# Fabricante de pneus com 8 mil funcionários fecha fábrica no Brasil e demite trabalhadores

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- Published: 2026-10-15T00:39:15-03:00
- Author: Gabriel Almeida

Uma das maiores fabricantes de pneus do mundo decidiu encerrar as atividades de 
uma de suas fábricas no Brasil. A medida provocou a paralisação definitiva das linhas
de produção e atingiu aproximadamente 350 funcionários, colocando fim a uma operação
industrial que acumulava décadas de história.

O fechamento aconteceu após a empresa enfrentar dificuldades para competir com produtos
importados, principalmente os provenientes do mercado asiático. Segundo a fabricante,
os preços praticados por concorrentes estrangeiros tornaram a manutenção da unidade
economicamente inviável.

A decisão partiu da Michelin, multinacional francesa que está entre as principais
empresas do setor de pneus. A companhia havia assumido a instalação depois de comprar
a Levorin, tradicional marca brasileira conhecida pela fabricação de pneus e câmaras
de ar para motocicletas e bicicletas.

A fábrica funcionava em Guarulhos, na Grande São Paulo. A Michelin iniciou o processo
de desativação ao longo de 2025 e concluiu o encerramento das operações industriais
em dezembro do mesmo ano.

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## **Fabricante de pneus fecha fábrica de pneus e demite trabalhadores**

A unidade encerrada desempenhava um papel importante na produção de componentes 
destinados a diferentes segmentos do mercado.

Entre os principais produtos fabricados estavam câmaras de ar para motocicletas 
e bicicletas, pneus de uso industrial e materiais semiacabados utilizados em outras
instalações da companhia.

Com a decisão, aproximadamente 350 trabalhadores foram afetados pelo fim das atividades.
A empresa anunciou o encerramento de forma gradual, permitindo que as linhas de 
produção fossem desativadas até dezembro de 2025.

Na ocasião, a Michelin informou que negociaria medidas de apoio com representantes
sindicais para reduzir os impactos sociais da decisão.

O pacote anunciado incluía assistência financeira e programas de orientação profissional,
com o objetivo de ajudar os empregados desligados a encontrar novas oportunidades
de trabalho.

Entretanto, essas medidas não impediram o encerramento definitivo da produção, que
marcou o fim das atividades industriais da antiga unidade da Levorin.

## **Pneus importados pressionaram fabricante**

A Michelin apontou o avanço de produtos estrangeiros como um dos principais fatores
responsáveis pelo fechamento da fábrica.

Segundo a multinacional, o mercado brasileiro passou a registrar uma oferta crescente
de pneus e câmaras de ar importados, especialmente de fabricantes asiáticos.

Além disso, parte desses produtos chegava ao país com preços inferiores aos custos
enfrentados pelas indústrias brasileiras, dificultando a concorrência.

A empresa afirmou que analisou alternativas para manter a instalação em funcionamento.
Contudo, concluiu que nenhuma das opções permitiria recuperar a competitividade 
necessária para sustentar a produção no longo prazo.

O problema também aparece nos indicadores da indústria nacional.

Em janeiro de 2026, a Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos (Anip) divulgou
informações mostrando o avanço das importações no mercado brasileiro.

Conforme os dados apresentados pela entidade, os pneus estrangeiros representavam
68% do mercado de reposição em dezembro de 2025. Por outro lado, os fabricantes 
nacionais respondiam por apenas 32%.

Outro indicador reforçou as dificuldades enfrentadas pelo setor. A produção brasileira
terminou 2025 com 37,7 milhões de pneus fabricados, uma redução de 5,8% em relação
ao ano anterior.

## **Fábrica fechada tinha ligação com tradicional marca brasileira**

O encerramento também representou o fim de um importante capítulo da história da
Levorin, empresa fundada em 1943.

Durante décadas, a marca conquistou espaço no mercado nacional, principalmente entre
consumidores de pneus e câmaras de ar para bicicletas e motocicletas.

Em 2016, a Michelin comprou a Levorin e incorporou suas instalações industriais 
à estrutura do grupo.

A negociação envolveu operações em Guarulhos, no estado de São Paulo, e Manaus, 
no Amazonas.

Após a aquisição, a fábrica paulista continuou funcionando sob o comando da multinacional
francesa, mantendo a fabricação de produtos voltados a segmentos específicos.

Entretanto, a pressão competitiva e as mudanças no mercado levaram a Michelin a 
reavaliar a continuidade das atividades.

Assim, a desativação concluída em dezembro de 2025 encerrou um ciclo industrial 
ligado a uma das marcas mais tradicionais do setor brasileiro de pneus.

## **Fabricante também anunciou fechamento de fábricas em outros países**

A reestruturação da Michelin não ficou restrita ao Brasil. A multinacional também
anunciou o encerramento de instalações industriais em outros mercados.

Na França, a empresa decidiu fechar as fábricas de Cholet e Vannes, que reuniam 
aproximadamente 1.250 trabalhadores.

A primeira unidade produzia principalmente pneus para veículos comerciais leves.
Já a segunda fabricava componentes metálicos utilizados em outras operações industriais.

Segundo a companhia, a combinação de custos elevados, menor demanda e concorrência
internacional comprometeu a competitividade dessas instalações.

Diante desse cenário, a Michelin anunciou medidas de apoio aos funcionários, incluindo
possibilidades de transferência, aposentadoria antecipada e recolocação profissional.

A fabricante também promoveu ajustes em sua estrutura industrial na Alemanha.

Além disso, anunciou o fechamento de uma fábrica localizada em Querétaro, no México.

Nesse caso, a empresa destacou mudanças nas preferências dos consumidores, que passaram
a procurar pneus maiores do que aqueles produzidos pela unidade.

Como a adaptação da estrutura exigiria investimentos elevados, a companhia optou
pelo encerramento das atividades industriais no local.

## **Fabricante de pneus vai continuar no Brasil**

Apesar da desativação da unidade de Guarulhos, a Michelin não anunciou sua saída
do mercado brasileiro.

O encerramento atingiu especificamente a operação industrial paulista, enquanto 
a multinacional manteve outras atividades no país.

A empresa continua presente no mercado nacional, com operações industriais e comerciais
voltadas para diferentes segmentos.

Inclusive, em junho de 2026, informações que circulavam nas redes sociais afirmando
que a Michelin deixaria completamente o Brasil foram classificadas como enganosas.

Portanto, o fechamento da antiga fábrica da Levorin representou uma redução da estrutura
produtiva da multinacional, mas não o encerramento de todas as suas operações brasileiras.
