# Exército Brasileiro coloca 2,4 mil militares na fronteira com a Argentina, que envia soldados e tanques de guerra

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- Published: 2026-10-20T14:36:04-03:00
- Author: Gabriel Almeida

Uma mobilização militar de grandes proporções reuniu 2.800 soldados, centenas de
veículos blindados, aeronaves e armamentos pesados em uma operação conjunta entre
Brasil e Argentina. O Exército Brasileiro participou com aproximadamente 2.400 militares,
enquanto o país vizinho deslocou outros 400 integrantes de suas forças terrestres
para participar dos exercícios.

A movimentação incluiu mais de 600 viaturas militares e operações que reproduziram
situações de combate, ataques coordenados, deslocamentos de tropas e enfrentamentos
em diferentes tipos de terreno.

Entre os equipamentos utilizados estavam carros de combate, sistemas de lançamento
de foguetes, veículos de transporte de soldados e aeronaves militares. As atividades
também envolveram paraquedistas, unidades de operações especiais e equipes especializadas
em engenharia de combate.

A concentração das tropas aconteceu no Rio Grande do Sul, principalmente em Rosário
do Sul, durante o Exercício Combinado Arandu 2026. A fase principal terminou em 
16 de outubro, depois de uma série de treinamentos.

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Apesar da dimensão da mobilização, a operação não representou um confronto entre
Brasil e Argentina nem uma resposta a uma ameaça militar na fronteira. Os dois países
realizaram os exercícios de forma coordenada para aprimorar a preparação de seus
exércitos.

## **Exército Brasileiro mobiliza blindados e armamentos pesados na fronteira**

O treinamento reuniu algumas das principais capacidades de combate terrestre utilizadas
pelas forças militares dos dois países, conforme apurado pelo Portal **[Tempo ](https://www.portaltemponovo.com.br)
[Novo](https://instagram.com/jornaltemponovo)**.

O Brasil empregou carros de combate Leopard 1A5 BR, blindados Guarani e Centauro
II, além do sistema Astros, desenvolvido para lançar foguetes e mísseis.

A Argentina também participou com equipamentos militares de grande porte, incluindo
os carros de combate TAM 2C-A2 e veículos blindados Stryker 8×8.

A operação ocorreu principalmente no Campo de Instrução Barão de São Borja, em Rosário
do Sul.

Durante as manobras, os militares precisaram avançar sobre posições simuladas de
adversários, organizar deslocamentos de veículos pesados e coordenar a atuação de
diferentes unidades.

O objetivo foi testar a capacidade das tropas de executar missões conjuntas, mesmo
utilizando equipamentos, sistemas de comunicação e procedimentos militares distintos.

## **Aeronaves militares e tropas especiais participam da operação**

![Exército](https://www.portaltemponovo.com.br/wp-content/uploads/2026/10/exercito-
1024x576.jpg)

Treinamento envolve os dois países. Crédito: Divulgação

A mobilização também contou com ações aéreas. Nesse contexto, o KC-390 Millennium,
da Força Aérea Brasileira (FAB), e o CASA C-212, utilizado pela Argentina, participaram
das atividades de apoio às tropas.

Além disso, os militares realizaram incursões aeromóveis, infiltrações de paraquedistas
e missões envolvendo forças especiais.

Para garantir a execução dessas operações, as equipes terrestres e aéreas precisaram
manter comunicação constante e planejar o transporte de soldados e equipamentos.

Paralelamente, outra etapa do treinamento envolveu a travessia de cursos d’água.
Para superar esses obstáculos naturais, equipes de engenharia utilizaram estruturas
flutuantes que permitiram a passagem de veículos militares.

Dessa forma, as manobras buscaram reproduzir dificuldades que poderiam surgir em
operações reais, exigindo respostas rápidas dos comandantes e dos soldados.

## **Exército utiliza tecnologia a laser para simular combates**

![Exército Brasileiro na fronteira com Argentina](https://www.portaltemponovo.com.
br/wp-content/uploads/2026/10/exercito-brasileiro-na-fronteira-com-argentina-1024x576.
jpg)

Treinamento acontece na fronteira do Brasil com a Argentina. Crédito: Divulgação

Uma das tecnologias utilizadas no megatreinamento foi o emprego de equipamentos 
capazes de reproduzir confrontos militares sem a necessidade de disparos reais em
todas as atividades.

Os soldados utilizaram dispositivos com sensores e emissores de laser instalados
nos uniformes, armamentos e veículos blindados.

Durante os confrontos simulados, o sistema identificava os disparos e registrava
quando um militar ou equipamento era atingido.

A tecnologia permitiu avaliar o desempenho das tropas, identificar falhas nas manobras
e testar decisões tomadas durante as missões.

O treinamento também utilizou o sistema Fire Marker, que reproduz os efeitos de 
disparos de artilharia.

Além disso, integrantes da 1ª Brigada de Cavalaria Mecanizada assumiram o papel 
de uma força inimiga. Eles receberam a missão de criar obstáculos e simular ataques
contra os participantes, obrigando as tropas brasileiras e argentinas a reagir a
situações inesperadas.

## **Por que Brasil e Argentina mobilizaram quase 3 mil militares?**

A operação faz parte de uma parceria militar mantida pelos dois países para ampliar
a cooperação na área de defesa.

Nesse sentido, o Exercício Arandu busca preparar os exércitos para atuar de maneira
coordenada em situações que exijam operações conjuntas.

Na prática, isso significa desenvolver procedimentos comuns de comunicação, transporte,
planejamento de missões, apoio logístico e utilização de equipamentos militares.

Além disso, o treinamento permite que oficiais e soldados compartilhem experiências
e conheçam as estratégias utilizadas pelas forças armadas do país vizinho.

Por sua vez, a edição de 2026 marcou o encerramento de um ciclo de preparação iniciado
em 2024. Naquele ano, os exércitos realizaram reuniões e atividades de planejamento.

Posteriormente, em 2025, as forças militares avançaram para exercícios em ambientes
virtuais, utilizando programas de simulação de operações.

Já em 2026, a preparação avançou para a movimentação efetiva de milhares de soldados,
veículos e aeronaves no terreno.

A iniciativa integra uma sequência de treinamentos bilaterais que começou em 2018
e busca fortalecer a capacidade de atuação conjunta das forças militares sul-americanas.
