“Faremos uma campanha limpa e com pé no chão”

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Givaldo diz que racha entre Vidigal e Audifax atrapalha a cidade. Foto: Joatan Alves

Yuri Scardini

Givaldo Viera é deputado federal pelo PT, já foi vice-governador, secretário municipal e estadual, além de vereador pela Serra e deputado estadual. Nesta entrevista, Givaldo fala um pouco do cenário eleitoral, impeachment e projetos do PT para a Serra.

Em caso do processo de impeachment ser consumado e o PT sair do governo, o que muda para a Serra?
Em um cenário desses, o maior risco é que a obra do Contorno do Mestre Álvaro seja deixada de lado, já que Michel Temer fala de cortes e sacrifícios. Além disso, o governo federal tem diversas obras e unidades de educação infantil, minha casa minha vida, um conjunto de investimento que foram garantidos para Serra.

Diante da posição favorável do governador Paulo Hartung sobre o impeachment, o PT vai seguir no governo dele?
Nós não devemos contribuir com governos que são a favor do golpe. Minha opinião é de que o PT não permaneça no governo do Estado. Porém essa decisão caberá a nossa direção estadual, que está marcada para o dia 30.
E aqui na Serra, podemos afirmar que o senhor é pré-candidato a prefeitura?
Quero colocar minha experiência a serviço dos meus concidadãos. Meu nome está à disposição, e posso ajudar a Serra a se desenvolver, devo participar como uma alternativa.

Depois da repercussão do ato favorável ao impeachment de Vidigal, o PT ainda pode se aliar a ele nessas eleições?
O PT na Serra não deve caminhar nem com atual governo e nem com o anterior. Isso por que eles são a mesma coisa. No caso de Vidigal é claro que a posição a favor do golpe, distância mais ainda.

É viável uma candidatura própria na Serra?
Sim, nossa base está motivada, temos preparado o partido para esse processo, inclusive nos preparando para as chapas de vereadores.

Diante do cenário atual, quais são os projetos do PT para a Serra?

A Serra que parou no tempo, algo que já vinha acontecendo na gestão anterior também. É apenas uma luta pelo poder. O projeto do PT para a Serra prevê o resgate do orçamento participativo, que foi jogado no lixo. Queremos que os conselhos de políticas públicas voltem a funcionar. Queremos falar de sustentabilidade. Posso citar o Mestre Álvaro. Pensamos num parque ambiental, trazer o ecoturismo para lá. A Serra tem lagoas com tamanhos impressionantes, como a Juara, que também está abandonada. Tratamos como depósito de esgoto. Brasília é toda organizada em torno do lago. Pensamos que a Juara merece um parque ambiental. Queremos mapear todas as nascentes, e trabalhar para preservá-las. Queremos recuperar os rios, recursos nós já temos, estamos pagando na conta de esgoto. Nós queremos uma educação que caminhe para a educação de tempo integral com qualidade. Teremos um projeto para ocupar os espaços públicos orientadas com esporte, cultura, lazer e empreendedorismo. Outra coisa que o PT pensa é que a Serra merece um teatro, queremos trabalhar nisso também.

Há muitas dúvidas no mercado político sobre uma candidatura própria do PT, o que tem a dizer para estes duvidosos?
A decisão da chapa majoritária é coletiva, estou disposto e o PT também. Não me preocupo com que a classe política pensa ou deixa de pensar. Vamos fazer uma campanha pé no chão e enfrentar o poder econômico que está ai.

Como você avalia o cenário eleitoral numa possível impossibilidade de Vidigal disputar as eleições?
Para mim é indiferente, e como disse, acho que eles são a mesma coisa, representam a mesmice, a Serra pode mais e pode encontrar outro caminho, e não essa briguinha de poder.

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