# Em protesto, cobradores liberam catracas de terminal do Transcol na Serra

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- Published: 2021-01-06T10:43:52-03:00
- Author: Gabriel Almeida

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Na Serra, o protesto ocorreu no Terminal de Laranjeiras. Foto: Gabriel Almeida /
Arquivo TN

A manhã desta quarta-feira (6) começou com mais uma manifestação dos rodoviários.
Logo cedo, os cobradores do Sistema Transcol liberaram as catracas de diversos terminais
da Grande Vitória, inclusive o de Parque Residencial Laranjeiras, na Serra. De acordo
com o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários no Estado do Espírito
Santo (Sindirodoviários), o ato é uma reivindicação da volta desses profissionais–
que estão afastados desde maio – para os ônibus.

Ao contrário das manifestações feitas na última segunda (4) e terça-feira (5), não
houve paralisação da circulação dos coletivos do Transcol durante a manhã de hoje.
O movimento dos rodoviários se concentrou apenas nos terminais. Na Serra, o ato 
ocorreu no Terminal de Laranjeiras.

A Companhia Estadual de Transportes Coletivos de Passageiros do Estado do Espírito
Santo (Ceturb-ES) informou, por meio de nota, que “lamenta o protesto dos rodoviários
e ressalta que é mais um ato abusivo e que somente prejudica a população”.  Disse
ainda que a Companhia vai acompanhar a manifestação e as medidas judiciais pertinentes
serão adotadas.

Ainda segundo o Sindirodoviários, não há previsão para uma nova paralisação dos 
ônibus, mas o movimento não está descartado.

#### **Paralisação e protestos **

A motivação dos protestos é o pedido de retorno dos cobradores aos ônibus. Eles 
estão afastados desde maio, mas recebendo os seus salários, através de programa 
feito pelo Governo Federal. Agora, após o fim do programa, o Governo do Estado decidiu
manter os profissionais em casa, mas recebendo integralmente o salário e todos benefícios.
A medida no entanto não agradou os rodoviários, que temem demissões.

É importante lembrar que em acordo firmado pelo Governo do Estado, em 2019, ficou
garantido que os cobradores não serão demitidos até o fim de 2021. Durante esse 
período, o Estado deve oferecer cursos de capacitação para que esses funcionários
sejam recolocados no mercado de trabalho. A partir de 2022, as demissões poderão
ocorrer.

#### **Afastamento dos cobradores **

O afastamento desses profissionais ocorreu no dia 17 de maio do ano passado, com
base no Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda, do Ministério 
da Economia. O governo federal pagou um benefício aos trabalhadores para que eles
não ficassem sem renda durante a interrupção dos contratos.

Na ocasião, o Estado havia decidido suspender o contrato de trabalho por apenas 
dois meses, mas o retorno dos profissionais já foi adiado por três vezes. Até janeiro,
os cobradores ficarão afastados, no total, por oito meses.

Vale destacar que, desde maio, os coletivos deixaram de aceitar dinheiro em espécie
como forma de pagamento. O motivo é o risco de contaminação da Covid-19, já que 
as cédulas podem servir como vetor da doença.

Agora, em 2021, o programa federal chegou ao fim. Mesmo assim, o Estado decidiu 
manter os trabalhadores afastados, mas pagando o salário integral.
