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quarta-feira, 08 de julho de 2020

Fábio Duarte, escolhido por Audifax para ser o seu sucessor, fala um pouco da sua história

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Maria Nascimento
Maria Nascimento é repórter do Tempo Novo há mais de 15 anos. Atualmente, a jornalista escreve para diversas editorias do portal, principalmente para a de Política.

Fabio Duarte e Audifax Barcelos. Foto: Divulgação

Administrar uma Prefeitura como a da Serra, o município mais populoso do Estado, não é para qualquer um. Suceder um prefeito que tem a aprovação da maioria da população também é um desafio para poucos. Antes de qualquer coisa é preciso ter preparo técnico, coragem e fé. Foram essas três qualidades que o prefeito Audifax Barcelos viu no vereador Fábio Duarte para disputar a sua sucessão nas próximas eleições.

Cumprindo o seu primeiro mandato, Fábio Duarte encara a política como uma forma efetiva de ajudar as pessoas: “A distância entre o cidadão comum e o centro das decisões municipais é muito grande. O político comprometido com o coletivo funciona como uma ponte para aproximar as duas partes. Esse é o meu propósito na vida pública. Não tenho medo de nenhum desafio, costumo dizer que minhas decisões são tomadas durante as minhas conversas com Deus. Se Ele acena positivamente, eu sigo em frente, sem medo.”

Até pouco tempo atrás você era candidato à reeleição. No frigir do prazo para definição partidária, você surge como candidato a prefeito. De onde veio a coragem e disposição de entrar numa disputa com nomes mais conhecidos do que o seu na política?

Fábio Duarte – Dizem que a alma vai se fortalecendo na medida em que a gente vai vencendo os obstáculos que aparecem no caminho. Minha infância não foi fácil. Aos seis anos de idade eu vi a minha família desmoronar. Presenciei muitas violências domésticas que culminaram na separação de meus pais. Eu que até então tinha uma vida confortável, tive que enfrentar muitas privações. Meu pai foi embora e deixou minha mãe sozinha, com salário de professora, para criar três filhos. Nunca me esqueço disso: minha mãe dava aulas na Serra e em Vitória, à noite fazia Pedagogia em Linhares. Saía de casa às seis da manhã e retornava por volta de meia noite. Todo santo dia ela acordava os filhos para saber como tinha sido o nosso dia na escola. Só então ela dormia.

E quem ficava incumbido de cuidar de você e seus irmãos durante o dia, uma vez que eram crianças?

Olha, eu acredito nisso: quando surge uma grande dificuldade na vida da gente, Deus sempre coloca em nosso caminho pessoas que podem ser chamadas de anjos. No nosso caso, o anjo se chamava Terita, uma amiga da minha mãe que eu tinha como uma irmã mais velha. Se não fossem os cuidados da Terita, a minha mãe certamente não teria dado conta do recado, mesmo sendo a mulher guerreira que é. Sabendo que os filhos estavam sendo bem cuidados em casa, ela podia cuidar do nosso futuro com mais tranquilidade. Graças a Deus, deu certo, todos os filhos de dona Maria Helena estudaram e são pessoas dignas.

A sua determinação na vida pública é algo que você herdou da sua mãe?

Certamente que sim. Poucas vezes vi minha mãe se lamentando. Quanto maior era a dificuldade, mais ela partia para cima para resolver. É assim até hoje. Herdei dela a coragem diante as adversidades da vida, a fé e o respeito pelo ser humano, principalmente pelos mais velhos. Nas viagens de ônibus, sempre que entrava uma pessoa idosa ou uma mulher grávida, minha mãe olhava para mim com gentileza – isso significava que eu deveria dar o meu assento para a pessoa sentar. Era uma comunicação muito interessante, que dispensava as palavras, bastava o olhar dela e eu entendia logo que precisava ser gentil cedendo o meu lugar. Aprendi com isso a cuidar das pessoas, a ter sempre uma gentileza para oferecer a quem está diante de mim.

A fé também é uma herança de sua mãe?

Minha mãe perdeu duas filhas, a Kátia e a Patrícia. Criou sozinha os outros três filhos – eu, Rodrigo e Andreia. Fez do limão uma limonada, nunca se queixou com Deus. Dava aos outros o que tinha de melhor e enxergava nos outros o melhor que tinham a oferecer. Essa é a verdadeira fé, aquela que não reivindica nada e nem se queixa, apenas confia e espera. Nem minha mãe sabe o quanto ela me ensinou com a sua conduta e o seu exemplo.

Existe algum momento na sua vida em que a fé foi determinante para uma tomada de decisão importante?

Eu fui pai solteiro. Ainda muito jovem fui abençoado com o nascimento da Rebeca, minha primeira filha. Mais tarde, quando conheci a minha esposa, a Andrea, alguns médicos atestaram que ela não poderia engravidar de jeito nenhum, tinha um problema sério no ovário. Chegaram a falar em inseminação artificial, que custaria na época 15 mil reais. Dentro de mim, algo me dizia que nós teríamos quantos filhos quiséssemos, sem nenhum recurso artificial. Durante uma consulta, falei para o médico que Deus, o médico dos médicos, estava me dizendo outra coisa. Andrea me beliscou várias vezes, tentando me conter, mas eu saí da consulta exultante, determinado a ser pai apesar do pessimismo do médico. Para encurtar a conversa, tenho hoje mais três filhos – Gabriel, Nicoly e Guilherme. O impossível, meu amigo, só existe para os que não têm fé.

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