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domingo, 17 de novembro de 2019

Deputado denuncia pressão de “agentes públicos” para abafar casos de assédio em escola

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Gabriel Almeidahttps://www.portaltemponovo.com.br/
Morador da Serra, Gabriel Almeida é repórter do Tempo Novo há mais de quatro anos. Atualmente, o jornalista escreve para diversas editorias do portal.

Deputados Lorenzo Pazolini e Vandinho Leite estão na frente das apurações da denúncias na Ales. Foto: Ellen Campanharo

“Agentes públicos estão tentando parar as investigações das denúncias de assédio sexual em uma escola da Serra”. A afirmação é do deputado estadual Vandinho Leite (PSDB) que durante uma sessão da Assembleia Legislativa (Ales), afirmou que estão sendo feitas articulações para colocar pressão sobre as apurações que estão sendo feitas pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Crimes Cibernéticos da Ales, que recebeu denúncias de mães dos estudantes supostamente assediados.

Já foram três professores afastados da escola estadual Clóvis Borges Miguel, que fica em Serra Sede. A denúncia é a mesma: assédio sexual praticado pelos profissionais com atuais e ex-estudantes da unidade escolar. Além disso, após um pedido dos deputados, a Sedu pode afastar a diretora da escola nos próximos dias. Ela é acusada de omissão – já que não teria levado as denúncias de assédio para a Secretaria Estadual de Educação (Sedu).

Mas de acordo com Vandinho, agentes públicos estão tentando parar a investigação. Em um duro discurso, o deputado afirmou que irá expor os nomes (desses agentes) na próxima semana. “Não tem pressão a ser feita nessa Casa que fará com que a gente pare com as investigações. Porque bandido tem que ser punido. E quem faz articulações para tentar com que essas investigações parem, se pronuncie. Seja homem, não seja frouxo. Vou trazer aqui na segunda quem são os agentes públicos que estão tentando brindar os assediadores”, afirmou Vandinho.

O deputado ainda convocou as pessoas que estariam tentando impedir as investigações para o debate. “Eu quero ver as pessoas que estão articulando para impedir as investigações de assédio sexual, virem para o debate, me enfrentar cara a cara e defender gente omissa e abusadores! Pode fazer a pressão que for, irei denunciar e acompanhar as investigações até o fim. Se pronunciem, não fiquem na escuridão fazendo articulação”, disse.

Denúncias

As denúncias de assédio sexual foram feitas pelas estudantes, inicialmente, através de cartas que foram espalhadas pela escola. Mas ganhou forte repercussão pelas redes sociais no último dia 25. Ainda na internet, as estudantes dizem que a direção da escola foi omissa quando recebeu as denúncias. Após a repercussão do caso, o primeiro professor foi afastado das suas funções. Mas logo depois, outros dois também foram retirados de suas funções.

As mães dos estudantes procuraram a Ales para denunciar os assédios.  Segundo os depoimentos feitos pelas alunas e suas mães, o professor teria pedido para encontrar as vítimas fora da escola, além de fazer elogios e pedir beijo. Ainda há relato de um outro professor que teria assediado um aluno que sofre com deficiência intelectual.

Diretora pode ser afastada

A diretora da Escola Estadual Clóvis Borges Miguel, que fica em Serra Sede, pode ser afastada do cargo por “omissão” na apuração das denúncias de assédio sexual supostamente praticado por um professor da unidade escolar. O pedido de afastamento foi feito pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Crimes Cibernéticos da Assembleia Legislativa (Ales).

Em sessão realizada na manhã desta terça-feira (2), o deputado estadual Vandinho Leite (PSDB), que é o presidente da CPI, acusou a escola de omissão. “Hoje, tive o desprazer, de constatar total falta de sensibilidade da direção da escola, ao receber as graves acusações que os pais dos alunos relataram para a escola. Tem acusações feitas há mais de 60 dias e a escola não fez nada”, disse o parlamentar. Participaram da sessão, o superintendente regional de Educação de Carapina e a diretora da escola.

Vandinho ainda pediu que a Secretaria Estadual de Educação afaste todos os envolvidos no caso, inclusive a diretora da unidade escolar. “Como presidente da CPI, deliberamos a indicação do afastamento imediato da diretora e dos professores acusados. Espero que o Secretário de Educação, faça o correto e acate o nosso pedido”, declarou o deputado.

Diretora diz que apurou denúncias

Durante a reunião, a diretora da escola afirmou que tratou o caso com seriedade e deu início aos procedimentos administrativos. “Ao tomar conhecimento, iniciamos um processo interno para apurar a situação. Chamamos os pais e as alunas para compreender a situação. E em seguida falamos com o professor. Ele confirmou os atos, mas disse que era uma brincadeira e se desculpou. Avisamos a superintendência que afastou preventivamente o professor”, afirmou a profissional que pode ser afastada do cargo.

O que diz a Sedu

No dia 25 de junho, por nota, a Secretaria de Estado da Educação (Sedu), informou que “A Superintendência Regional (SRE) de Carapina esclarece que assim que a Direção da Escola tomou conhecimento da situação pela rede social, conversou com as alunas e seus responsáveis e que já está dialogando também com os profissionais citados, no intuito de apurar o suposto assédio.

A Sedu enfatiza que não compactua com este tipo de conduta, por isso que está apurando o fato e que, se for comprovado algum comportamento inadequado de servidor, as medidas cabíveis serão adotadas. A SRE informa, ainda, que em momento nenhum exigiu a retirada dos posts”.

O TEMPO NOVO acionou novamente a Sedu nesta terça-feira (2) que através de nota disse que a “secretaria lamenta a denúncia e ratifica que não compactua com a suposta conduta do servidor e que ele será afastado a partir desta quarta-feira (03)”.

Sobre o pedido de afastamento da diretora, a Sedu disse que irá ouvi-la para dar encaminhamento aos “procedimentos necessários”.

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