# Com concorrência mais taxada, tarifa de Trump pode ser chance para a Serra, diz Centrorochas

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- Published: 2025-04-15T12:23:30-03:00
- Author: Yuri Scardini

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Fundada por Jonas Zucchi em 1994, a Zucchi se tornou uma das maiores do setor na
Serra. Crédito: divulgação.

A nova política tarifária anunciada pelos Estados Unidos, que impõe uma alíquota
de 10% sobre produtos brasileiros, acendeu o sinal de alerta em diversos setores
da economia nacional,[ incluindo os bilionários polos industriais de aço e rochas da Serra](https://www.portaltemponovo.com.br/aco-e-rochas-tarifaco-de-trump-atinge-setores-bilionarios-da-serra/).
No entanto, para o segmento de rochas ornamentais, a medida pode representar uma
janela de oportunidade.

Em nota enviada ao Tempo Novo, o Centrorochas (Centro Brasileiro dos Exportadores
de Rochas Ornamentais) afirmou que acompanha com atenção os efeitos da medida adotada
pelo governo norte-americano. Apesar do impacto direto ainda ser incerto, o cenário
pode ser menos desfavorável para o Brasil em relação a outros países concorrentes.

Segundo a entidade, a taxação de 10% sobre produtos brasileiros foi, na prática,
mais branda do que as tarifas aplicadas a nações como Índia e Vietnã, grandes exportadoras
de superfícies de quartzo — material artificial que compete diretamente com as pedras
naturais brasileiras. Com a sobretaxa mais agressiva sobre esses rivais, o Brasil
pode ganhar vantagem competitiva no mercado americano, desde que a demanda por revestimentos
se mantenha aquecida.

“O Brasil pode estar em posição menos desfavorável em comparação a outros países
fornecedores de superfícies, principalmente aqueles relacionados a superfícies de
quartzo”, destacou o Centrorochas.

Apesar da leitura estratégica otimista, a entidade pondera que o cenário macroeconômico
global é desafiador. Com a possibilidade de aumento de juros nos EUA e uma desaceleração
na construção civil — principal setor consumidor de rochas ornamentais —, os efeitos
práticos da nova política tarifária ainda são imprevisíveis.

Mesmo diante da incerteza, o Centrorochas afirmou que seguirá atento aos desdobramentos
internacionais, reafirmando seu compromisso com a representação e defesa do setor
em fóruns globais.

A cidade da Serra tem papel estratégico nesse cenário. [O município é a maior exportadora de rochas ornamentais do Brasil](https://www.portaltemponovo.com.br/maior-exportadora-do-brasil-serra-lidera-mercado-bilionario-de-rochas-ornamentais/)
e lidera um mercado bilionário que movimenta milhares de empregos diretos e indiretos.
Em 2023, segundo dados oficiais compilados pelo Tempo Novo, a cidade exportou o 
equivalente a R$ 948 milhões em rochas naturais, o que representa 25% de todo o 
volume exportado pelo Brasil nesse setor. A maior parte desse volume foi para o 
mercado dos EUA. O município abriga grandes empresas e infraestrutura logística 
privilegiada, centros de beneficiamento e áreas industriais.
