# Depressão: Cães e gatos também sofrem com a doença

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- Published: 2020-01-13T12:02:06-03:00
- Author: Gabriel Almeida

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Traumas, abandono, chegada de um novo membro, mudança de ambiente e solidão são 
algumas das causas da depressão nos animais. Foto: Divulgação

O Brasil é o país mais deprimido da América Latina, são quase 12 milhões de brasileiros
sofrendo com a doença. Porém, quem pensa que o transtorno depressivo aflige apenas
seres humanos está enganado. Cães e gatos também convivem com o problema, conforme
explica Luana Sartori, veterinária responsável pela Monello Select. 

Traumas, abandono, chegada de um novo membro, mudança de ambiente e solidão são 
algumas das causas da depressão nos animais. “A tristeza profunda acomete cães e
gatos que passam por experiências difíceis, por sustos grandes ou que ficam muito
tempo sozinhos. Cada animal responde de uma forma a esses fatos expostos”, conta
Luana.

É importante não confundir a depressão com a Síndrome da Ansiedade de Separação –
conhecida pela sigla SAS. Muito embora os sintomas sejam semelhantes, são problemas
diferentes. Alguns sinais indicam que o pet pode estar em estado de depressão como,
por exemplo, a falta de apetite que vai piorando conforme os dias passam.

“A falta de interesse pelas coisas também pode ser sinal da doença. Ficar muito 
agitado, rejeitar carinhos do tutor, destruir objetos da casa, urinar em local diferente
e latir em demasia também podem indicar um transtorno depressivo”, acrescenta a 
especialista da Nutrire.

Às vezes, a mudança de ambiente pode desencadear o problema. “O que parece simples
para nós, não é tão simples para o pet. As mudanças sempre causam desconforto ao
animal, que já estava ambientado ao local que vivia. Sair da zona de conforto pode
causar medo aos bichinhos e uma série de doenças, inclusive a ansiedade e depressão”,
revela.

O mais indicado para quem vai se mudar é levar o animal para reconhecer o local 
antes da mudança. Além disso, evitar ao máximo mudar seus hábitos e rotinas também
é importante. “Leve o pet para passear nos mesmos horários, mantenha as mesmas brincadeiras
e redobre o afeto para que ele se sinta acolhido nesse novo ambiente”, indica Luana.

Ao notar qualquer mudança no pet, seja física ou de comportamento, o recomendado
é consultar o veterinário imediatamente. “Muitos desses sintomas estão relacionados
com outras doenças mais graves, que exigem tratamento imediato. Por isso, é sempre
importante que o animal esteja com as vacinas em dia e frequente um especialista
regularmente”, alerta.

O tratamento varia de acordo com cada caso, mas pode ser necessário o uso de medicamentos
alopáticos – que têm ação específica nos sintomas. Você pode ajudar a prevenir o
transtorno depressivo estabelecendo uma rotina de brincadeiras e mantendo os passeios
em dia. “O ambiente em que o animal vive deve ser limpo diariamente e, claro, protegido
da chuva. É importante que os bichinhos aproveitem o sol, mas com cuidado para evitar
o câncer de pele, especialmente nos gatinhos brancos. Todos esses fatores influenciam
no bem estar do pet”, conclui Luana.
