# CPI dos Maus-Tratos pede prisão de 5 anos para homem que matou cachorro a facadas na Serra

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- Published: 2021-07-14T09:58:29-03:00
- Author: Gabriel Almeida

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Vandinho Leite é o vice-presidente da CPI dos Maus-Tratos contra Animais da Assembleia
Legislativa. Foto: Ellen Campanharo

A CPI dos Maus-Tratos Contra Animais da Assembleia Legislativa do Espírito Santo(
Ales), da qual o deputado Vandinho Leite (PSDB) é vice-presidente, ouviu, na tarde
da última terça-feira (13), o homem que teria matado um cachorro a facadas, em Feu
Rosa, na Serra. O crime aconteceu na última quinta-feira (1).

O relatório da CPI, em que foi pedida a pena máxima de prisão de cinco anos, em 
regime fechado, vai endossar o inquérito instaurado contra ele. O agressor, na verdade,
foi preso em flagrante no dia crime, mas foi solto dois dias depois, após audiência
de custódia; e caso, descumpra as medidas restritivas impostas pela Justiça, aguardará
o andamento do processo na prisão.

Durante o interrogatório feito pelos membros da CPI, o suspeito confessou que matou
o animal. No entanto, segundo ele, o crime só aconteceu após o dono do cão, que 
também esteve presente na Assembleia, tê-lo instigá-lo, ameaçando colocar o cachorro
para atacá-lo. A versão, porém, foi desmentida por testemunhas que presenciaram 
a ação, e que, sob gritos de protesto, contestaram a fala do agressor.

Ao confrontar a alegação do suspeito de que ele teria agido em legítima defesa, 
para evitar um possível ataque do cão, Vandinho ressaltou a brutalidade e frieza
com que o cachorro foi morto. “O cachorro foi partido ao meio, com uma carga de 
violência poucas vezes vista. As imagens mostram isso. Não há que se falar em tentativa
de defesa, foi apenas maldade por maldade mesmo”, disse o deputado.

Sendo o primeiro a falar, na ordem de pessoas ouvidas pela CPI, o dono do cachorro,
conhecido como seu Zé Raimundo, já havia adiantado em seu depoimento que o suspeito
agiu sem qualquer motivação aparente, tendo atingido o animal de maneira totalmente
traiçoeira e covarde.

Já os policiais que atenderam a ocorrência também foram ouvidos durante a reunião
da CPI. Os dois agentes responsáveis por ir ao local do ocorrido afirmaram que a
cena do crime e o sentimento de revolta dos moradores do bairro, que estavam na 
residência do proprietário do cachorro prestando solidariedade a ele, já mostravam
o alto grau de violência do caso.

No final da reunião da CPI, os parlamentares pediram que a população ajude a monitorar
as ações do suspeito no dia a dia, no sentido de denunciar qualquer um dos descumprimentos
das medidas restritivas impostas a ele em juízo.
