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sábado, 11 de julho de 2020

Editorial do Tempo Novo | Coronavírus e o bolso do serrano

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Bruno Lyrahttps://www.portaltemponovo.com.br
Repórter do Tempo Novo há mais de 10 anos, Bruno Lyra escreve para diversas editorias do portal, principalmente Economia e Meio Ambiente, das quais é o responsável.

Foto: Agência Brasil

Se ainda não chegou, é certo que chegará ao bolso do serrano o custo da crise econômica global gerada pela pandemia de coronavírus.

Da pequena loja da esquina às gigantes da siderurgia em Tubarão; das empresas de comércio exterior à academia de ginástica do bairro; do dentista ao motorista de aplicativo, todos devem perder. Claro, os menores sempre são os mais frágeis, têm capital de giro menor, portanto, menos resiliência a um período – que pode ser prolongado – de faturamento baixo.

Situação que deve agravar o desemprego, o aumento da pobreza e da extrema pobreza na maior e mais industrializada cidade do Espírito Santo. Dificuldades que vêm sendo enfrentadas desde meados da década passada com a crise econômica nacional, potencializada regionalmente pela paralisação da Samarco e pela queda de produção de Vale e ArcelorMittal Tubarão, em decorrência do rompimento das barragens da mineração em Minas Gerais, além de outros fatores do mercado internacional.

A esse conjunto de adversidades se soma a nova crise do petróleo, que pega a Serra em cheio não só pelo fato de a cidade ter receita de royalties superior a R$ 2,5 milhões/mês, mas também por contar com um parque de prestadores de serviço e fornecedores à atividade de extração do hidrocarboneto no ES.

E o que dizer dos trabalhadores informais, dos freelancers, pessoas sem qualquer vínculo empregatício ou garantia social? Esses, muitas vezes, ganham pelo dia trabalhado, seja pelo bico de pedreiro numa pequena obra, seja pelo picolé vendido na rua aos estudantes de uma escola.

Algumas atividades específicas podem ser beneficiadas, como farmácias, serviços de delivery e supermercados, mas nada que consiga contrabalancear perdas. Em paralelo, a arrecadação do Município, do Estado e da União despenca. Com poucos recursos e a necessidade urgente de empregá-los na contenção da pandemia e no atendimento às vítimas, vai sobrar ainda menos dinheiro para a crescente demanda de assistência social e de estímulo para a retomada do crescimento econômico.

É um cenário desafiador não só para gestores públicos e privados, mas para a sociedade como um todo. Que a pandemia do coronavírus dê boas lições.

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