Contra as previsões médicas, criança da Serra com tumor cerebral luta pela vida e família pede ajuda

Gustavo vai fazer 12 anos nesta sexta-feira (24). Foto: Divulgação

Com apenas nove anos, o pequeno Gustavo Alves, morador de Cidade Pomar, na Serra, foi diagnosticado com um tumor no cérebro e luta desde 2019 para vencer a doença e alcançar seus sonhos, o principal deles é o de sobreviver à enfermidade. Hoje com onze anos, a família luta pela cura do menino em São Paulo e busca ajuda para bancar a medicação que ele precisa que tem custo em torno de R$ 200 mil.

Uanderson Nascimento, pai de Gustavo, conversou com o Tempo Novo e contou a saga do flamenguista Gustavo em terras paulistas, na região conhecida como Butantã. Por lá, o menino tem feito sessões de quimioterapia mensalmente, cinco por mês, enquanto aguarda a decisão já negada por seu plano de saúde algumas vezes, para conseguir a medicação que promete ser a cura para o seu problema.

O menino que irá completar seu 12º aniversário nesta sexta-feira (24) precisa de cuidados 24 horas por dia para atividades diárias simples como ir ao banheiro ou tomar um banho. Gustavo chegou a pegar Covid-19, mas não teve sintomas sérios.

O diagnóstico do garoto aconteceu em agosto de 2019, quando começou a sentir muita dor de cabeça e vomitar com constância. Depois de muitas idas e vindas a diversos médicos no Espírito Santo, foi diagnosticado com Meduloblastoma Grau 4 (Tumor cerebral) que foi retirado em setembro de 2019.

“A notícia caiu como uma bomba na nossa família. Ele precisou fazer a cirurgia no cérebro emergencial para a retirada do tumor e em seguida iniciar quimioterapia e radioterapia, o que foi feito até junho de 2020. Ele ficou bem, mas começou a passar mal novamente e para nossa angústia, a doença voltou mais forte em dezembro do mesmo ano”, contou Uanderson.

Uanderson com o filho Gustavo. Foto Divulgação

De acordo o pai de Gustavo, os médicos do ES, informaram que o caso de Gustavo não teria mais tratamento, foi quando a família mudou as pressas, com a roupa do corpo para São Paulo em busca de alternativas para salvar o menino. “Vendi casa, carro, tudo a preço de banana, pois a saúde do nosso filho é o que mais importa para nós. Descobrimos que 99% do seu corpo estava tomado pela doença. O tumor voltou mais agressivo”, disse o pai.

Analisado por uma equipe médica do Sabará Hospital Infantil, em São Paulo, foi sugerida outra cirurgia. “A dor dele era tão grande que ele estava delirando a base de muita morfina. Seria uma cirurgia arriscada, com risco de morte ou sequelas seríssimas, mas era a única chance dele. Acreditamos muito em Deus e decidimos tentar, se Ele nos levou até SP, não íamos desistir ali e assim fizemos. Gustavo fez a cirurgia, colocou uma válvula de derivação na cabeça porque estava entrando em coma profundo. E deu certo, ele acordou, conseguia sentar, conseguia comer e não tinha dor”.

Gustavo colocou a válvula na cabeça na virada do ano de 2020 para 2021 e em seguida iniciou as quimioterapias. “Foram feitos exames de ressonância que constataram que a doença havia regredido 60%. Como o tratamento mostrou melhora no quadro, as quimios foram mantidas e um novo exame mostrou regressão de 90% da doença”.

Mesmo com a doença regredindo, as quimios precisam continuar até que Gustavo consiga fazer o único tratamento que pode curá-lo de vez da doença. O menino precisa de um transplante de medula óssea autólogo, que consiste na retirada da medula do paciente, congelamento e aplicação de medicação. “Eles tiram a medula, congelam e aplicam uma medicação que vem dos EUA, a Tiotepa (Tepadina). Para o procedimento são necessárias 179 ampolas da droga que custa em torno de R$ 200 mil e não temos este dinheiro”.

Até que a família consiga o acesso a medicação, Gustavo continuará com as quimios, para evitar de a doença retornar ainda mais forte. “Não podemos parar com a quimioterapia, pois a doença pode voltar ainda mais forte e o Gustavo não resistir. O laudo médico pede com urgência extrema transplante de medula óssea, temos plano de saúde, mas infelizmente o plano não cobre o valor do medicamento”.

Para tentar arrecadar o valor, tanto para a medicação, quanto para o tratamento e estadia da família em São Paulo, foi criada uma vaquinha on-line para quem quiser ajudar. Qualquer valor é bem-vindo. Veja como ajudar no final da matéria.

“Estamos lutando para tentar a autorização do plano de saúde e enquanto isso, vamos sobrevivendo. Não conhecemos ninguém aqui em São Paulo, é tudo muito caro. Eu trabalho, mas o que ganho não é o suficiente para dar conta de pagar todas as despesas, por isso precisamos de muita ajuda”.

Gustavo, a mãe, o pai e a irmã de três moram de aluguel em São Paulo e sonham em voltar os quatro para a Serra, local onde moravam. “Eu nasci no ES e quero voltar para minha terra Mas para isso, precisamos tentar e vamos conseguir o tratamento para salvar a vida do meu filho”.

Quem quiser conhecer a história e acompanhar a evolução de Gustavo, o Instagram dele é o @gustavoalves4703. 

Veja como ajudar:

Vakinha virtual:

https://www.vakinha.com.br/vaquinha/ajudar-transplante-de-medula-ossea-do-gustavo

PIX

[email protected]

Uanderson Santos do Nascimento (PAI)

BANCO:

Caixa Econômica

CC: 00002297-9

Agência :1046

Operação: 001

CPF:102.018.837-59

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