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Eleição de Deputado Federal vai afunilando na Serra e pré-candidaturas começam a se solidificar

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Mari Nascimento
Mari Nascimento é repórter do Tempo Novo há 18 anos. Atualmente, a jornalista escreve para diversas editorias do portal, principalmente para a de Política.

Da esquerda para a direita: Sueli Vidigal, Rodrigo Caldeira e Givaldo Vieira. As candidaturas a federal mais solidificadas na Serra. Fotos: divulgação

A Serra tem o maior eleitorado do Espírito Santo e por isso sempre tem potencial para eleger candidatos com reduto na cidade. Em 2022, a eleição de deputado federal, em especial, está ainda mais atrativa. Isso porque, nem Audifax Barcelos e nem Sergio Vidigal – campeões históricos de votos no município – devem estar como candidatos a este cargo.

Vidigal, obviamente, não tem a menor possibilidade de ser candidato, está como prefeito e vai permanecer assim. Já Audifax, está em corrida pelo Palácio Anchieta desde quando deixou a Prefeitura. Vem rodando os municípios se apresentando como pré-candidato a governador; e a cada dia que passa fica mais improvável dar um cavalo de pau e mudar o cargo em disputa.

Com isso, o jogo fica aberto e atiça o imaginário de muita gente que quer dar um salto político na cidade. Desde 2020, lideranças rodam por aí se dizendo candidato a federal, entretanto, trata-se de uma disputa cascuda, para quem tem ‘perna’ política, estrutura, recurso, partido, articulação e narrativa. Por isso, não é qualquer um leva a cabo uma candidatura como essa.

Atualmente, pelo menos três delas estão muito próximas de serem consolidadas: Sueli Vidigal, PDT, ex-deputada federal e 1ª dama da Serra; Rodrigo Caldeira, atual PRTB, presidente da Câmara da Serra; e Givaldo Vieira, PSB, ex-vice-governador e atual diretor-presidente do Detran-ES.

Sueli e Givaldo conhecem bem a eleição de federal, no passado já tiveram êxito nessa disputa; em tese, tem partido e grupo político que dão condições para serem efetivamente candidatos a depender do ritmo de montagem da chapa.

A do PSB já está em ritmo acelerado e sob os olhares atentos do Governador Renato Casagrande. Givaldo tem trajetória, quilometragem e está muito animado. Consegue obter visibilidade, tem feito entregas e modernizado o Detran/ES neste contexto de pandemia. Vale lembrar que em condições muito mais adversas do que essas, Givaldo conseguiu colocar 40 mil votos para dentro da urna em 2018.

Sueli, por sua vez, tem como principal aliado nesse desafio, o prefeito da Serra – um baita cabo eleitoral. O grupo político da família está unido neste objetivo e tem tudo para ser a candidata principal do partido no ES. Entre os desafios ainda está à montagem de chapa do PDT, que de acordo com informações de bastidores, precisa acelerar as articulações para chegar de forma segura na eleição.

Já Rodrigo vem pela primeira vez como candidato a deputado federal e tem a bandeira da renovação; quando ele começou a circular pelos bastidores políticos fazendo tal afirmação, em 2021, muitos dobraram o nariz e desacreditaram. De lá prá cá as coisas mudaram; o presidente da Câmara segurou no punho a pré-candidatura e tem se mostrado articulado, conseguindo provar que agrega todas as variáveis necessárias para de fato vir como candidato.

Rodrigo está no PRTB e deve tentar uma mudança partidária que lhe permita mais chances de vitória; especula-se o PSDB, comandado no ES pelo seu aliado político, Vandinho Leite, partido sólido e que independente no nome, vai fazer chapa para eleger alguns de seus candidatos.

Rodrigo detém muito apreço de vários colegas vereadores, lideranças comunitárias, religiosas, empresariais e transita muito bem em comunidades populosas. É justo afirmar que Rodrigo rompeu a primeira barreira: a do ceticismo do meio político.

Aliás, Rodrigo e Sueli tem tudo para protagonizarem uma disputa mais acalorada; nos bastidores já existem sinais de uma rivalidade crescente que deve ficar mais explícita com o desenrolar dos fatos. Na presidência da Câmara, Rodrigo chefia um dos Poderes Municipais e por isso, aguarda-se alguma repercussão institucional em relação ao Executivo diante da possibilidade do agravamento desse quadro político conflitante.

Outro ponto expressivo para ser citado é a indecisão do deputado federal Amaro Neto (Republicanos); desde 2020 ele tem domicílio eleitoral na Serra e sempre obteve votações bem gordas no eleitorado da Serra.

Ele anda tentando viabilizar uma candidatura de Senador, mas nada certo já que está muito concorrida. Em caso dele conseguir, abre-se mais um vão eleitoral para que outros candidatos tentem absorver este espólio. Tornando a Serra, portanto, a cidade mais atrativa para eleição de deputado federal no ES.

Mari Nascimento
Mari Nascimento é repórter do Tempo Novo há 18 anos. Atualmente, a jornalista escreve para diversas editorias do portal, principalmente para a de Política.

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