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quinta-feira, 26 de novembro de 2020

Você conhece os riscos do consumo excessivo de açúcar?

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Jéssika Butcovskyhttps://www.portaltemponovo.com.br
Jéssika Butcovsky é Nutricionista e especialista em Nutrição Esportiva e Estética e Mestre em Nutrição e Saúde. CRN: 14100945

Evitar o açúcar é uma tarefa muito difícil para a maioria das pessoas. Foto: Pixabay

Você sabia que o Brasil é o 4º maior consumidor de sacarose do mundo? Por isso, recentemente, a Organização Mundial da Saúde reduziu o valor aceitável para ingestão de açúcar de 10% para 5% de uma dieta de 2 mil calorias diárias – isso equivale a cerca de 25 gramas por dia.

Evitar o açúcar é uma tarefa muito difícil para a maioria das pessoas. Ficar “viciado” em doces é muito fácil, pois sua absorção é extremamente rápida e logo alcança o cérebro, onde se converte em serotonina, neurotransmissor ligado ao bem-estar (não por acaso dizem que água com açúcar é bom para acalmar e não por acaso as mulheres sentem mais vontade de comer doces durante a TPM).

Existe uma preocupação crescente em relação ao fato de que a ingestão de açúcares livres aumenta a ingestão calórica diária e assim contribui para o aumento de peso (sobrepeso e obesidade), maior risco de desenvolver doenças crônicas não transmissíveis (como diabetes e hipertensão, por exemplo), problemas cardiovasculares e até mesmo câncer. Outro motivo de preocupação é a relação entre a ingestão de açúcares livres e as cáries dentárias.

Diante disso, é fundamental uma avaliação rigorosa dos alimentos que consumimos e também sobre nossos hábitos de vida. Mas, nutri, com tanta oferta de alimentos ricos em açúcar no mercado, o que fazer para reduzir o consumo? A primeira medida é cortar a adição de açúcar refinado! Comece também a prestar atenção nas tabelas de composição nutricional dos rótulos (faça leitura de rótulos). Você vai encontrar diferentes açúcares adicionados aos alimentos: xarope de milho, frutose, sacarose, glicose, adoçante de milho etc. Muitas pessoas utilizam outros açúcares em substituição ao refinado, como orgânico, mascavo, mel, etc., mas estes também devem ter seu consumo moderado.

Sobre o uso de adoçantes artificiais, recomendo aos meus pacientes que utilizem apenas como uma alternativa “transitória” quando se retira o açúcar refinado da alimentação. Na verdade, o nosso paladar se adapta com o tempo sem a presença do adoçante, e torna-se possível saborear muito mais o alimento!

Jéssika Butcovskyhttps://www.portaltemponovo.com.br
Jéssika Butcovsky é Nutricionista e especialista em Nutrição Esportiva e Estética e Mestre em Nutrição e Saúde. CRN: 14100945

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