# Deputado, PC e Procon estouram fábrica de cloro e água sanitária com fórmula fraudada no ES

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- Published: 2025-04-15T15:00:45-03:00
- Author: Gabriel Almeida

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Segundo Vandinho, consumidores que adquiriram os produtos podem procurar o estabelecimento
onde efetuaram a compra para solicitar o ressarcimento. Crédito: Divulgação.

Uma operação conjunta realizada nesta segunda-feira (14) estourou uma fábrica clandestina
que produzia cloro e água sanitária com formulação fraudada, colocando em risco 
a saúde de milhares de consumidores capixabas. A ação foi realizada pela Polícia
Civil, em parceria com o Procon-ES e a Comissão de Defesa do Consumidor da Assembleia
Legislativa, presidida pelo deputado estadual Vandinho Leite.

A operação ocorreu nos municípios de Cariacica e Vila Velha, onde foram identificadas
e interditadas estruturas de produção de produtos saneantes com teor de desinfetante
inferior ao declarado nos rótulos. Duas marcas — Lavve e Qsuper — tiveram a comercialização
suspensa. Mais de 3 mil litros de produtos irregulares foram apreendidos.

Segundo informou Vandinho Leite, a investigação começou após denúncias de consumidores
que notaram que a água sanitária de determinadas marcas apresentava cheiro mais 
fraco que o habitual.

O delegado responsável pela operação, Eduardo Passamani disse que foi coletamos 
amostras de seis marcas que estavam sendo vendidas em supermercados e até usadas
em escolas e repartições públicas. “Os testes feitos pelo Lacen revelaram que duas
delas apresentavam teor de hipoclorito de sódio muito abaixo do mínimo exigido por
lei. Era uma fraude contra o consumidor”, explicou.

Em alguns casos, a concentração do princípio ativo era até 30% menor do que o declarado
na embalagem. Mesmo assim, os produtos eram vendidos a preços normais — ou até altos—
como se fossem plenamente eficazes.

O caso ficou ainda mais grave quando as autoridades descobriram que os produtos 
estavam sendo utilizados em escolas, condomínios e até em hospitais. “Recebemos 
a informação de que uma das empresas tentava se credenciar para fornecer a unidades
de saúde. Foi o alerta final que nos levou à ação imediata com o Procon-ES”, relatou
Passamani.

Além da interdição da produção, foi determinado o recolhimento de todos os lotes
das marcas envolvidas. Os responsáveis pelas fábricas responderão criminalmente 
pelo crime de venda de produto impróprio para consumo, previsto na Lei nº 8.137/
1990, com pena que pode chegar a cinco anos de prisão.

A diretora-geral do Procon-ES, Letícia Coelho Nogueira, disso que a empresa autuada
vai responder a processo administrativo, podendo ser multada e até ter sua interdição
definitiva, dependendo da gravidade do caso.  As investigações continuam e podem
atingir outras marcas e distribuidoras.
