# ES é o primeiro Estado do País a criar cadastro biométrico do sistema prisional

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- Published: 2025-01-20T18:58:59-03:00
- Author: Gabriel Almeida

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Detentos devem ter seus dados cadastrados com sistema de biometria. Foto: Divulgação

Iniciada em junho de 2024, o Cadastramento Biométrico Digital no sistema prisional
capixaba se tornou uma iniciativa pioneira no país. Os dados estão sob gerenciamento
da Secretaria da Justiça (Sejus) e da Superintendência da Polícia Federal do Espírito
Santo. O resultado vai levar a mais de oito mil coletas biométricas anuais, com 
detentos do Estado.

Com esse trabalho, o Espírito Santo se tornou o primeiro Estado da federação a integrar
dados biométricos da população carcerária a um banco de dados nacional. Essa iniciativa
possibilita o cruzamento de informações com demais sistemas de identificação no 
País.

Nos seis meses de trabalho, foram coletadas informações biométricas de 2.500 presos.
O cadastramento é realizado na principal porta de entrada para o sistema prisional
do Estado, no Complexo de Viana, Região Metropolitana da Grande Vitória. A coleta
também é realizada na Penitenciária de Segurança Máxima 2 (PSMA2), unidade responsável
pela custódia de presos de alta periculosidade. 

A coleta é feita no momento de dar entrada na unidade prisional. Os dados são coletados
por policiais penais e, em conjunto com a Polícia Federal, integrados ao sistema
Abis (Solução Automatizada de Identificação Biométrica), uma base biométrica nacional
que permite o cruzamento de informações com demais sistemas de identificação do 
País. Atualmente, a plataforma conta com cerca de 40 milhões de registros de pessoas.

**Cruzamento de dados:**

Acessando a base de dados nacional é possível cruzar diversas informações, entre
elas, consultar impressões digitais coletadas em cenas de crimes, verificar casos
de pessoas desaparecidas e até a identificação de corpos.

**Impressões de detento encontradas**

Com a coleta biométrica no sistema prisional capixaba, alguns casos de relevância
já foram identificados. Um deles diz respeito às impressões datiloscópicas de um
interno custodiado na Penitenciária de Segurança Máxima 2 (PSMA2), que cumpre pena
por roubo e homicídio. Por meio do cruzamento das informações encontradas no banco
de dados, foi possível identificar que as impressões digitais do detento constam
em mais sete locais de crimes diferentes.

Outro caso é referente a um membro de facção criminosa do Espírito Santo que estava
foragido, com mandado de prisão pendente de cumprimento, mas que utilizava outra
identidade falsa.
