# “Continuo ao lado da população, defendendo a redução da conta de luz”

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- Published: 2018-10-26T09:37:50-03:00
- Author: Gabriel Almeida

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Bruno critica convênios entre Estado e prefeituras na reta final do ano. Foto: Divulgação
Tonico

O deputado estadual Bruno Lamas (PSB), se envolveu numa polêmica durante as últimas
semanas. Isso porque ele é autor de um projeto de lei aprovado na Assembleia Legislativa
que previa a redução de imposto estadual na conta de energia. Porém, a pedido do
governador eleito, Renato Casagrande (PSB), o atual governador Paulo Hartung (MDB)
vetou o projeto, que apontou inconstitucionalidades na proposta e impacto negativo
de R$ 500 milhões na arrecadação. Nessa mini entrevista, Bruno se posiciona sobre
o caso, afirma que vai votar contra o veto e critica a “gastança” de recursos públicos
nessa reta final de mandato do governador Hartung:   

**O senhor é autor de um projeto de lei para redução no imposto da conta de energia.
Mas a pedido de Casagrande, o governador Hartung (MDB) vetou. Isso gerou algum constrangimento
no PSB? E Qual é a sua posição a respeito do veto?**

Votarei contra o veto. Responsabilizo o Governador Paulo Hartung que foi quem assinou
e encaminhou o veto à Assembleia Legislativa. Ele nunca foi de obedecer a ordens.
Então, essa atitude não cola. Continuo ao lado da população, defendendo a redução
da conta de luz que subiu 18%. Reduzir a conta de energia aliviaria o orçamento 
das famílias e aqueceria a economia. Minha relação com Casagrande é de 25 anos. 
Tenho convicção que ajudarei muito a Serra sendo elo entre a cidade e o Estado.

**Você tem feito críticas sobre as movimentações financeiras do Governo do ES nessa
reta final do ano, especialmente sobre a liberação de convênios assinados com prefeituras,
entre elas a da Serra. Qual é sua posição sobre o tema?**

O Governo anuncia uma gastança absurda, de quase R$ 600 milhões a 2 meses para o
fim do ano. São convênios em parcelas única (ferindo o decreto nº 2737-R de 19 de
abril de 2011) assinados após as eleições. Compra de imóveis de forma apressada;
terceirização de hospitais públicos sem debate com a sociedade, entre outras. Hartung
herdou o Estado com mais de R$ 2 bilhões em caixa e quer entregar ao seu sucessor
R$ 300 milhões que não custeiam sequer uma folha mensal dos servidores. É preciso
regras mais rígidas para todo o Brasil, no que tange à transição de Governos.

**Você tem pelo menos mais dois projetos de redução de impostos tramitando na Casa
que tratam-se da redução da taxa de esgoto e da alíquota do IPVA. Vai manter as 
propostas?**

Meus projetos foram apresentados, ainda em setembro, quando sequer tínhamos o resultado
das eleições. Vou continuar propondo leis que realmente façam a diferença na vida
das pessoas. Já iniciei o diálogo com a equipe de transição para avaliar o impacto
financeiro, ajustar as matérias e seguir em frente no intuito de aprová-las.

 
