Ex-morador da Serra assina arte  de novo single de Gilberto Gil 

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Ex-morador da Serra assina arte   de novo single de Gilberto Gil 
A arte de Caio Esgário para ‘What a Wonderful World’ interpretada por Gilberto Gil em homenagem a gravação original da canção por Louis Armstrong. Foto: Divulgação

Morador de Bairro de Fátima por 10 anos, o jovem artista Caio Esgário é o autor do desenho da capa do single What a Wonderful World, lançado por Gilberto Gil em belíssima homenagem ao norte americano Louis Armstrong, ícone do jazz e intérprete da canção composta pelos também estadunidenses Bob Thiele e George David Weiss.

Gil lançou sua versão para a icônica canção, uma ode à paz, no último Natal, para um especial de TV. A arte de Caio retrata a imagem do rosto de Gil emergindo de texturas com cores suaves que aludem ao arco-íris. E ilustra a versão de estúdio da canção postada no canal oficial de Gil no You Tube. 

A reportagem não conseguiu falar com Caio, que atualmente vive numa área rural da região serrana do Rio de Janeiro. Mas conversou com a mãe do desenhista, Nara Ribeiro, que hoje vive nas montanhas de Domingos Martins. Segundo ela, Caio, junto com outros artistas gráficos, participou de uma atividade promovida por pessoas ligadas a Gilberto Gil.

“Foi quando Gil viu o trabalho de Caio e o convidou para fazer a ilustração. Foi uma emoção muito grande. E já rendeu outro convite do próprio Gilberto Gil para um novo trabalho”, acrescenta Nara, que disse também que Caio morou em Bairro de Fátima entre o final das décadas de 1990 e 2000.

A famosa versão de Louis Armstrong foi lançada em 1967 em meio a tensões raciais, políticas e sociais vividas nos Estados Unidos daquele período. Vinte anos depois a música seria incluída na da trilha do filme Good Morning Vietnã, uma comédia ácida com forte tom antibelicista.

Com timbre rouco que torna impossível não lembrar da voz de Armstrong, Gil fez uma versão belíssima, cheia de identidade e digna do titã que se tornou na música popular brasileira e mundial.     

Coincidência ou não, o baiano Gil lança sua versão numa das viradas de ano mais tensas da história recente do país, fraturado por uma polarização política que redundou na ascensão ao Governo Federal de uma extrema – direita com forte influência militar e de lideranças religiosas conservadoras.  

 

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