos qualquer ato de violência
contra animais”, ressaltou.

O crime aconteceu no dia 9 de abril e deixou moradores revoltados. O caso foi registrado
por meio de fotos e vídeos.

Também participaram da CPI a presidente da Comissão Especial de Proteção aos Animais
da OAB-ES, Marcella Rios Gava Furlan; e a presidente do Conselho Regional de Medicina
Veterinária (CRVM-ES), Virgínia Teixeira do Carmo.
