Fogo em lixo radioativo da Petrobras não gerou risco à saúde, diz órgão

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Dois meses depois do incêndio que atingiu 992 tambores de rejeitos radioativos da Petrobras no TIMS, saiu o resultado final da análise de água e solo da região, feita pelo Instituto de Radioproteção e Dosimetria (IRD), unidade da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) no Rio de Janeiro.

De acordo com a assessoria de imprensa do CNEM, não foi identificado radiação acima do limite legal e, por isso, o órgão considera que não há risco para a saúde da população. “Como imaginávamos e agora confirmamos, as análises de amostras de solo e água pela técnica de esfregaço e pela técnica radioquímica apresentaram resultados abaixo dos limites estabelecidos em norma”, diz nota do órgão enviada à reportagem.

O incêndio aconteceu no dia 28 de janeiro e demorou mais de 24 horas para ser controlado. Além de produtos plásticos, ele atingiu 992 tambores de rejeitos da extração de petróleo contendo NORM, substâncias que contêm Radio 226 e Radio 228, elementos radioativos presentes naturalmente em rochas perfuradas durante a extração de petróleo.

Já o Ibama disse que o material estava armazenado de forma irregular, a céu aberto. A Petrobras, por sua vez, negou ilegalidade e disse que os tambores estão sendo transferidos para galpões no próprio TIMS.

 

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