# Dirigente quer mais verba para  obras e mais participação popular

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- Published: 2017-07-28T09:25:26-03:00
- Author: Ana Paula Bonelli

 

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Guilherme diz que vai brigar por uma cadeira no Conselho das PPP’s. Foto: Joatan
Alves

_No último sábado, Guilherme Lima foi confirmado como coordenador geral da Assembleia
Municipal do Orçamento (AMO), durante a instalação do colegiado. Nesta entrevista,
Guilherme que é morador de Manguinhos, fala sobre as prioridades da AMO, defende
independência e parceria com a prefeitura e diz que vai brigar por um espaço no 
conselho gestor das  Parcerias Publico-Privadas, as PPP’s. ** **** **_

**Quais são as responsabilidades da Assembleia Municipal do Orçamento (AMO)?**

A AMO é a participação popular na discussão, elaboração, acompanhamento e fiscalização
de todo orçamento municipal, incluindo aí o plano plurianual (PPA) de investimentos
e da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Outra importante atribuição é a elaboração
de um quadro discriminativo das obras prioritárias aprovadas pelas associações de
moradores, que é o orçamento participativo (OP).

**Qual valor que a prefeitura deve destinar às obras do Orçamento Participativo (
OP) em 2018?**

Ainda não dá para precisar, o valor que o município deve disponibilizar para investimento
deve girar em torno de R$ 200 milhões, esperamos que uma parte considerável disso
contemple o OP. Vamos elaborar um quadro discriminativo das obras prioritárias escolhidas
pelo movimento popular da Serra e dialogar com a prefeitura, através da Secretaria
de Planejamento, para definirmos como vamos trabalhar esse assunto. 

**Quais são suas metas à frente da AMO?**

Queremos criar um fundo, para atrair recursos municipais, estaduais, federais e 
até privado. A crise econômica limita a capacidade de investimentos da prefeitura
e a demanda de obras só cresce. A AMO pode captar recursos, articular com deputados
e senadores. A Serra é a maior cidade do ES. Vamos promover plenárias com lideranças
comunitárias e dar orientação de como a AMO pode ajudar as suas comunidades. Vamos
retornar com algumas comissões, em maior destaque está a comissão de Critério de
Rateio onde possibilitará que o movimento popular debata valores reais dos investimentos
para as obras do Orçamento Participativo, a intenção é fortalecer o OP.

**Qual será a relação da AMO com a gestão?**

A AMO não pode ser uma pedra no sapato da prefeitura, nem pode ser subserviente,
nos elegemos através de uma chapa de consenso, temos lideranças de todos os lados
e de vários partidos, e algumas até sem partido. Queremos independência e buscaremos
parceria para cumprir os deveres legais da AMO. Devemos estar alinhados para que
isso seja efetivamente executado.** **

**A AMO irá participar do processo de implantação das PPP’s?**

A lei das PPP’s já foi votada e aprovada na Câmara sem a participação da sociedade.
A Prefeitura vem afirmando uma intenção de implantar uma PPP para gestão do lixo,
algo que pode custar R$ 50 milhões para os cofres públicos, e novamente, sem consultar
o movimento popular. A AMO vai entrar nessa discussão, inclusive defendo partição
no conselho gestor das PPP’s. Em época de Lava Jato, que escancarou a relação de
promiscuidade entre o poder público e o empresariado, o movimento popular tem que
ser convocado a participar, é o mínimo.

 
