# Diretor do Idaf diz que redução de  área não piora proteção do Mestre Álvaro

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- Published: 2018-04-27T10:05:40-03:00
- Author: Ana Paula Bonelli

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Junior Abreu é diretor do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal. Foto: Divulgação

Criticado por ambientalistas que atuam no Mestre Álvaro, o projeto de lei do Governo
Estadual que reduz a Área de Proteção Ambiental (Apa) de 3.470 hectares para 2.380
hectares é defendido pelo diretor-presidente do Instituto de Defesa Agropecuária
e Florestal do Espírito Santo (Idaf), Júnior Abreu.

O órgão é o atual responsável pela Apa e pela demarcação que embasa o projeto de
lei em trâmite na Assembleia Legislativa. O projeto também propõe a municipalização
da Apa. “A partir do momento em que houve o pedido do município da Serra para que
a gestão da APA passasse para a prefeitura, levamos nossa topografia in loco. Então
detectou-se que o tamanho estimado à época da criação da APA, há mais de 20 anos,
estava muito maior do que o que era real”, justifica. 

Por conta dessa circunstância, para Júnior, não haverá prejuízo a proteção ao Mestre
Álvaro.  “A gente percebe que há uma contrainformação. Na prática não está havendo
redução, é apenas adequar a uma realidade que já está posta que é de ocupação. E
ao passar a gestão para o município, haverá ganho da área preservação pois ele está
mais perto e vai poder investir nisto. Mas sempre respeitando os proprietários que
tem seus documentos da área”, defende.

Deputado estadual com base eleitoral na Serra, Jamir Malini (PP) disse que pediu
a baixa do Projeto de Lei na última semana quando o mesmo começou a tramitar na 
Assembleia Legislativa. “Foi feita uma comissão de proprietários de terrenos da 
Apa para que pudessem ser ouvidos sobre esse limite a título de esclarecimento, 
por isso pedi a baixa do projeto. Não vejo como redução, mas adequação a pessoas
que já moram lá e tem escritura”, pontua.

Outro deputado com base no município, Bruno Lamas (PSB), protocolou na comissão 
de Meio Ambiente pedido para a realização de uma Audiência Pública sobre o projeto.
E também atuou para que ele não fosse votado na semana passada. Na tarde de ontem(
25) a assessoria de Bruno informou que não há previsão de quando o projeto vá a 
votação em plenário.  

 

 

 
