# Deputado cobra “cadeira elétrica” para suspeito de assassinar 4 crianças em creche

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- Published: 2023-04-05T14:13:55-03:00
- Author: Gabriel Almeida

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Foto: divulgação

O Brasil está mais uma vez atônito frente a outro atentado em unidades de educação;
dessa vez, a barbaridade ocorreu na cidade de Blumenau, em Santa Catarina, quando
um suspeito de 25 anos teria invadido uma creche e assassinado 4 crianças na manhã
dessa quarta-feira (05). Além dos óbitos, mais 5 crianças ficaram feridas. Em vista
da escalada desse tipo de ação terrorista, o deputado Vandinho Leite vai apresentar
um conjunto de ações a serem tomadas no Espírito Santo; entretanto, o parlamentar
cobra a punição de morte por meio da cadeira elétrica para criminosos desse tipo.

O crime ocorreu na creche Cantinho Bom Pastor, que fica na rua dos Caçadores, no
bairro Velha. A unidade de ensino é particular. As crianças mortas tinham entre 
4 e 7 anos. “Trata-se de um fenômeno que está em crescimento no Brasil e o Poder
Público não pode agir com morosidade e parcimônia. Existem várias ações que o poder
público pode tomar para impedir atentados em escolas”, disse Vandinho.

O parlamentar lista que deve ser apresentada medida para aumentar a segurança física
das escolas. “O poder público pode investir em medidas de segurança física, como
instalação de câmeras de segurança, controle de acesso, cercas e portões. Essas 
medidas podem ajudar a impedir que pessoas não autorizadas entrem nas escolas com
armas ou explosivos; além do primordial, que é a contratação de seguranças armados
e treinados para identificar e lidar com situações de risco”.

Em termos de legislação, de acordo com o deputado, é importante avançar para a penalização
acentuada para esse tipo de crime. “Precisamos incluir ameaças de atentados e massacres
em escolas como crime de terrorismo definido pela Lei nº 13.260/2016, que prevê 
penas que variam de 12 a 30 anos de prisão para quem praticar o crime de terrorismo.
Além disso, a lei prevê medidas de investigação, inteligência e cooperação internacional
para a prevenção e combate ao terrorismo. Ou seja, ameaçou uma escola de massacre,
será identificado e julgado no enquadramento da Lei de terrorismo, já pega no mínimo
12 anos de cadeia”, detalha Vandinho.

Em relação à consumação do ato, ou seja, a efetiva prática de massacre ou atentado
em unidades de educação, o criminoso deveria ser sentenciado à morte, assim como
ocorre em 27 dos 50 estados norte-americanos.

“É uma forma justa de punição para as vítimas e suas famílias, que muitas vezes 
sofrem com a dor e o trauma causados pelos crimes violentos. A pena capital serve
como uma medida dissuasória para combater pessoas que cogitarem atrocidades iguais
a essa. E também é uma forma de ajudar a garantir a segurança da sociedade. Acredito
que seja um recurso necessário para lidar com crimes especialmente brutais e hediondos.
Em caso de atentados e ameaças cometidos por menores de idade, eles devem responder
pelo fato igual adultos, porém não se enquadrando na questão da pena capital”, defendeu
Vandinho.

O parlamentar disse também que vai propor na Assembleia a implantação de um sistema
de alerta precoce nas unidades de educação. “Implementação de um programa que envolva
as famílias, os professores, os psicólogos e outros profissionais de saúde para 
identificar alunos que possam estar em risco de cometer atos de violência. Além 
do desenvolvimento de um protocolo de ação para lidar com os alunos identificados
como em risco, que inclua acompanhamento, intervenção e tratamento adequado. Também
vamos incluir implementação de canais de denúncia, onde estudantes, professores 
ou funcionários possam denunciar comportamentos suspeitos ou preocupantes”.

O deputado afirma ainda que a prevenção da violência escolar é um esforço coletivo,
que envolve toda a sociedade, e que a cooperação e o diálogo são fundamentais para
enfrentar esse desafio. Por isso, é importante criar um departamento de polícia 
especializado na investigação de crimes e ameaças de atentado, massacre e terrorismo
no Espírito Santo. Além de envolver a família, a comunidade escolar e, fundamentalmente,
as igrejas que têm papel importante na formação do cidadão.
