# Espetáculo “Se eu Fosse Iracema” desembarca em Vitória

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- Published: 2017-06-01T10:34:33-03:00
- Author: Ana Paula Bonelli

Serão quatro apresentações no Centro Cultural Sesc Glória (Teatro Virgínia Tamanini),
de 08 a 11 de junho, às 19 horas. Foto: Divulgação

“Se Eu Fosse Iracema” chega pela primeira vez em Vitória para quatro únicas apresentações
no Centro Cultural Sesc Glória (Teatro Virgínia Tamanini), de 08 a 11 de junho, 
às 19 horas. Sucesso de público e crítica nos principais centros culturais do Brasil,
o espetáculo propõe um olhar sobre o universo indígena brasileiro, transitando entre
a tradição e a sua situação atual.

Desde a estreia, o espetáculo tem tido excelente repercussão junto ao público e 
à crítica nos principais centros culturais do país. Foi contemplado na categoria
figurino pelos Prêmios Shell, APTR e Cesgranrio no ano de 2017. Além de indicações
na categoria atriz no Prêmio Shell e APTR, e indicação na categoria autor no Prêmio
APTR. Segundo o crítico Valmir Santos, “o tripé composto de atuação, dramaturgia
e direção sustenta uma teatralidade notável”.

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Se eu fosse Iracema surgiu a partir de uma carta escrita em 2012 pelos guarani e
kaiowá em que eles pediam que se decretasse sua morte em vez de tirá-los de suas
terras. O fato chamou a atenção de Fernando Nicolau e Fernando Marques, que começaram
uma intensa pesquisa acerca da questão indígena no Brasil. A eles juntou-se a atriz
Adassa Martins e os três desenvolveram a obra que estreou em abril de 2016 no Sesc
Tijuca, Rio de Janeiro.

O espetáculo não tem a intenção de levantar bandeiras, mas de trazer à reflexão 
um assunto de extrema importância. Adassa Martins ressalta a necessidade “de ecoar
essas vozes tão caladas desde 1500. Olhamos tão pouco para os índios, e as questões
permanecem as mesmas até hoje”. A atriz conta ainda sobre como desenvolveu uma interlíngua:“
Ouvi os pajés e diversos índios falando em documentários e percebi os fonemas mais
presentes. A ideia é criar uma fusão do português com uma língua indígena”. Além
da interlíngua, há ainda trechos em guarani, traduzidos pelo cineasta indígena Alberto
Álvares Guarani.

O figurino de Luiza Fardin, assim como o cenário de Fernando Nicolau, aposta no 
uso de poucos elementos, mas bastante eloquentes, criando um diálogo com a devastação
da natureza, das terras indígenas e do próprio índio. A luz, assinada também por
Nicolau, cria ambiências que ressaltam a diversidade de momentos e climas propostos
pela dramaturgia e pela direção e que se materializam nos vários tons da atuação
de Adassa Martins. A trilha sonora original de João Schmid evidencia transições 
importantes do espetáculo.

**SERVIÇO**

**Espetáculo: Se eu fosse Iracema**

De: 08 a 11 de junho de 2017

Horário: 19 horas

Local: Centro Cultural Sesc Glória, Teatro Virgínia Tamanini (Av. Jerônimo Monteiro,
428, Centro)

Informações: (27) 3232.4765

Classificação indicativa: 14 anos

Ingressos: R$20 (inteira), R$10 (estudantes, idosos e comerciários)

Horários da bilheteria: Terça a domingo, de 10 às 20 horas.

 

 
