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sexta-feira, 29 de Maio de 2020

Empresas capixabas saem da Eco 101 sem duplicar rodovia

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Gabriel Almeidahttps://www.portaltemponovo.com.br/
Morador da Serra, Gabriel Almeida é repórter do Tempo Novo há mais de quatro anos. Atualmente, o jornalista escreve para diversas editorias do portal.

Trecho da Br-101 na Serra entre Carapina e Laranjeiras. Foto: Arquivo TN

Sem cumprir as metas de duplicação da rodovia até agora e cobrando pedágio desde maio de 2014, a Eco 101 acaba de sofrer uma mudança importante.  Seis grupos empresariais do Espírito Santo congregados na Centaurus Participações S/A deixaram de fazer parte da sociedade da concessionária, que é responsável pela administração dos 475,9 quilômetros da rodovia no Estado e no extremo sul da Bahia.

Além da Centaurus a Grant Concessões, formada por um grupo gaúcho também deixou o quadro de sócios da Eco nesta quarta (27). A informação sobre o fim da participação dos grupos foi anunciada nesta quinta-feira (28) pela EcoRodovias Concessões e Serviços S.A. (ECS), controladora da Eco 101.

O consórcio Centauros Participações Ltda é formado pela empresas Grupo Coimex, Tervap Pitanga Mineração e Pavimentação, A. Madeira Indústria e Comércio Ltda, Urbesa Administração e Participações Ltda (do Grupo Araribóia Engenharia e Construtora), Grupo Águia Branca e Contek Engenharia SA.

No comunicado o Grupo EcoRodovias disse que entende a saída dos ex-sócios da Eco 101 como um movimento natural de mercado. Desde maio e 2014 a Eco cobra pedágio em sete praças de pedágio espalhadas ao longo do trecho capixaba e no extremo sul da Bahia. Uma dessas praças fica na Serra, em Chapada Grande.

Desde o começo da cobrança, as tarifas já subiram, em média, mais de 40%. E até agora apenas 1,8 km dos 475,9 km foi duplicado. Pelo contrato a Eco já deveria ter entregue 46 km duplicados em maio deste ano, incluindo o trecho entre Chapada Grande, na Serra, e  a sede do município de Fundão. O mesmo contrato prevê que 50% da via esteja duplicado até 2019.

Em julho último a Eco 101 veio a público dizer que não duplicaria mais toda a rodovia. A concessionária culpou a crise econômica, problemas na desapropriação e no licenciamento ambiental.

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