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Em meio à pandemia, passageiros são obrigados a enfrentar ônibus superlotados na Grande Vitória

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Gabriel Almeidahttps://www.portaltemponovo.com.br
Gabriel Almeida é jornalista do Tempo Novo há mais de sete anos. Atualmente, escreve para diversas editorias do jornal.

Na foto, a passageira Flávia mostra sua rotina: todos os dias é obrigada a enfrentar ônibus cheios. Foto: Divulgação

Evitar aglomerações, principalmente em ambiente fechados, é uma das principais recomendações das autoridades para frear a proliferação do coronavírus. Mas para o trabalhador que depende do transporte público isso é uma missão quase impossível. Passageiros do sistema Transcol estão reclamando da superlotação dos coletivos que circulam pela Grande Vitória. De acordo com eles, conseguir um ônibus vazio em pleno horário de pico é muito difícil. O problema também ocorre nos terminais.

Ao TEMPO NOVO, os usuários do Transcol relataram a rotina de quem depende dos coletivos e afirmaram que o medo de se contaminar por conta da quantidade de pessoas num mesmo ambiente fechado é grande. De Alterosas, o serrano Rafael Meyrelles, precisa enfrentar o problema todos os dias. De acordo com ele, mesmo após fazer várias denúncias para a Ceturb, a situação não muda.

“Os ônibus estão lotados. É um absurdo. Todo dia utilizo as linhas do Terminal de Jacaraípe e de Laranjeiras para Carapina e em horário de pico não dá nem para se mexer dentro do coletivo. Para piorar, os motoristas param em todos os pontos possíveis, mesmo com o carro lotado. Meu maior medo é contaminar meus familiares”, afirmou Rafael.

Já Flávia da Silva Alves, mora em Cariacica, mas precisa utilizar os terminais da Serra. Segundo a babá, desde o início da pandemia nada mudou: ônibus sempre cheios. “Eles falam para esperar se o ônibus estiver cheio e pegar o próximo. O problema é que o próximo vem ainda pior. Nos terminais também, a situação é a mesma. Como evitar aglomeração? Nós temos que trabalhar.”

O morador de Planalto Serrano também reclama da lotação nos coletivos. “Tenho medo de me contaminar por causa da lotação. Eu ano todo dia no 829 (Planalto Serrano Bloco B) e sempre está lotado. Acredito que nos horários de pico deveria ter muitos mais ônibus circulando”, afirmou o popular.

Problema também ocorre nos terminais da Serra e de outras cidades da Grande Vitória. Foto: Divulgação

E se não bastasse a superlotação, os passageiros também precisam lidar com pessoas que não respeitam as determinações de usar máscara ao sair de casa. É o que reclama Fabiana Santos, também moradora de Planalto Serrano. “Além dos ônibus lotados, ainda nos deparamos diariamente com pessoas irresponsáveis que entram sem estar usando máscaras”, destacou.

Fabiana ainda disse que não dá para ficar esperando outros ônibus nos terminais – quando o que chega está cheio – pois o tempo de espera é longo. “Os coletivos demoram demais para chegar aos terminais e esse é um dos motivos que fazem as pessoas se recusarem ficar esperando a saída de outros. Todos temos horário para chegar no trabalho.”

O que diz a Ceturb?

A Ceturb informou, por meio de nota, que dentro dos terminais a fiscalização, tanto da Ceturb quanto das empresas, atua recomendando que as pessoas não embarquem em veículos que já estejam com a lotação de bancos, mas afirma que entre um terminal e outro, ou entre os bairros e os terminais, essa fiscalização é mais difícil. A Companhia lembrou que foi disponibilizada uma nova função no aplicativo ÔnibusGV para que a população possa denunciar passageiros sem máscaras e viajando em pé. Essas denúncias são utilizadas para nortear as ações de programação das linhas, como já vem ocorrendo.

A nota ainda afirma que o Sistema Transcol vem adotando uma série de medidas para diminuir o risco de contágio no transporte coletivo desde o início das restrições de circulação em decorrência da pandemia. Entre elas estão a distribuição de um milhão de máscaras para passageiros; embarque exclusivo com CartãoGV; recomendação para que passageiros embarquem somente em veículos com assentos disponíveis, marcação das filas nos terminais e recomendação aos passageiros para manutenção do distanciamento mínimo de 1,5 metro.

“Também está sendo feito reforço na higienização dos coletivos com hipoclorito de sódio diluído, conforme orientações da Secretaria da Saúde (Sesa), desinfecção diária  dos terminais e disponibilização de sabonete nos banheiros, afastamento de colaboradores do sistema com mais de 60 anos, com comorbidades ou com sintomas gripais, retirada dos veículos com ar-condicionado de circulação, superdimensionamento da operação para garantir o transporte, minimizando o risco de contaminação, além da distribuição de álcool gel e máscaras para os trabalhadores do sistema.”

“A Companhia volta a fazer um apelo à população para que, se puder, fique em casa e evite aglomerações e, assim, ajude no combate à pandemia do novo coronavírus”, finalizou a nota.

Gabriel Almeidahttps://www.portaltemponovo.com.br
Gabriel Almeida é jornalista do Tempo Novo há mais de sete anos. Atualmente, escreve para diversas editorias do jornal.

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