O Nó da Gravata | Portal Tempo Novo

Serra, 16 de Janeiro de 2019

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O Nó da Gravata

por Conceição Nascimento

O novo Audifax

Quem está mandando ver nos vídeos em redes sociais é o prefeito Audifax Barcelos (Rede). Diferente daqueles típicos vídeos de políticos dentro de gabinetes e com terno e gravata falando de assuntos complicados, o prefeito optou por um formato mais popular. Por conta própria ele puxa o celular e faz auto filmagens durante visitas em obras, no meio da população, circulando pela cidade, de forma descontraída, mas objetiva em falar das ações e das medidas que o município vem promovendo. Parece que Audifax está tomando gosto pela coisa e se reciclando para esse novo jeito de fazer política.

Na aba do Jerê

O talentoso Jeremias Reis de apenas 11 anos, morador de Central Carapina, arrebentou no The Voice Brasil no final de semana passado. Tomando carona no sucesso do jovem serrano, uma horda de políticos da Serra saiu por aí exaltando o jovem e tentando colar sua imagem à dele. De vários vereadores até os dois principais líderes políticos da Serra, o prefeito Audifax e o deputado federal Sérgio Vidigal (PDT), fizeram menção a Jeremias e rasgaram seda nas redes sociais com o sucesso do menino. Como diria o ditado, quando o filho é bonito aparece um monte de pai…

Fofoca sexual

Após estourar o caso do suposto estupro do deputado Luiz Durão (PDT), circulou uma fofoca de que a Serra “também tem o seu tarado”. Segundo texto publicado em vários grupos de What’sApp e páginas no Facebook, trata-se de um “político tarado” e que essa “bomba” iria estourar mais pra frente. Fica aí a dúvida…

Palavra dada…

Há cerca de dois meses o então governador eleito Renato Casagrande (PSB), acompanhado do deputado Bruno Lamas (PSB), afirmou em vídeo que iria cumprir os convênios firmados entre a Serra e o ex-governador Paulo Hartung.  “Nós vamos cumprir esse convênios, só queremos que eles sejam feitos de forma justa e legal […] vamos executar o convênio a partir do ano que vem”, disse Casagrande. Na época se discutia a forma de pagamento se seria parcelado ou em cota única, mas entendia-se que os recursos estavam assegurados. Acontece que se contradizendo, o primeiro ato do Governo de Casagrande foi suspender R$ 24 milhões em convênios com a Serra.

… não se volta atrás

Na mesma publicação o deputado Bruno Lamas escreveu: “os recursos para a Serra estão garantidos. Isso é compromisso”, e afirmou que “todos os convênios de transferência de recursos para a Serra serão cumpridos rigorosamente em dia e dentro da legalidade e da moralidade”. Pegou mal… Pô Casão e Bruno, aí não hein!

Dupla Jean e Xambinho

Após ser acusado de agredir a então namorada, o ex-subsecretário de Direitos Humanos da Serra, Jean Cassiano foi colocado na geladeira e não deve reassumir o cargo. Qual seria então o destino de Jean? A aposta é que ele seja absorvido pelo gabinete do deputado estadual eleito, Alexandre Xambinho (Rede), uma vez que Cassiano foi um dos principais cabos eleitorais durante a campanha. Procurado pela reportagem, Xambinho desconversou, mas deixou uma brecha aberta: “Não existe moeda de troca pelo apoio dele, Jean é uma pessoa que confia no nosso trabalho e vestiu a nossa camisa durante a campanha, agora não podemos julgar ele antes que finalize a investigação do processo que ele está sofrendo”. Jean se defende afirmando ser vítima de armação da ex-namorada.

 

 

Populismo digital

A onda populista virtual parece que chegou para ficar. Talvez inspirados no prefeito de Colatina, Sergio Meneguelli (MDB), vereadores da Serra estão sendo ‘fortuitamente’ filmados em seus bairros, capinando meio fio, pintando ruas, varrendo calçadas, etc. Depois, como num passe de mágica, estes vídeos aparecem nas redes sociais dos vereadores, tecendo autoelogios e exaltando sua boa fé e comprometimento com a comunidade… Deve ser a eleição chegando. Será que o povo vai cair nessa?

Socos, tapas e chutes

O ex-subsecretário de Direitos Humanos Jean Cassiano, está sendo novamente acusado pela namorada, Priscila Pimentel de agressão. Jean foi exonerado no dia 31, e logo após a queima dos fogos, ele e Priscila se desentenderam. Ela é comerciante de Serra-Sede, e diz que após uma crise de ciúmes, Jean começou a agredi-la verbalmente com palavrões, seguido de ameaça de morte e agressões físicas, como socos, tapas e chutes. Durante a semana circulou fotos da jovem com machucados e um sangramento na cabeça. Foi lavrado um boletim de ocorrência na delegacia da Mulher em Vitória, e Priscila já solicitou medida protetiva.

Surtada

Já Jean se defende, afirma que não cometeu as agressões, se diz vítima de difamação e credita as escoriações em Priscila fruto de uma autoagressão. Após o caso se tornar público, ele registrou um boletim de ocorrência contra a ex- namorada, afirmando que ela teve um surto por conta do uso de rivotril e bebida alcoólica.

Desidratação e geladeira

Versões a parte, uma fonte da cozinha do prefeito Audifax Barcelos (Rede) afirmou que as chances de Jean voltar a ocupar a subsecretaria é “zero” e que Jean vai para a “geladeira”. O grupo do prefeito deve afastá-lo para não ter vínculos num possível desenrolar do processo. Além disso, lideranças do movimento popular querem o afastamento de Jean da presidência da Federação das Associações de Moradores da Serra (Fams). Ele estava envolvido numa polêmica após decidir se manter no cargo indo contra um acordo firmado junto a ex-aliados. E agora deve se desidratar.

Polvorosa de comissionados

Essa semana foi polvorosa para os comissionados da Prefeitura. Após o decreto exonerando todos os quase 1000 cargos comissionados no dia 31, começou uma correria. Até grupos no What’sApp foram desfeitos em massa, já que muitos comissionados não vão voltar. Aos poucos os espaços vão sendo ocupados. Na tarde da última quinta-feira (03) já saiu à nomeação dos principais postos. A novidade ficou com a nomeação de Roberto Carlos (Rede) na Secretária de Trabalho Emprego e Renda (Seter) e Obras (Seob) com Zacarias Carraretto dado com exclusividade pelo Tempo Novo há 2 semanas.

Dança das cadeiras

Além da Seter e Seob, as pastas que sofrerão mudanças serão: Desenvolvimento Econômico com José Eduardo Azevedo, Defesa Social com Nylton Rodrigues e Educação Gelson Junquilho e Saúde e Habitação a definir. Todas estas pastas estão com secretários interinos e devem ser ocupados pelos titulares definitivos até início de fevereiro.

Aliam ou racham

Um aliado de primeira hora do prefeito Audifax Barcelos (Rede) disse que ele ligou pessoalmente para o deputado estadual Bruno Lamas (PSB) pouco antes da cerimônia de posse no dia 01 de janeiro. O objetivo foi parabenizar Bruno pelo anúncio de sua nomeação na Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social. Segundo consta, eles se falaram e o clima foi de amistosidade. Lembrando que o mercado político aguarda com tensão os próximos passos dessa relação, que pode caminhar para uma aliança visando 2020 ou para um racha político, sem meio termo.

 

Raposa no Galinheiro

Quem vai comandar o Iema no ano que vem é Alaimar Fiuza. Ele foi anunciado pelo governador eleito Casagrande. Na ficha técnica enviada à imprensa diz: “Trabalhou em uma grande mineradora por mais de 30 anos”. A tal mineradora é a Vale, a maior poluidora da Grande Vitória, da qual o Iema será o responsável pela fiscalização e pela aplicação de multas.

Esse troféu eu não quero

Durante seu pronunciamento na tribuna da Câmara da Serra na sessão solene do Dia do Serrano, o prefeito da Serra Audifax Barcelos (Rede) se disse orgulhoso do avanço na área da Segurança. Ele lembrou que há 10 anos o município liderou o ranking de violência no Brasil, chegando a uma taxa de mais de 105 homicídios por ano em grupos de 100 mil habitantes. O prefeito completou afirmando que neste espaço de 10 anos a Serra saiu do topo da violência e “não está mais entre as 100 cidades mais violentas do Brasil” e nem entre “os 20 municípios mais violentos do ES”. Audifax elencou ações da prefeitura que contribuíram para a queda nos números de homicídios, como iluminação nos bairros, estruturação da Guarda Municipal e ações sociais nas comunidades.

Vale nada

No caso dos projetos sociais, o prefeito disse que em 2018 o município gastou R$ 25 milhões, e completou: “por exemplo, aquela Estação Conhecimento, você toma um susto quando vê o tamanho, até precisa divulgar mais, ali 100% é a prefeitura que banca”. Lembrando que a Estação Conhecimento é ligada à Vale, maior mineradora do mundo, e serve como um símbolo de uma suposta consciência social da empresa, mas que utiliza dinheiro público para operacionalizar os projetos, inclusive recursos que são obrigatoriamente abatidos do imposto de renda da empresa e destinados a fundos sociais que são redirecionados para a Estação Conhecimento. Além do repasse anual de R$ 1,1 milhão, a Estação Conhecimento recebeu mais R$ 400 mil de dinheiro público para um projeto chamado Vale Música.

Em busca do sucessor

Em sua fala, o prefeito Audifax também fez uma homenagem ao delegado de homicídios da Serra, Rodrigo Sandi Mori, que inclusive recebeu o título de Cidadão Serrano das mãos do vereador Guto Lorenzoni (Rede), braço direito de Audifax na Câmara. Chamou a atenção do público essa relação do prefeito com o delegado que pareceu bem próxima. Lembrando que o grupo do prefeito vem em busca de nomes ligados à segurança pública para sua sucessão. San Mori está acostumado com os holofotes, está sempre saindo em reportagens de TV, jornais e sites de notícias.

Um brinde com Cajuza

Após a sessão solene da Câmara, a casa do Cajuza vira o tradicional ‘point’ político. Esse ano, o governador eleito Renato Casagrande (PSB), esteve presente. Além dele, o deputado federal Lelo Coimbra (MDB), que deve comandar o Bolsa Família a partir de 2019, os deputados eleitos Bruno Lamas (PSB), Alexandre Xambinho (Rede), o vereador Guto Lorenzoni, a família Gomes, entre outros. A casa do Cajuza é campo neutro, lugar de descontração e as diferenças políticas não entram. Um brinde.

Ouro no céu

Na última quarta-feira (26) foi publicado no Diário Oficial do Estado um Extrato de Ata de Registro de Preços nº 034/2018 para a aquisição de 15 drones, modelos DJI/Matrice 210. Quem assinou foi o Secretário de Defesa Social Nylton Rodrigues, que foi anunciado para a pasta de Defesa Social da Serra em 2019. A empresa fornecedora será a Utramar Importação Ltda-EPP. A Sesp vai pagar R$ 164.000,00 em cada drone, totalizando um contrato no valor de R$ 2.460.000,00.

 

Capítulo do afeto

Após especulações de racha político entre o prefeito Audifax Barcelos (Rede) e o deputado estadual Bruno Lamas (PSB), ambos apareceram publicamente juntos na última terça (18) durante o evento de formatura da 2º turma da Guarda Municipal. O clima era amistoso, ambos brincaram um com o outro e rasgaram elogios ao microfone. Bruno foi o único deputado a falar: “Tenho certeza de que vamos construir muitas pontes juntos aqui nesta cidade; ao contrário de uma minoria bem pequenininha de críticos destrutivos, porque com esses não temos que nos importar”. Já Audifax seguiu a linha, e ao microfone o prefeito disse: “Bruno é um deputado de valores, de princípios, que muito ajuda e ajudou a cidade e a minha gestão”. São cenas para os próximos capítulos.

Agonia do Sérgio

O PDT está dividido. Um grupo ligado ao deputado Sérgio Vidigal defende o nome de Alessandro Comper para ocupar uma secretaria do governador eleito Renato Casagrande (PSB). Já outro grupo quer o deputado Marcelo Santos no Governo. E isso vem gerando uma queda de braço interna. Casagrande prometeu anunciar o nome nesta sexta-feira (21). Alguns se questionam: Se a esposa de Vidigal, Sueli Vidigal, fosse a 1º suplente da chapa, será que Vidigal iria apoiar o nome de Marcelo Santos para assumir a Secretaria?  A resposta sem dúvida é um sonoro ‘Sim’. Sueli ficou na 2º suplência, se Marcelo subir, quem entra é Luiz Durão.

Mais agonia ainda

Falando em Vidigal, o ex-prefeito da Serra sofreu mais um revés nessa reta final do ano. O Ministério Público Eleitoral moveu uma ação contra Vidigal na Justiça. O órgão pede a cassação do diploma de deputado federal de Vidigal e aponta indícios de irregularidades na campanha eleitoral do pedetista. São mencionados captação e gastos ilícitos, com despesas não comprovadas e a contratação de uma gráfica constituída no ano de eleição, o que gerou suspeita. Esse é mais um rolo judicial que Vidigal se envolveu. Além deste dá para citar o caso de nepotismo quando era prefeito, onde Vidigal já foi condenado em 1º instância e aguarda votação em 2º, e a rejeição das contas pelo Tribunal de Contas referentes a 2008, época em que foi prefeito. Ambos os casos podem deixá-lo inelegível por 8 anos.

Cordeiro vira tucano

Essa semana o deputado eleito Vandinho Leite filiou Nilza Cordeiro no PSDB. Ela foi uma aliada histórica de Vidigal na Serra, participou de todas as gestões do ex-prefeito e presidiu o PDT da Serra entre 2014 e 2015. Em 2016 Nilza foi candidata a vereadora e teve uma expressiva votação de 1.245 votos. Para o Tempo Novo ela disse que vai manter uma relação boa com o Vidigal. “Estive junto com ele até as últimas eleições. Agora inicia um novo ciclo com Vandinho, que é um grande líder na Serra”, disse.

Velhas novidades

Bolsonarista de carteirinha, o deputado Carlos Manato (PSL) está sabido, viu. Na semana passada ele abocanhou a presidência do Sebrae-ES. Ele saiu da condição de azarão e costurou por dentro algumas alianças. Entre elas com o presidente da Assembleia Legislativa, Erick Musso, que tinha influência em alguns votantes. Em troca, Manato prometeu apoio dos 4 deputados estaduais do PSL para ajudar a reeleger Musso na Presidência. É o tal do toma lá da cá? Será que aquela história do ‘tem que acabar com tudo isso aí, tá ok?’ só vale para os adversários?

Mata-mata na Prefeitura

Nos corredores da Prefeitura da Serra especula-se que no dia 28 de dezembro serão publicados vários decretos de exoneração. Os demitidos, ao que consta, serão os indicados do deputado Bruno Lamas (PSB). Estima-se algo próximo de 40 cargos, a maioria lotado na secretaria de Educação, onde Márcia Lamas (PSB) já comandou. Se ocorrer, pode ser o marco do racha definitivo entre o prefeito Audifax Barcelos (Rede) e o deputado Bruno Lamas (PSB).

Jogando na defesa

Segundo fontes que estiveram presente durante o ‘amigo x’ da Prefeitura, ocorrido na última quinta-feira (06), participaram secretários, o prefeito Audifax e a  vice-prefeita Márcia Lamas. Entre as festas e as gargalhadas, escondia-se um clima de apreensão, já que muitos secretários estão cotados para ser exonerados. Um deles é o de Defesa Social, Jailson Miranda, que segundo fontes foi o mais ‘zoado’ da turma, que pode deixar o posto para abrir espaço para o primo, Nylton Rodrigues, atual secretário estadual de Defesa Social.

Amigos da onça

Um fato curioso que ocorreu na confraternização foi que a vice-prefeita Márcia Lamas tirou Audifax no amigo x. Eles já não se falam há algumas semanas, e o relacionamento da família Lamas está bastante estremecida com o prefeito. A boca miúda, alguns dos presentes se perguntaram se era ‘amigo da onça’ ou ‘amigo x’.

Rancor da separação

Ainda sobre Bruno Lamas e Audifax, Alexsandra Vertuani que já foi do núcleo do prefeito e inclusive,presidiu a Rede Sustentabilidade na Serra veio a público nas redes sociais e teceu duras críticas ao prefeito, mencionou palavras como “tristeza”, “ingratidão” e “decepção”. Dizem algumas línguas que Alexsandra já está fechadinha com Bruno. Na publicação compartilhada pela ex-redista estão marcados inclusive o próprio Bruno, sua irmã e assessores diretos do deputado. O caldo azedou mesmo.

Quem paga o conserto?

Na última terça-feira (11), o governador Paulo Hartung (sem partido) foi fazer uma entrega de carros e máquinas para o Incaper e resolveu dirigir um dos caminhões que estava sendo entregues. Na manobra, acabou batendo em um dos carros novos. E agora, quem fica com a conta? 

O poderoso Igor

Quem virou unanimidade na Prefeitura da Serra é o secretário de Serviços Igor Elson. Ele é um dos nomes da cozinha do prefeito, mas transita bem em todos os subgrupos internos da Prefeitura e se relaciona muito bem com lideranças comunitárias e vereadores, inclusive os de oposição. Além do bom relacionamento, Igor está na rua de segunda a segunda, e tem conseguido dar conta da enorme demanda que a secretaria tem junto a população. Já tem gente cacifando o secretário como nome no debate político de 2020.

Endireitadores à vista

Após o sucesso dos membros do Movimento Brasil Livre (MBL) nas eleições de 2018, incluindo Kim Kataguiri, jovem eleito com a 4º maior votação entre os candidatos a deputado federal de São Paulo, o grupo já se mobiliza nos municípios visando o pleito de 2020. Aqui na Serra, naturalmente, não poderia ser diferente. O MBL-Serra já conta com 40 membros ativos e avisam: vão lançar candidato a Câmara da Serra e também querem participar dos debates à Prefeitura da Serra. O MBL surgiu como fenômeno nas redes sociais ancorados no desgaste do PT e foram ativos nos movimentos que degringolaram para o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

Leite com Xambinho sem lamas

Estão afinadíssimos os futuros deputado estaduais Alexandre Xambinho (Rede) e Vandinho Leite (PSDB). Ambos com domicílio eleitoral e interesses políticos na Serra. Eles se juntaram ao grupo do atual presidente da Assembleia Erick Musso (PRB) ,que articula para se manter no cargo ou ocupar um espaço privilegiado na mesa diretora. Vandinho e Xambinho querem isolar o deputado Bruno Lamas (PSB) que também é cotado para a presidência da Casa. Essa é uma aliança estratégica nos bastidores e com vistas para 2020, onde os três deputados da Serra querem ser candidato a prefeito.

Sueli excluída

Essa semana o ex-prefeito e atual deputado federal Sérgio Vidigal (PDT) entregou ao governador eleito, Renato Casagrande (PSB) uma lista de seis nomes como opções para ocupar espaços no primeiro escalão do governo pela cota do partido.  São eles: o deputado Marcelo Santos; Alessandro Comper um dos coordenadores de campanha de Vidigal; Júnior Fialho, investigador de Polícia; Weverson Meirelles assessor direto de Vidigal; Paulo Sá também pedetista e o ex-vereador de Viana, conhecido como Faustão. A pasta cotada é a de Assistência Social. A esposa de Vidigal, Sueli Vidigal não foi relacionada.

Sueli incluída

Falando nela, essa semana também, Sueli virou alvo de ação no Ministério Público Federal (MPF) por suposta prática de rachid, quando o servidor público é obrigado a dar parte do salário para se manter no emprego, entre agosto de 2007 e fevereiro de 2008. Segundo as investigações do órgão, assessores teriam transferido parcela de seus salários para conta bancária de uma terceira assessora da deputada federal, que repassava os valores para Sueli Vidigal. O MPF diz que a ex-deputada recebeu vantagem indevida no valor de R$ 53.751,27. O órfão pede a condenação de Sueli Vidigal pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, com penas de prisão mínimas de dois e três anos, respectivamente. Há quem diga que esse movimento foi para queimar Sueli da lista de nomes do PDT para ocupar os cargos de Casagrande.

Sérgio na berlinda

Além da derrota da esposa nas urnas para deputado estadual, que acarretou num isolamento político na Serra, Vidigal teve uma votação aquém do esperado para deputado federal. Ele ainda enfrenta um processo por nepotismo já culpado em 1º instância e que corre em 2º instância, que pode ser julgado a qualquer momento e pode deixá-lo inelegível. Além desse, Vidigal aguarda uma resposta do Tribunal de Contas do ES sobre a reprovação de suas contas quando prefeito em 2008. Se o órgão mantiver a decisão pela reprovação e a Câmara da Serra votar favorável ao parecer, Vidigal vai ficar fora das urnas por 8 anos. Decididamente, este não foi um bom ano para Vidigal.

Daqui não saio

Está pegando fogo no movimento popular a decisão do Presidente da Federação das Associações de Moradores da Serra (Fams), Jean Cassiano, de não deixar o cargo. Isso porque, parte expressiva de lideranças comunitárias do município atuou em favor de Jean para ser eleito no comando da Famopes, que é a Fams a nível estadual, e o acordo era que Jean deixasse a presidência da Fams e abrisse oportunidade para novas lideranças. Agora que Jean foi eleito, ele decidiu que quer tudo, Famopes e Fams, e isso causou um racha tremendo no movimento popular, que o acusa de traição e desonestidade e já ameaçam “revelar segredos envolvendo Jean com a Ambiental Serra/Cesan”, além de trazer à tona processos judiciais envolvendo o líder comunitário. Ambas as entidades são expressivas, pois entre outras coisas indicam membros para os conselhos municipal e estadual.

 

Se mexer fede

Essa semana vereadores da Serra bateram com força na empresa Ambiental Serra/Cesan, responsável pelo esgotamento sanitário. Além das críticas, alguns parlamentares afirmaram que a empresa estaria “passando a mão em lideranças comunitárias”. Segundo o vereador Roberto Catirica: “A Serra Ambiental vive passando a mão em alguns líderes comunitários, que são liderados por alguém que fez isso de forma efetiva junto às comunidades”. O vereador Wellington Alemão complementou: “infelizmente eles (Ambiental Serra) passam a mão na cabeça de alguns do movimento comunitário e não se resolve nada”. Resta saber o que significam objetivamente tais afirmações e quem seriam estes tais líderes comunitários.

Manato não 1

O deputado federal Carlos Manato, o número 1 do PSL no Estado, fala em alto e bom som que o seu partido terá candidato a prefeito na Serra e que será um médico ou empresário, mas que anunciará o nome somente em março. Alguns especulam o nome de Remegildo Gava, do Hospital Metropolitano. Porém, amigos muito próximos dele descartam a ideia e alegam que não há relação política próxima entre os dois e que se isso viesse a acontecer, seria pelas mãos do prefeito Audifax Barcelos (Rede).

Manato não 2

Outro nome especulado seria de Adão Celia, hoje o ‘rei da cachaça’ no Estado e com uma relação grande de empreendimentos criados por ele, que o coloca como uma das cabeças mais criativas e empreendedoras no meio médico. Mas Adão também não demonstra ter essa relação política com Manato. O médico Gustavo Peixoto e um dos sócios do grupo Hospital Meridional, recém lançado na política, já está em rota de colisão com Manato e rechaça o PSL como opção partidária.

Manato caseiro

Em um giro rápido sobraram dois nomes: o dele próprio e o da esposa, Soraya, uma vez que eles eram sócios do Hospital Metropolitano até o mês passado, quando o mesmo foi vendido para o Meridional. Qualquer outro nome seria uma baita surpresa. Mas qualquer que seja o nome escondido na manga de Manato, uma providência tem que ser tomada de imediato: mudar de mala e cuia para o município, caso ele não resida aqui. O eleitor serrano não vai admitir votar em pessoas que só tem o domicílio eleitoral aqui, ou que mantém um imóvel em algum bairro da cidade, só para justificar as intenções eleitorais, mas que de fato mora em Vitória.

Moreira no radar

Mas se Manato quiser surpreender mesmo, pode lançar mão do nome do vereador Luiz Carlos Moreira. Os dois são muito amigos, trocam muitas figurinhas políticas, Moreira nutre o sonho de ser prefeito da Serra e não tem nenhuma dificuldade em deixar o MDB.

Chateado com Bolsonaro

Segundo a revista Crusoé, a insistência do senador Magno Malta em ser nomeado ministro estaria incomodando aliados do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL). Mas essa semana, Magno tomou um banho de água fria. Bolsonaro anunciou o deputado Osmar Terra (MDB) para a pasta da Cidadania, que afastou as possibilidades de Malta em ocupar um cargo de 1º escalão. Segundo o Estadão, Malta teria dito para aliados que está “magoado e chateado” com o presidente eleito. O jornal atribui a não nomeação do senador capixaba aos vetos dos filhos de Bolsonaro e do vice, General Hamilton Mourão (PRTB).

Elefante na sala

Sobre as possibilidades do senador não reeleito, Magno Malta (PR) assumir um Ministério, o deputado Carlos Manato (PSL) respondeu: “Eu acredito que o Magno vai ser ministro de uma área mais social. Bolsonaro está preenchendo ministérios que são a espinha dorsal do governo. A parte econômica, da agricultura, da saúde; deve nos próximos dias falar da educação. O que se fala do Magno Malta é defesa social, direitos humanos, não é a espinha dorsal; tem que deixar o núcleo de comando da economia para depois ir para outras partes, mas a meu ver não é para ser definido agora; pode ser na primeira quinzena de dezembro. Não se descartou Magno, está no radar”.

O dilema de Musso I

Se movimentando para viabilizar uma reeleição à presidência da Assembleia Legislativa, o deputado Erick Musso (PRB) está apertado nessa conturbada transição de Governos. Musso virou presidente com apoio do atual governador Paulo Hartung (sem partido), mas agora para se manter na posição precisa do governador eleito Renato Casagrande (PSB).

O dilema de Musso II

Acontece que Hartung e Casagrande estão se acotovelando nessa reta final do ano, onde Hartung vem encaminhando projetos de suplementação de receita e firmando convênios com prefeituras, prática muito criticada por Casagrande, que defende a manutenção dos recursos públicos nos cofres do Estado prevendo dificuldades econômicas no futuro. Segundo aliados de Casagrande, o apoio do governador a Erick Musso está condicionado à forma que o deputado vai se comportar durante essa transição, se vai atender aos interesses do próximo governador, ou manter a fidelidade política a Hartung. E aí  Musso, o que vai ser?

Máfia do fio elétrico

Sai caro para o erário público essa onda de furtos de fios de iluminação pública na Serra. Só em 2018 já geraram um prejuízo de mais de R$ 1,6 milhão. Ao todo, a Secretaria de Serviços da Serra já fez a reposição de quase 20 mil metros de cabos elétricos em redes subterrâneas e aéreas por conta desses crimes. Os furtos acontecem, principalmente, na Rodovia do Contorno, BR-101, Rodovia Serra-Jacaraípe, Avenida Desembargador Antônio José Miguel Feu Rosa, Rodovia Audifax Barcelos, Reta do Aeroporto e em algumas praças de bairros da Serra.

Vinde a mim as crianças

Com a venda do Hospital Metropolitano ao Grupo Meridional há a expectativa na Serra pela reabertura da área de pediatria no hospital. Ao que consta, o Meridional se capitalizou com investimentos de grupos estrangeiros, e teria recursos para investir na ampliação do hospital na Serra. Numa cidade com mais de 500 mil habitantes, o Vitória Apart, na divisa com a capital, é o único hospital particular na Serra com Pronto-Socorro pediátrico, e mesmo assim, não atende a diversos planos de saúde.  

Lulu, o forte

Quem está fechadinho com Casagrande é o prefeito de Vitória Luciano Rezende (PPS). Já foram 4 nomes do alto escalão de Luciano anunciados na equipe de Governo de Casagrande. São eles: Lenise Loureiro (PPS) que assumirá a Secretária de Gestão e Recursos Humanos; Thiago Hoffmann (PSB) na Secretária de Governo; Davi Diniz (PPS) Casa Civil e Nara Borgo nos Direitos Humanos. Além desses, o aliado político de Luciano e ex-prefeito de Vitória, Luiz Paulo Vellozo Lucas (PPS) foi nomeado à frente do Instituto Jones dos Santos Neves. Com esse poder todo, há quem diga que Rezende entrou de vez na 1º posição da fila para a sucessão de Casagrande.

Racha na corte?

Na semana passada explodiu no meio político um possível racha entre o prefeito da Serra, Audifax Barcelos (Rede), e o deputado estadual Bruno Lamas (PSB). O motivo seria o repasse de convênios entre o Governo do ES e a Prefeitura. Após pedido do governador eleito, Renato Casagrande (PSB), Bruno vem defendendo o pagamento parceladamente. Já Audifax, temendo não receber, quer em cota única, como acordado com o atual Governador Paulo Hartung (sem partido).

Contas para 2020
Com isso, já tem especulações dando conta de que Casagrande vai costurar uma aproximação entre Bruno e o deputado federal Sérgio Vidigal (PDT), maior adversário de Audifax na Serra. Essa costura se daria visando às eleições de 2020. Vidigal pode ficar inelegível devido a uma decisão do Tribunal de Contas do ES, e com isso apoiaria incondicionalmente a candidatura de Bruno a prefeito, podendo indicar a vice e parte do secretariado. Com Casagrande no Governo do Estado e Vidigal dando apoio, Bruno Lamas poderia ter boas chances de se eleger. É o que vem sendo cotado nessa retinha final do ano.

Fortalecido
No último fim de semana Guilherme Lima retomou o comando da Associação de Moradores de Manguinhos. Guilherme é coordenador Geral da Assembleia Municipal do Orçamento (AMO), e está à frente das articulações do Orçamento Participativo (OP), que em 2019 deve ter valor recorde de mais de R$ 50 milhões em obras. Guilherme detém o apoio de muitas lideranças comunitárias, além de ser muito atuante em diversos conselhos municipais. Com esse trabalho, há quem aposte no nome de Guilherme para disputar uma cadeira de vereador em 2020.

Já ir com otimismo
O Tempo Novo publicou enquete no site com a pergunta: “Você acredita no sucesso do governo Bolsonaro?”. Parece que a maioria está otimista com o novo Governo. Até a última terça-feira (13), foram 1.197 votantes, dos quais 67% (803 votantes) optaram pelo “sim” e 33% (394 votantes) preferiram o ‘não”. É Esperar para ver.

Escalando o time
O governador eleito Renato Casagrande (PSB) anunciou nesta terça-feira (13) mais quatro nomes para sua equipe de Governo. Vitor de Angelo assumirá a Secretaria de Educação; Tyago Hoffmann fica com a Secretaria de Governo; Rodrigo de Paula será o procurador-geral do Estado e o delegado federal Roberto Sá assume a Secretaria de Segurança Pública. Casagrande já havia anunciado outros cinco nomes, que são Davi Diniz para a Casa Civil; Luiz Paulo Vellozo Lucas para o Instituto Jones dos Santos Neves (ISJN); Flavia Mignoni para a Secretaria de Comunicação e Rogelio Pegoretti para a Secretaria da Fazenda e Álvaro Duboc para o Planejamento.

Se toca Malta
Magno Malta parece não ter entendido ainda o recado das urnas. O senador não reeleito e (até agora) bolsonarista de carteirinha não esteve presente na votação que aprovou o reajuste de 16% nos salários dos ministros do STF, que pode gerar um impacto bilionário nas contas públicas. E olha que o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) orientou pela rejeição da matéria. Mesmo faltando a sessão, Malta, que vem fazendo campanha nas redes sociais para virar ministro de Bolsonaro, publicou um vídeo dizendo que o “Senado cometeu uma atrocidade”; que sempre pregou que “o supremo jamais poderia receber aumento” e se dizendo “triste” pelo resultado. O senador ainda questiona: “É para rir ou para chorar?”. Talvez seja isso que muitos se perguntam sobre o faltoso Magno…

PSB de olho no Brasil

Está quente entre os aliados do governador eleito Renato Casagrande (PSB) as tratativas para montar a equipe do governo. Casagrande pouco tem falado sobre o tema. Um dos cotados é o deputado Paulo Foletto (PSB). Acontece que parte do PSB defende que Foletto permaneça no Congresso, uma vez que os deputados eleitos da sigla em grande parte são jovens e inexperientes e Foletto que já ocupou diversas vezes a liderança do PSB no Congresso, seria um dos articuladores principais do partido em Brasília. Ainda mais que o suplente de Foletto seria o jornalista Ted Conti, também inexperiente na política. Logo a ida de Foletto para o secretariado de Casagrande poderia fragilizar o PSB num cenário político de tensão com Jair Bolsonaro (PSL) na presidência.

PDT de olho no Brasil

Aqui da Serra, fala-se que o deputado federal Sérgio Vidigal (PDT) também está entre os cotados para compor o secretariado. O que pesa contra Vidigal é o próprio PDT. Caso o ex-prefeito da Serra seja nomeado secretário de estado, quem ocuparia a vaga de deputado federal é Neucimar Fraga (PSD). Com isso o PDT perderia um de seus 28 deputados. O partido quer liderar o campo de oposição no Congresso, e não aceitaria perder um deputado, ainda mais para o PSD que é partido do ‘centrão’ e deve compor com o Governo Bolsonaro.

Receita de isolamento

Um plano B do PDT capixaba seria colocar a esposa, Sueli Vidigal (PDT). Mas lideranças políticas relativizam que foi essa mesma prática de priorizar os interesses familiares em detrimento de aliados, que ocasionou num isolamento político de Vidigal na Serra.

A rebelião de Nacib

Falando em PDT, especula-se nos corredores da Câmara da Serra que o vereador Nacib Haddad (PDT) está fechadinho com o prefeito Audifax Barcelos (Rede). Nacib está há 6 anos ‘chicoteando’ a gestão de Audifax na tribuna da Câmara, e é um dos responsáveis pela articulação que culminou na subida de Rodrigo Caldeira (Rede) para a presidência da Casa, então desafeto do prefeito. Mas agora, as coisas parecem ter mudado e especula-se inclusive que Nacib deve deixar o PDT em breve.

Esticando a linha

Quem está uma arara com Jaílson Miranda, secretário de Defesa Social da Serra é o vereador Cabo Porto (PSB). Na tribuna da Câmara o parlamentar tem feito duras críticas à gestão de Jaílson, acusando-o de ineficiência. Porto cobra um cerco eletrônico contra furto de veículos na Serra; a compra de drones para auxiliar a guarda municipal no combate de invasões, queimada e tráfico de drogas. Além disso, Porto está reivindicando sua nomeação no Conselho de Segurança Pública. Segundo o vereador Jaílson estaria protelando propositalmente a nomeação de vereadores no Conselho.

Já ir para PSL

Já no campo político, Cabo Porto está cotado no mercado político para se filiar no PSL, do presidente eleito Jair Bolsonaro.  O motivo seria que o PSB deve filiar novos nomes como os vereadores Galinhão (atual PTC) e Fabão da Habitação (atual PSD), o que acarretaria no inchaço do partido para 2020. Além disso, Porto teria mais afinidade com as proposta do PSL, especialmente no campo da segurança pública.

Respiro para a Sede

Essa semana o Prefeito Audifax Barcelos (Rede) junto com comerciantes da Serra sede assinaram um termo para iniciar a licitação para a construção de novo prédio da Prefeitura da Serra, que vai atender as secretárias de Saúde e Educação, a intenção é que a região da Sede seja contemplada com o investimento. O valor orçando pode chegar à R$ 20 milhões. Comerciantes ficaram satisfeitos, uma vez que eles vêm sistematicamente denunciando o esvaziamento de Serra-Sede por conta de saída de repartições públicas da região.

Vagas para hartunguistas

Fortes especulações dão conta que o prefeito Audifax Barcelos (Rede) quer dar um upgrade em seu secretariado. Estão contados para desembarcarem na Serra no início de 2019, ao menos três nomes ligados ao Governador Paulo Hartung (MDB), são eles: o secretário de desenvolvimento econômico do Estado, José Eduardo Azevedo; o secretário de Segurança Pública Nylton Rodrigues; e Marcelo Oliveira, secretário de desenvolvimento urbano, que é filho do ex-deputado Nilton Baiano.

Um lugar ao sol

Aliás, Audifax e Hartung deram uma boa aproximada política após o 1º turno da eleição. Na semana passada o Governador esteve dentro do gabinete de Audifax para anunciar um convênio entre o Estado e Prefeitura na ordem de R$ 13 milhões. Durante a semana também houveram especulações de que Hartung poderia indicar um de seus aliados para a chefia de gabinete do senador eleito, Fabiano Contarato (Rede), além de um nota publicada na Revista Época, que afirmava que Hartung estaria flertando com a Rede. Resta saber duas coisas nessa conversa: Qual o destino da Rede, uma vez que não atingiu a clausula de barreira, e qual o tamanho político de Hartung quando passar a caneta de governador no ano que vem?

Rumo 2020

Lideranças do PSB já dão como certa a filiação de dois vereadores da Serra, Galinhão, que atualmente está no PTC e Fabão da Habitação, que está no PSD. Ambos os vereadores entraram em rota de colisão com seus respectivos partidos após a conturbada eleição da Mesa Diretora da Câmara da Serra no meio desse ano. Galinhão e Fabão foram cabos eleitorais do deputado estadual reeleito Bruno Lamas (PSB), que agora precisa dar uma potencializada no PSB-Serra visando à eleição de 2020.

No aperto

Enquanto uns devem chegar, outros estão de saída. O vereador Geraldinho Feu Rosa (PSB) deve enfrentar pela frente o conselho de ética do PSB, que quer a expulsão do vereador por infidelidade. Acontece que Geraldinho deixou de lado seus correligionários e apoiou o candidato a deputado estadual derrotado nas urnas, Marcus Madureira (PRB) e também o candidato a federal, também derrotada na eleição, Cesár Colnago (PSDB – atual vice-governador).

Desmonte da Serra-Sede

Na semana passada a coluna publicou nota sobre a revolta de moradores e comerciantes da Serra- Sede com uma postagem da ex-vereadora Sandra Gomes (Rede) no Facebook, onde ela dá entender que estaria satisfeita com o Novo Fórum de São Geraldo, local onde ela está trabalhando. Acontece que o assunto é foco de muita discordância da turma da Sede, uma vez que grande parte do antigo Fórum foi transferida de lá para o bairro São Geraldo. Moradores da Serra-Sede denunciam esvaziamento e desmonte econômico da região.

Oportunista não

Pois bem, segundo Sandra ela não disse que a “decisão foi acertada”, sobre a transferência do Fórum, conforme afirmou a coluna. Ela disse ainda que foi sim “transferida para um local de trabalho” que combateu, mas que agora que está lá, foi “bem recebida” e que mudou de posição com relação ao novo local de trabalho”. Sandra segue explicando que “respeita” e continua firme com “a bandeira de luta em defesa do parcelamento do solo” na Serra. E que “a região do Centro é administrativa e portanto retirar órgãos públicos de lá desequilibra a economia local”. Ela também se posiciona contra a palavra “oportunista”, creditada a ela por alguns comerciantes em grupos de WhatsApp da qual a colune teve acesso. Ela argumenta que já enfrentou “tropa de choque, gás lacrimogêneo e cão bravo em defesa da cidade”, e que muitos “não estavam lá”. Sandra completa afirmando que ao longo de seus “32 anos de trabalho, fazer média com algum setor é o que menos deseja”.

A poderosa Cris

Segundo fontes ligadas a área da Saúde, a Subsecretária de Gestão em Saúde, Janine Pereira Jacinto foi exonerada do cargo. Vista como uma servidora técnica, dizem às línguas que Janine é mais uma que caiu na conta de Cristiane Stem, subsecretária de Administração do Trabalho e da Educação em Saúde. Cristiane é da cozinha de Audifax e é creditada a ela a exoneração do ex-secretário de Saúde, Benício Santos, além de outros secretários e servidores que por ali passaram. Parece que quem entra na mira de Cristiane é só uma questão de tempo para ser fritado… Mulher poderosa essa.

Casagrande X Hartung

Durante a semana o governador eleito, Renato Casagrande (PSB) ingressou no Tribunal de Contas do ES com pedido de medida cautelar para suspender convênios assinados entre o Governo do Estado e seis prefeituras, entre elas, a Serra, no valor de RS 13 milhões para diversas obras. Também é pedida uma auditoria para averiguar os motivos que levaram o atual Governo a fazer as transferências em parcela única, ao invés do que é normalmente feito, em parcelas. Já a Prefeitura da Serra, questionada sobre assunto e a possibilidade de perder os convênios, se resumiu a dizer em nota: “A Prefeitura da Serra vai aguardar o posicionamento do Tribunal de Contas do Estado”.  

 

Reajuste de servidores à vista

Nessa semana o prefeito Audifax Barcelos (Rede) fez dois anúncios voltados aos servidores públicos. O primeiro é a promessa de reajuste de salários no ano que vem, mas não foi informado o valor do reajuste. Também foi anunciado o pagamento antecipado do salário esse mês. Em comemoração ao Dia do Servidor, celebrado no dia 28 de outubro, a prefeitura da Serra vai antecipar o pagamento para o próximo dia 25 (quinta-feira), seis dias antes do previsto.

Tábua de salvação

Com a derrota de Magno Malta na eleição de senador no ES, ele caiu de vez na campanha de Jair Bolsonaro à presidência. Magno está rodando o Brasil levando o nome do ex-capitão. Essa semana, o jornal Estado de Minas repercutiu a visita do senador capixaba a uma reunião de pastores em Belo Horizonte. O jornal destacou a fala de Magno: “Não estamos preocupado se MG vai ter obras, queremos família”. Bolsonaro parece ser a última cartada de Magno.

Manato lamentável

Outro aliado de Bolsonaro no ES, o deputado Carlos Manato (PSL), essa semana protagonizou uma cena lamentável. Aos gritos Manato expulsou um jornalista da A Tribuna, credenciado para a reunião da bancada capixaba em Brasília. Manato ainda afirmou: “Sou autoritário mesmo”. Tempos difíceis esses… 

Um em quatro

Dos quatro parlamentares eleitos com domicílio eleitoral na Serra, apenas Vandinho Leite (PSDB) se posicionou sobre o 2º turno da eleição. O futuro deputado estadual optou por apoiar Jair Bolsonaro. Já seus colegas de Assembleia, Alexandre Xambinho (Rede) e Bruno Lamas (PSB) permaneceram com discurso de neutralidade. Com o mesmo posicionamento está o ex-prefeito da Serra, Sérgio Vidigal (PDT), reeleito deputado federal.

Pré-candidato em 2020

Logo após a eleição, o médico Gustavo Peixoto se desfiliou do PTB, e já vem sendo sondado pelo PPS para integrar suas fileiras. Essa semana houve uma reunião entre o partido e Gustavo. Ele foi candidato a deputado federal e fez quase 40 mil votos. O médico é de família tradicional na Serra, e conseguiu aqui pouco mais de 6 mil votos. Será que 2020 já começou?

Tiro no pé

Falando em Bruno Lamas, o deputado caiu numa saia justa essa semana. Em carta assinado pelo governador eleito, Renato Casagrande (PSB), endereçada ao atual governador Paulo Hartung (MDB), o socialista pede que Hartung não sancione um projeto de lei que prevê redução no ICMS embutido na conta de energia. Por representar uma expressiva perda de receita nos próximos anos. Acontece que a autoria do PL é de Bruno Lamas, correligionário e aliado de primeira de Casagrande. Em nota, Bruno disse que “permanece com a população capixaba” e acredita na “sanção do projeto”.

Sem voto, eu mudo

A galera de Serra-Sede está revoltada com a ex-vereadora Sandra Gomes (Rede). Isso porque ela começou a trabalhar no novo Fórum de São Geraldo, e durante essa semana Sandra publicou em suas redes sociais, um texto enaltecendo o novo Fórum e afirmando que a saída das varas da Sede foi “uma decisão acertada”. Logo ela que durante a eleição participou de manifestações pró Serra Sede, contra o esvaziamento da região com saída das repartições públicas. Bandeira inclusive também defendida pelo filho, Gilson Gomes Filho, que foi candidato a deputado estadual. Na publicação Sandra diz está “revendo sua posição”, e que o novo Fórum pode acarretar investimentos na região de São Geraldo. Muitos moradores e comerciantes da Sede criticaram a publicação, classificando-a de “oportunista” e que ela estaria “fazendo média com o juiz diretor do Fórum, para ficar bem com ele”.

Usada e abusada

De um total de 614 candidatos a deputado estadual, nada menos do que 582 abocanharam votos na Serra. Já entre os candidatos a federal foram 163 de um total de 170. Podemos citar exemplos como Amaro Neto, que veio aqui e colocou no seu ‘embornal’ mais de 37 mil votos para federal e o delegado de polícia Civil, Lorenzo Pazolini eleito deputado estadual, abocanhou mais de 10 mil somente na Serra. Chama a atenção que nenhum dos citados, assim como muitos outros não tem qualquer trabalho expressivo ligado diretamente no município, e nem sequer, claro, domicílio eleitoral na Serra.

Pulando fora

O médico Gustavo Peixoto não esperou nem a poeira assentar e na segunda-feira mesmo, dia 8, pediu o seu desligamento do PTB, partido pelo qual disputou a eleição de deputado federal, obtendo 37 mil votos (5 mil na Serra). Na carta de desfiliação ele não citou os motivos, mas desejou sucesso ao presidente da sigla, Sérgio Magalhães.

Chega de vida pública

Silas Maza, ex-vereador da Serra, e ex-secretário municipal, pendurou as chuteiras e não quer mais disputar eleição e nem ocupar cargo na administração pública. Ela já havia relatado antes da eleição que se fosse vitorioso, permaneceria na atividade pública, caso contrário iria se dedicar aos seus negócios. É o que promete fazer daqui para a frente. Silas foi candidato a deputado estadual e fez 4169 votos.

Marinada insossa

Saiu caro para a Rede a candidatura de Gustavo De Biase. Ele concorreu a uma vaga de deputado federal, e levou de fundo partidário (dinheiro público) um total de R$ 190 mil. Mas os resultados da urna deixaram a desejar, com um total de 5.551 votos ficou em 102º lugar de 170 candidatos. O rateio do recurso do Fundo Eleitoral e Partidário é uma decisão do diretório nacional dos partidos, e De Biase levou praticamente todo dinheiro da Rede nas candidaturas de federal… Alô Marina, errou feio hein!

Fortes da Rede

Falando em Marina, o senador eleito pela Rede, Fabiano Contarato, apadrinhado político de Audifax, teve mais votos que a presidenciável Marina Silva no Brasil inteiro. Contarato fez 1.117.036, já Marina obteve 1.069.577. Será que Marina está precisando de umas aulas com Audifax/Contarato sobre como fazer eleição?

Prefeito de Vitória

Parece estranho, mas essa semana rolou zum, zum, zum na Serra-Sede de que Audifax em 2020 poderia ser candidato a prefeito em Vitória, uma vez que não pode mais se reeleger pela Serra… Depois desses resultados improváveis dessa eleição, dá para duvidar de alguma coisa?

Presidência da Assembleia

O deputado estadual reeleito Erick Musso (PRB) já está se articulando para lançar seu nome para continuar na presidência da Assembleia Legislativa. Essa semana Erick já recebeu vários deputados novatos na Casa para conversas. Mas aliados do grupo de Casagrande já dizem por aí que o favorito do governador eleito é a raposa política Theodorico Ferraço (DEM).

Caiu de maduro

E Madureira hein?! Depois de abocanhar o apoio de cinco vereadores da Serra, incluindo o presidente da Câmara, Rodrigo Caldeira (Rede), Marcus Madureira (PRP) fez 13.222 votos, dos quais 3.630 saíram da Serra. Votação considerada baixa. Já o vereador Aílton Rodrigues, sem apoio de ninguém, incluindo seus pares da Câmara, fez na Serra 4.997. Erraram a mão ai…  

Segurem Majeski

Aliados do governador eleito, Renato Casagrande (PSB) já admitem que Sérgio Majeski (PSB) deve subir para a equipe de governo. Majeski se reelegeu com a maior votação no ES para a Assembleia Legislativa, com um mandato marcado por uma ferrenha oposição ao Governo Hartung. O ‘medo’ dos socialistas seria o ímpeto do deputado, que é muito “questionador” e “incontrolável”. O destino seria a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), e a intenção seria que Majeski desse o pontapé para o projeto de uma Universidade Estadual.

Legado de Hartung

Após a posse de Renato Casagrande (PSB) como governador, nos bastidores comenta-se que o prefeito Audifax deve absorver alguns nomes de primeira grandeza do atual governo de Paulo Hartung (MDB). O primeiro da lista seria o atual secretário estadual de desenvolvimento econômico,  José Eduardo de Azevedo, que inclusive, já foi secretário na Serra. Há a expectativa também de Audifax fazer uma ‘reforma’ nos cargos comissionados, que deve ser ajustados de acordo com a necessidade da equipe de Audifax. Já estaria rolando uma lista de futuros exonerados.

 

 

Rede de decepções

Aliados de primeira hora do prefeito Audifax Barcelos (Rede) relatam que ele estaria decepcionado com a presidenciável Marina Silva e com a própria Rede. Seriam duas razões: o rateio entre candidatos para os recursos do Fundo Eleitoral, que na prática entre candidatos a deputado federal e estadual, só contemplou apenas um candidato, Gustavo De Biase com R$ 190 mil, deixando os outros candidatos a mingua, inclusive os candidatos apoiados diretamente pelo prefeito. Já o segundo motivo seria o baixo desempenho de Marina na corrida eleitoral, que deve sair do pleito menor do que entrou.

Salvação da lavoura

Agora, a cúpula do prefeito está toda engajada em eleger o delegado Fabiano Contarato (Rede), para o senado. Ele tem apresentando crescimento vertiginoso nas pesquisas. Segundo aliados do prefeito, caso Contarato se eleja, parte expressiva dos louros da vitória iriam para o currículo de Audifax, que mergulhou na candidatura de Contarato. A título de informação: Contarato levou da Rede R$ 140 mil para a campanha de senador, R$ 50 mil a menos que De Biase.

Tô com eles

O governador Paulo Hartung comunicou, na noite desta quinta-feira (4), que decidiu seus dois votos para o Senado: ele vai votar em Fabiano Contarato e em Ricardo Ferraço.  “Fabiano é sério, ético, trabalhador e representa a renovação que a política precisa. Ricardo já realiza um bom trabalho no Senado e merece continuar no cargo representando o Espírito Santo”, afirmou.

Guerra das placas

E como não podia faltar na Serra, a chamada ‘guerra das placas’ já virou discórdia e troca de acusações cifradas entre candidatos com domicílio eleitoral na Serra. Há relatos de sumiços e roubos de placas em bairros do município. Essa guerra estende-se a grupos de WhatsApp que viram uma verdadeira arena de luta livre. Os mais envolvidos nos casos são cabos eleitorais de Alexandre Xambinho (Rede); Bruno Lamas (PSB); e Sueli Vidigal (PDT); todos candidatos a deputado estadual.

Ainda dá para fugir

Essa semana em campanha eleitoral pelo bairro Jardim Carapina, os candidatos a deputado estadual, Bruno Lamas e Vandinho Leite, ardentes adversários, toparam frente a frente numa rua do bairro. Bruno estava acompanhado pelo vereador Adriano Galinhão (PTC) que tem reduto na região. Já Vandinho estava com Dório do Pantanal, ex-vereador que também tem reduto no bairro e adversário político de Galinhão. Quando os candidatos avistaram um ao outro, logo deram um jeito de mudar de rua. Se ganharem a eleição, imagina esses dois no plenário de Assembleia Legislativa? Lá não tem pra onde fugir…

Exonerações à vista

Fortes burburinhos em Serra-Sede dão conta de que após o 1º turno da eleição, o prefeito Audifax pretende fazer uma limpa nos cargos comissionados da prefeitura. Uma lista já estaria sendo produzida e deve ser encaminhada ao prefeito. Os motivos seriam divergências/traições políticas e ineficiência e pouca entrega de resultados. Já tem inclusive muita gente apreensiva para saber se o ‘seu está na reta’… É a chamada passar a foice.

Solução de Hartung

Essa semana o governador Paulo Hartung (MDB) declarou publicamente apoio ao candidato a presidente Geraldo Alckmin (PSDB). Segundo o governador “vivemos um das piores crises, e os extremos não tem propostas”. Hartung segue argumentando que o “Brasil só tem a perder com a polarização, correndo o risco de prolongar essa divisão e sofrimento” e que Alckmin representaria a “salvação nacional” e “ponto de convergência”. Mas apesar do apoio de Hartung, as pesquisas indicam que o PSDB têm pequenas chances de ir ao 2º turno, que deve ter Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT)… E ai está o dilema, o PSDB apoiado por Hartung vai ficar com quem no 2º turno?

 

Bancada serrana I

A última vez que a Serra foi protagonista na Assembleia Legislativa, foi durante o segundo mandato de governador de Paulo Hartung (2007 a 2010), quando foram eleitos deputados estaduais Vandinho Leite e Wanildo Sarnaglia. A bancada serrana foi completada mais tarde com as posses de Sargento Valter e Givaldo Vieira, que eram primeiro suplentes em suas coligações.

Bancada serrana II

Nessa eleição de agora, ao que tudo indica, a Serra deverá ter novamente uma grande bancada na Assembleia. Com chances reais de vitória, Alexandre Xambinho (Rede), Bruno Lamas (PSB), Jamir Malini (Progressista), Pastor Ailton (PSC), Roberto Carlos (Rede), Silas Mas (PTC) Sueli Vidigal (PDT), Vandinho Leite (PSDB).

Correndo por fora tem nomes como Thiago Carreiro (PTB) de Jacaraípe, que não descansa uma hora sequer; a persistente vereadora Cleusa Paixão (PMN) e Gilson Gomes Filho (PMB), cujo título é de Laranja da Terra, mas tem a Serra como o maior reduto eleitoral da família.

Catapulta para Brasília

Para a Câmara Federal, a Serra também tem boas chances de voltar a ter dois representantes, quando foi em 2010 com Audifax Barcelos (então PSB, hoje Rede) e Sueli Vidigal (PDT). Com chances de chegar estão Sérgio Vidigal (PDT), Givaldo Vieira (PC do B), Márcia Lamas (PSB) e Guto Lorenzoni (Rede). Um pouco mais distante, mas disputando, está o médico Luiz Carlos Bezerra (PV). A concretizar o que se diz na boca miúda, Amaro Neto (PSL) vai abocanhar uma votação surpreendente na Serra, o que faz com que ele deva ter algum compromisso com a cidade.

R$ 190 mil eu quero…

Como já diz o ditado: Casa de ferreiro, o espeto é de pau. O candidato a deputado federal Gustavo De Biase (Rede) lavrou em cartório um compromisso público, caso seja eleito de renunciar a 50% do salário de deputado federal, 50% de verba de gabinete e 100% de aposentaria especial e “quaisquer outras regalias que existam ou venham a existir no Congresso Nacional”. Entre os argumentos do rapaz, está: “não podemos permitir que nossa população trabalhe uma vida inteira para sustentar deputados”. Mas o que chama a atenção é que De Biase recebeu R$ 190 mil do fundo eleitoral, ou seja, dinheiro público. Pergunta-se, porque o candidato não abriu mão dessa regalia também, que é igualmente imoral como as outras?

…eles não precisam

Só para se ter ideia da desproporcionalidade, dos 7 candidatos da Rede para deputado federal, apenas Edilamara Rangel recebeu recursos vindo da Rede, no valor de R$ 800. Nenhum outro recebeu nada, incluindo Guto Lorenzoni (Rede), candidato que veio chancelado pelo apoio do prefeito da Serra, Audifax Barcelos, que contribuiu muito em número de filiados e movimentações políticas em prol do partido. De Biase termina o termo de compromisso escrevendo: “Peço seu apoio e seu voto para construirmos um país melhor e justo”… É como se diz, entre o discurso e a prática…

A magna malta

A cantora gospel e candidata a deputada federal, Lauriete Rodrigues (PR) e o senador Magno Malta, candidato a reeleição, já receberam juntos R$ 5 milhões de dinheiro público para bancar suas campanhas. Foram R$ 2.3 milhões para Lauriete e R$ 2.7 milhões para Magno Malta. Ambos lideraram este quesito entre os candidatos ao cargo de deputado federal e Senador no ES. A título de comparação, o senador e candidato a deputado federal por Minas, Aécio Neves (PSDB) recebeu R$ 2 milhões do Fundo Eleitoral. Se for comparar com presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia, que levou R$ 100 mil, a distância fica maior ainda.

A malta magna

Magno Malta levou mais dinheiro que figurões como os senadores Renan Calheiros (MDB-AL), Romero Jucá (MDB-RR) e Roberto Requião (MDB-PR) que receberam R$ 2 milhões cada, o ex-governador Beto Richa (PSDB-PR) com R$ 1.3 milhão, Lindbergh Faria (PT-RJ) com R$ 1 milhão e o ex-ministro Jacques Wagner (PT-BA) com R$ 800 mil. Só para citar alguns.

Força do fraco

Mas nem todo esse dinheiro vem se transformando em votos. Na pesquisa do Ibope em agosto, o senador aparecia com 54% das intenções de votos. Já na pesquisa de setembro, do mesmo instituto, Magno caiu para 48%. Quem vem em franca ascensão é o candidato Fabiano Contarato (Rede), que pulou de 10% em agosto para 16% em setembro, segundo o Ibope. Em tempo: Contarato levou R$ 140 mil do Fundo Eleitoral, R$ 2.56 milhões a menos que Magno Malta.

Aqui disputa é bruta

A corrida para uma vaga na Assembleia na Legislativa do ES é a mais concorrida entre os estados do sudeste. Isso porque em levantamento do Jornal Tempo Novo no site do TSE, o Espírito Santo conta com 614 candidatos a deputado estadual, o que dá um candidato para 4.486 eleitores. Em São Paulo, por exemplo, esse número é de 15.197 eleitores para cada candidato. Já Minas Gerais, são 11.279 eleitores para cada um candidato a deputado estadual. Apenas no Rio de Janeiro a disputa é proporcionalmente parecida com o ES, por lá são 5.033 eleitores para um candidato, cerca de 500 a mais que no ES.

No calo do Carlos

Aliados do candidato ao Governo do ES, Renato Casagrande (PSB), estão com um olho na campanha e outro nos movimentos do deputado Carlos Manato (PSL), também candidato ao Governo. Isso porque, segundo relatos, Manato vem apresentando um pequeno crescimento nas pesquisas eleitorais de consumo interno do PSB. Mas a leitura de membros do partido é que a princípio, Manato não tem conseguido tirar votos de Casagrande, e sim da candidata Rose de Freitas (Pode), que, segundo eles estaria se desidratando. O grupo de Manato tem intensificado uma campanha contra Renato, por vezes acusando-o de “esquerdista” e “socialista”.

Sintoma do esgoto

Na semana passada o Jornal Tempo Novo publicou enquete no site com a pergunta: ‘Qual é a sua avaliação sobre a qualidade de água dos córregos, rios e lagoas da Serra?’ Ao todo foram 484 votantes dos que 72% optaram pelo ‘ruim’, enquanto 17% votaram no ‘bom’ e 11% em ‘regular’. Como se trata de uma enquete, não tem métodos científicos. Mas pode ser um sintoma da insatisfação da população com nossas águas. Lembrando que desde 2015 a parceira da Cesan, Ambiental Serra, é responsável pela coleta e tratamento de esgoto, e é cobrada uma taxa de 80% sobre a conta de água das residências ligadas a rede coletora.

Palanque

Rede embaraçada

Segundo fontes da Rede, a cúpula do partido na Serra estaria muito insatisfeita com a Direção Nacional, leia-se Marina Silva. O motivo seria a manobra de favorecer o candidato Gustavo De Biase com recursos do Fundo Eleitoral. Segundo o TSE, De Biase já recebeu R$ 200 mil da Rede Nacional. Já Guto Lorenzoni, também candidato a deputado federal, chancelado pelo prefeito Audifax Barcelos, não recebeu nenhum tostão do partido. O que chama atenção uma vez que Guto de longe é o candidato mais competitivo da Rede para uma vaga de federal. Esse rateio de recursos fica a critério das direções nacionais dos partidos. Lembrando que De Biase tem certo trânsito com Marina, inclusive sua ex-mulher, Laís Garcia é atual porta-voz feminina nacional.

Fenômeno oco

Mesmo com um trabalho inexpressivo na Assembleia Legislativa, fontes do meio político estão na expectativa de uma ‘super votação’ do candidato Amaro Neto (PRB), para deputado federal. Chega-se a cogitar que ele ultrapasse os 300 mil votos, o que seria num recorde no Espírito Santo. Amaro já foi o mais votado em 2014 para deputado estadual, com 54 mil votos.

De 2018 a 2020

Circula nos bastidores a informação de que o médico e empresário Gustavo Peixoto (PTB), candidato a deputado federal, estaria de olho na eleição de 2020 para prefeito da Serra. Gustavo tem raízes na região de Nova Almeida, mas atualmente reside em Vila Velha, mas mantém domicílio eleitoral na Serra. A ideia seria se eleger para deputado federal e criar ‘know how’ político para no futuro disputar a Serra. Lembrando que Gustavo é filho de Antônio Peixoto, vice-prefeito da Serra na gestão de Aldary Nunes (1973-1977) e também é sobrinho do governador Paulo Hartung (MDB). O médico que comandou a área de cirurgia no Hospital Jayme Santos Neves, faz uma campanha que tem chamado à atenção no ES, com discursos de ‘outsider’ da política, apoio a Operação Lava Jato e ‘contras as mordomias’ dos políticos.

 

 

Esgoto na gaveta

Anunciada com pompa, a CPI do Esgoto ainda não foi oficialmente instaurada na Câmara da Serra. O objetivo é investigar suposto tráfico de influência dentro do Conselho de Meio Ambiente para aliviar multas da Ambiental Serra/Cesan, além de investigar os investimentos da empresa e confrontar com a arrecadação da taxa de esgoto. Porém, vereadores dizem que a CPI foi “engavetada”. Na tribuna da Câmara, o vereador Pastor Ailton disse: “A CPI da Ambiental Serra foi assinada, lida, mas tem que andar essa CPI, não pode ser para barganhar, colocar debaixo do braço e ir lá negociar, precisamos de esclarecimentos”. Já o proponente da Comissão, vereador Roberto Catirica contemporiza: “conversei com o presidente (Rodrigo Caldeira), já está sendo editada a portaria para a instalação dessa CPI, porque não vai ficar assim, debaixo de uma gaveta”.

 Dinheirama para candidatos

Dos candidatos a deputado federal com domicílio eleitoral na Serra, Givaldo Vieira (PCdoB) foi o que mais recebeu recursos dos Fundos Partidário e Eleitoral. Foram R$ 682 mil. Na segunda posição vem o ex-prefeito e atual deputado federal Sérgio Vidigal (PDT) com R$ 500 mil. Seguido pela vice-prefeita Márcia Lamas (PSB) que recebeu R$ 300 mil, o vereador Miguel da Policlínica (PTC) com 50 mil, o médico Luiz Carlos Bezerra (PV) com 20 mil e por fim, o vereador Guto Lorenzoni (Rede) e o candidato James Oliveira (PTB) que não receberam recursos provenientes de doação dos partidos.

Barrigando a rapaziada

Já virou lenda o projeto que autoriza a licença durante o período eleitoral para os vereadores Alexandre Xambinho e Guto Lorenzoni (ambos Rede). Toda semana a Mesa Diretora promete aos vereadores que colocará em pauta, mas faltando 20 dias para terminar a eleição, ainda nada. Os dois parlamentares querem que seus respectivos suplentes, Ericson Duarte (Rede) e Saulo Brum (PP) assumam os mandatos enquanto ambos se dedicam à campanha eleitoral. Xambinho é candidato a deputado estadual, enquanto Lorenzoni concorre ao cargo de deputado federal. Procurado o presidente da Câmara, Rodrigo Caldeira (Rede), disse: “Na quarta-feira (12), com certeza, nós votaremos”.

Urnas e Audifax

A ansiedade do mercado político local é para ver o desempenho dos candidatos da Rede nas urnas e daí poder medir o prestígio do prefeito Audifax. Será que Xambinho se elege deputado estadual ou será Roberto Carlos; ou os dois ou nenhum dos dois? E Guto Lorenzoni, vai ter mais votos que Lelo Coimbra (MDB), que disputa a reeleição e está na mesma coligação? Só aguardando o dia 7; mas tem torcida para todas as opções.

Esse é Maza

Sem fazer barulho, o candidato a deputado estadual pelo PTC, Silas Maza vai chegando. Ele já desponta como um dos favoritos na chapa e com condições de ser eleito. Uma legião de pequenos comerciantes, de amigos maçons e boa parte dos fiscais de Obras e Postura da Serra estão nas ruas pedindo voto e fazendo campanha para Silas.

Casa dos Gomes

Expectativa também para ver o desempenho de Gilson Gomes Filho (PMB), que disputa uma cadeira na Assembleia Legislativa e se notabilizou pelo trabalho à frente da Câmara de Vereadores de Laranja da Terra, onde é presidente. A inspiração para a política ele encontrou dentro de casa: o pai Gilson Gomes, que foi deputado estadual por vários mandatos, a mãe Sandra, que foi vereadora e envolvida com projetos sociais e o tio, Gildo Gomes, que também foi vereador.

Peixoto nas beiras

Como diz o ditado, quem vem ‘comendo pelas beiradas’ no eleitorado serrano é o médico Gustavo Peixoto, candidato a deputado federal pelo PTB. Com laços familiares e profissionais com a Serra, Peixoto vem ampliando seu eleitorado na Cidade, puxado por dezenas de parentes e uma legião de médicos. Pode surpreender.

 

Me ajuda aí, Casão

Aliados próximos ao deputado Sérgio Vidigal, afirmam que ele irá colocar pressão em Renato Casagrande (PSB), caso eleito governador, para que este, ‘banque’ politicamente a eleição de Vidigal a Prefeitura em 2020. Isso incluiria resolver a questão junto à família Lamas, que também sonha em ocupar o posto. Segundo consta, Vidigal, junto com o senador Ricardo Ferraço (PSDB), teria colocado o pé na porta e segurado toda a pressão naquele período de julho, quando o atual Governador Paulo Hartung, esboçou uma mudança de planos para ser candidato à reeleição. É como se diz, mal começou essa eleição e já se pensa na próxima.

Paz é com voto

A política realmente dá voltas. Nessa semana a vereadora afastada Neidia Maura (PSD) recebeu de portas abertas o vereador Guto Lorenzoni (Rede), que é candidato a deputado federal. A reunião ocorreu na casa de Neidia e contou com mais de 30 pessoas, todas ligadas à ex-vereadora. O objetivo é claro, articular apoiadores e votos na região de Jardim Tropical e José de Anchieta para engordar a campanha de Guto. Quem vê assim nem lembra que Guto e Neidia travaram uma guerra política em 2014 para disputar a presidência da Câmara da Serra. Na ocasião, Neidia articulou um batalhão de vereadores, e derrubou Lorenzoni da presidência, que ficou relegado, fazendo oposição política a Neidia até o início de 2017.

Rotativo rodou

Especulações entre comerciantes e moradores de Serra-Sede dão conta de que o estacionamento rotativo na região ainda não vingou por conta da eleição. Visto como uma medida impopular poderia acarretar em chateação de eleitores com candidatos chancelados pela Rede Sustentabilidade, do prefeito Audifax Barcelos. O rotativo, inclusive, foi anunciado pela Prefeitura e estava previsto para ser implantado em fevereiro desse ano.

Tombo de Benício

Informações de bastidores dão conta que o secretário de Saúde da Serra, Benício Santos, deixou o cargo na tarde da última quarta-feira (05). Benício vinha com forte atrito junto a servidores efetivos e com a subsecretária Cristiane Stein. Não se sabe se ele pediu para deixar o cargo ou se foi exonerado, quem deve assumir o posto é o atual secretário de Administração Alexandre Viana. Ele deve ocupar as duas pastas até findar as eleições, já que o meio político está imerso no processo eleitoral.  Benício era visto como um cargo de indicação do empresário Remegildo Gava.

Pendura aí

Essa semana foi publicado no Diário Oficial dos Municípios do ES o protocolo de intenção firmado entre a Prefeitura da Serra e o Banco do Brasil para a tomada de empréstimo na monta de R$ 130 milhões. O empréstimo já tem a autorização da Câmara da Serra e esse protocolo publicado é mais uma etapa burocrática a ser seguida, que tem o objetivo de manifestar o interesse das partes para contratação de Operação de Crédito. A expectativa de aliados do prefeito é de que o Município possa conseguir esse recurso em 2019.  Ainda há indefinições sobre o destino desses R$ 130 milhões, já que a Prefeitura está pleiteando algumas obras através de convênios com o Ministério das Cidades. É a segunda operação de crédito dessa natureza neste ano. Há cerca de dois meses a Prefeitura conseguiu viabilizar um empréstimo de R$ 100 milhões.

Para gregos e troianos

A marqueteira política Jane Mary está em alta na Serra. Nessa eleição ele pegou a campanha de vários candidatos de peso, inclusive alguns que até competem entre si. Todos os candidatos da Rede Sustentabilidade da Serra tiveram sua campanha feita por ela, inclusive os ‘queridinhos’ Alexandre Xambinho e Professor Roberto Carlos, candidatos a deputado estadual e Guto Lorenzoni, candidato a deputado federal. Além deles, os deputados que disputam a reeleição Jamir Malini (PP) e Bruno Lamas (PSB) também contrataram os serviços da marqueteira, que também atende a mãe de Bruno, Marcia Lamas, que vai concorrer a uma vaga de deputada federal. Lembrando que Jane assumiu a vitoriosa campanha do prefeito Audifax Barcelos (Rede) em 2016, após ele sair do hospital onde ficou internado durante quase todo o primeiro turno.

A queixa do Roberto

Falando na Rede, aliados de Xambinho e Roberto Carlos relatam que está cada vez mais conflituosa a relação de ambos. Roberto tem reclamado que a maior parte dos redistas escalados como cabos eleitorais ficou com Xambinho, que também teria mais espaço entre apoiadores ligados ao prefeito Audifax Barcelos. Isso porque a eleição nem começou direito…

Márcia, a fortalecida

Quem pode surpreender é Márcia Lamas. O PSB está muito animado com a campanha da vice-prefeita da Serra. Na avaliação deles 40 mil votos seriam suficientes para sua eleição. De acordo com as contas do partido, a chapa (PSB/ PV / PSC / AVANTE / PTC / PPL) poderá fazer duas cadeiras em Brasília, sendo uma delas para o atual deputado federal, Paulo Foletto, e a segunda estaria na briga com Márcia sendo a favorita. Caso ela fique na suplência, a expectativa é de que Renato Casagrande, (caso eleito governador) traga Foletto para a Secretária de Saúde, e suba com Márcia para a titularidade da vaga de deputado.

O berro do Bezerra

No último sábado (25), durante campanha eleitoral em Serra-Sede o candidato a deputado federal Luiz Carlos Bezerra (PV), que também é médico, se deparou com um atropelamento de um civil. Bezerra não titubeou em ir lá prestar o atendimento e muito menos em tirar fotos e publicar no Facebook, com direito a textinho: “Mesmo com 36 anos de medicina, ainda quando acontecem essas situações, fico feliz por poder ajudar. Quem me conhece sabe que essa é a minha meta: ajudar sempre!”. Que prato cheio em Bezerra…

Novos ‘pobres’

Apesar dessa briga toda aí para ser deputado, parece que financeiramente não tem compensado, pelo menos é o que indica a declaração de bens de alguns candidatos da Serra. Na eleição de 2014, por exemplo, Bruno Lamas declarou possuir R$372.818,08 em bens. Já nessa eleição, o deputado declarou R$282.837,85, quase R$ 100 mil a menos em 4 anos. Pior ainda está a situação do ex-prefeito e atual deputado federal Sérgio Vidigal, em 2014 declarou R$789.482,76, e na eleição desse ano declarou possuir R$642.482,76, cerca de R$ 140 mil a menos em 4 anos.

Até tu, delegado?

Não está fácil morar no ES não viu. Apesar da Secretaria de Segurança Pública divulgar enormes quedas nos índices de violência, a percepção da população não parece essa. Aqui no ES até o Delegado Geral da Polícia Civil do ES, Guilherme Daré, foi vitima na mão dos criminosos. O delegado teve sua imagem usada por criminoso para aplicar golpes pelo What’sApp, inclusive está usando fotos pessoais de Guilherme. Segundo o delgado trata-se do celular de nº 27 996064440. “Já estou tomando todas as providências no sentido de localizá-lo e processá-lo civil e criminalmente”, disse Guilherme Daré.

A gigante renegada

Mesmo com seus 320.800 eleitores, a Serra parece que não está no radar de alguns candidatos ao Governo do Estado em 2018. Maior colégio eleitoral do Estado, a cidade está com agenda programa apenas com Renato Casagrande (PSB) que deve visitar a cidade mais de uma vez durante os próximos 35 dias de campanha. Já os outros cinco candidatos não divulgaram campanha no município. Nesta sexta-feira (31), ele estará em uma caminhada, que tem início às 8h30, no bairro Feu Rosa, nas proximidades da feira. Às 13h30 estará no bairro Planalto Serrano com concentração ao lado do supermercado Rede Show.

 

STF de olho na Serra

Por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, o deputado federal Sérgio Vidigal (PDT) perdeu o foro privilegiado. Com isso, o inquérito que investiga indícios de irregularidades na Lei das Licitações, ocorridos quando o pedetista ocupava o cargo de prefeito do município, em 2010, foi encaminhado à Justiça do Estado. Segundo a denúncia da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, as supostas irregularidades causaram prejuízos de R$ 2,6 milhões aos cofres públicos, envolvendo o setor de saúde.
Estrangeiro forte

Um encontro na casa do vereador Luiz Carlos Moreira (MDB), neste sábado (25), às 9h da manhã, deve reunir cabos eleitorais e simpatizantes de peso à campanha de Marcos Madureira (PRP) à Assembleia Legislativa. Especula se que são esperados a participar do encontro os vereadores Nacib Haddad (PDT), Basilio da Saúde (Pros), Rodrigo Caldeira (Rede), Geraldinho PC (PDT) e Cabo Porto (PSB), que seriam os cabos eleitorais de Madureira na Câmara. Nos bastidores da Câmara, que têm três candidatos a deputado estadual, alguns questionam o porquê do apoio a um candidato de outro município.

Cabos eleitorais

À exceção dos que estão com Marcos Madureira e três vereadores indecisos, Roberto Catirica (PHS), Stefano Andrade (PHS) e Geraldinho Feu Rosa (PSB), a Câmara da Serra esta dividida entre os candidatos a deputado estadual. Fábio Duarte e Robinho Gari (PV) apoiam Alexandre Xambinho (Rede); Adriano Galinhão e Fabão da Habitação apoiam Bruno Lamas (PSB); Raposão apoia Vandinho; Wellington Alemão apoia Jamir Malini (PP), Adilson da Silva (PSL) fechou com José Esmeraldo (MDB); Quélcia (PSC) com Pastor Ailton e Aécio Leite (PT), com Nunes (PT). 

Saia justa 

Se depender da Câmara da Serra, os vereadores Guto Lorenzoni e Alexandre Xambinho (ambos Rede) vão encontrar dificuldade para aprovar o Projeto de Resolução 151/2018, que autoriza a licença de ambos pelos próximos 45 dias para se dedicarem à campanha eleitoral 2018. Alguns parlamentares alegam que o afastamento iria trazer custos à Câmara, com a exoneração de 30 assessores e contratação de outros 30, dos suplentes Ericson Duarte (Rede) e Saulo Brum (PP). Este último, inclusive, estaria visitando os gabinetes dos vereadores, na tentativa de convencê-los a aprovar a matéria. 

 

 Debandando dos Vidigais

A entrada de Sueli Vidigal na corrida pela Assembleia Legislativa afastou aliados históricos de Sérgio Vidigal. Um deles é Vandinho Leite (PSDB), candidato a estadual, que agora pede votos para Cesar Colnago a federal. O Pastor Ailton (PSC), candidato a estadual, escolheu caminhar com Reginaldo Almeida. Quando se fala em apoio a estadual, o vereador Nacib subiu ao palanque de Marcos Madureira. O ex-presidente do PDT/Serra, Wellington Freitas, agora pede votos para Luiz Durão, Outros aliados que estão desiludidos com Vidigal são Oraci, presidente da comunidade de Jardim bela vista, Edson Reis e Nilza Cordeiro, que devem fechar apoio a outros candidatos a estadual. 

Viviane, Patrícia e Lauriete

Nos corredores da Prefeitura da Serra, comentários associam a servidora Viviane Meneguelli à queda da Secretária de Planejamento Estratégico, Patrícia Lempê. Trata-se de especulações, mas sabe-se que a saída de Patrícia tem a ver com as disputas de poder de subgrupos internos. Viviane é uma das mais antigas integrantes do núcleo duro do prefeito Audifax Barcelos (Rede), e detém forte influência em diversos setores da prefeitura e diretamente com o Prefeito. Agora quem assume a secretaria é Lauriete Caneva.

Coluna Palanque:

Ricos e muitos ricos

 Visando dar mais transparência, na última segunda-feira o TSE-ES intimou todos os candidatos às eleições deste ano para detalharem suas declarações de bens, que além dos valores, será necessário informarem, por exemplo, a localização e o tamanho. Chamou a atenção a declaração dos 6 candidatos ao Governo. Juntos, foram declarados R$ 22,3 milhões em bens. Mas, individualmente, os valores não são nada equânimes: Aridelmo Teixeira (PTB) declarou R$ 17,2 milhões; Carlos Manato (PSL) diz possuir R$ 2,1 milhões; Renato Casagrande (PSB), R$ 1,5 milhão; Já Rose de Freitas (Podemos), declarou possuir bens no valor de R$ 622 mil, e por fim André Moreira (Psol), com R$ 450 mil, e Jakeline Rocha, com R$ 170 mil.

Pó preto garantido

A SOS ES Ambiental, entidade de referência na defesa do meio ambiente no ES, elaborou um Termo de Compromisso de Governo (TCG) visando estabelecer ações para redução da poluição do ar, destinado aos candidatos ao Governo do ES. Ao todo cinco candidatos receberam o documento (André Moreira, Rose, Manato, Aridelmo e Casagrande), mas somente André Moreira assinou. Com isso a entidade se pergunta: “Quem quer mexer com os interesses da Vale e ArcelorMittal?”.

 

Relação arranhada

Especula-se no meio político que o relacionamento do prefeito Audifax Barcelos e a senadora Rose de Freitas (Podemos) ficou um pouco arranhado após as tratativas da coligação. Isso porque, durante as negociações partidárias, ambos os políticos tomaram posições divergentes, e com o prazo se esgotando (último dia 06), os ânimos foram se exaltando a ponto de haver constrangimentos. Audifax e a Rede acabaram permanecendo no grupo de Rose, mas as cicatrizes ainda não foram fechadas.     

Feridas abertas

As eleições para escolha dos Membros da Mesa Diretora da Câmara da Serra, ocorridas em junho, continuam gerando desconforto entre alguns vereadores e o prefeito Audifax Barcelos (Rede). Após o cabo de força entre os dois poderes, o prefeito acabou se entendendo com alguns desafetos, inclusive o presidente eleito, Rodrigo Caldeira (Rede). Porém, Barcelos tem confidenciado a aliados que tem alguns vereadores que deixaram mágoas imperdoáveis e que, por isso, o prefeito não quer dialogar com tais parlamentares. Entre eles está Adriano Galinhão (PTC). Segundo um vereador, que não quis se identificar: “Galinhão era uma pessoa muito querida por Audifax, e tinha muito espaço junto à administração”, finalizou a fonte. 

Cachaça e energia elétrica

O deputado Bruno Lamas (PSB) segue tentando emplacar na Assembleia Legislativa a aprovação do Projeto de Lei 100/2018, que reduz em 8% o ICMS da energia elétrica. O projeto tramita em Regime de Urgência na Casa. “O Governo Estadual aprovou nesta Casa Leis de redução de imposto para a cachaça, por que não é possível reduzir o imposto da energia elétrica que teve aumento de 16%?”, questionou. Entretanto, o projeto foi declarado inconstitucional pela Procuradoria da Assembleia Legislativa, que alegou não conter o projeto informações sobre a compensação financeira para o Estado, com o desconto. Mas o deputado segue defendendo a matéria, que vai a Plenário na próxima semana. 

Muita mágoa envolvida

Na última quarta-feira, já ao fim do protesto dos ambulantes na Avenida Central de Laranjeiras, que querem retornar a atuar na via, uma acalorada discussão entre policiais e camelôs começou a tomar corpo. Já nas tantas, uma ambulante revoltada soltou: “Quando a polícia fez o protesto de vocês, ninguém pode falar nada”. Evidentemente ela se referia à paralisação da polícia militar em fevereiro de 2017. Na hora que ela soltou essa frase, os colegas camelôs trataram de puxar ela pra trás do grupo. Enquanto um policial bravou: “Se você continuar me desacatando, vou te levar presa!”.

Você é obrigado, eu não

Há 2 meses atrás foi aprovado na Câmara da Serra um projeto de lei de autoria da Prefeitura, que define como de obrigação do proprietário dos imóveis na Serra a construção da calçada cidadã. Com isso a PMS vem notificando muitos imóveis, inclusive multando. Essa semana, Saulo Alves, um morador de Nova Almeida, entrou em contato com o Tempo Novo e questionou: “A calçada da Escola Municipal Julite Miranda em Nova Almeida não tem rampas para deficientes e nem os blocos vermelho para cegos. A Prefeitura notificou todos os comerciantes da regiãoporém, vários imóveis que pertencem a PMS não estão no padrão. Gostaria de saber se a ela vai autuar ela mesma e quando irá patronizar as calçadas de escolas, postos de saúde e praças”, disse. É Saulo, como dizia o ditado, em casa de ferreiro, espeto é de pau.

Palanque

Asfixiando Ailton

Uma das primeiras vítimas da chegada de Marcos Madureira para as cercanias política da Serra é o vereador e candidato a deputado estadual Pastor Ailton. Madureira ‘abocanhou’ o apoio de muitos vereadores para sua candidatura também a deputado estadual, inclusive de nomes que tinham apalavrado apoio ao vereador Ailton.

Santos de chapéu

Nos bastidores da Câmara é certo o apoio do presidente da Câmara, Rodrigo Caldeira (Rede) para Madureira. Se for verdade, será que o deputado estadual e candidato a reeleição, Marcelo Santos (PDT) levou um ‘chapéu’ de Rodrigo, depois de tudo que Marcelo fez por Caldeira?

Rede encolhida

Falando em Câmara, os vereadores Alexandre Xambinho e Guto Lorenzoni (Ambos Rede) devem se afastar da Câmara durante a campanha eleitoral. Para isso, tentam emplacar a aprovação de um Projeto de Resolução na Casa, o PR 151/2018, que permite o afastamento. Eles tinham a expectativa da Mesa Diretora colocar em votação ainda nessa semana, fato que não ocorreu. Quem deve assumir a vaga dos vereadores são os suplentes Ericson Duarte (Rede) e Saulo Brum (PP).

 

Passou Serra para trás

A Serra Ambiental, responsável pela gestão do esgoto no município, resolveu mudar de nome. Agora a empresa se chama Ambiental Serra. Será uma estratégia para disfarçar a má fama? Pode ter sido inspirada nos partidos políticos, como o PMDB que em vista do imenso desgaste, mudou de nome para MDB. Será que isso funciona? Enquanto isso os mananciais da cidade seguem esgoto puro. Na lagoa Juara nem pesca de tilápia tem mais… E as multas por crime ambiental da empresa seguem sendo misteriosamente abonadas pelo Condemas, especialmente após a empresa contratar os serviços da advogada Andréia Carvalho, ex-secretária de Meio Ambiente da Serra e ex-presidente do próprio Condemas.

Vale ficar nos trilhos

O deputado federal Sérgio Vidigal (PDT-ES) conseguiu a aprovação pela Comissão de Viação e Transportes, nesta quarta-feira (8), de um requerimento de sua autoria convocando o Ministro dos Transportes, Valter Casimiro Silveira. O ministro vai prestar esclarecimentos sobre a transferência de investimentos com a renovação antecipada da concessão da estrada de ferro Vitória-Minas para a construção da Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fico). A data da audiência ainda será definida. É a chamada ‘não ferrovia’ da Vale, que enquanto a empresa trata disso em Brasília, a boca miúda e sem nenhuma transparência, sai por aí anunciando investimentos bilionários para conter o pó preto no ES, numa verdadeira nuvem de fumaça para confundir o capixaba. Alguém acredita?

Pega ladrão trapezista

Enquanto o Governo do Estado anuncia com pompa as quedas nos índices de homicídios, o crime contra o patrimônio segue em alta. E até fios de eletricidade não escapam. R$ 1 milhão foi prejuízo do município com furtos de fio de iluminação pública na Serra nos primeiros seis meses deste ano. Os locais que são maior alvo dos furtos são a Rodovia do Contorno, BR-101, Rodovia Serra Jacaraípe, Avenida Desembargador Antônio José Miguel Feu Rosa, Rodovia Audifax Barcelos e em algumas praças de bairros. Esse valor equivale a uma Unidade Básica de Saúde, só de fios roubados em 6 meses…

Dá uma luz ai

Em tempos de energia nas alturas e o recente anúncio de reajuste em 15,6%, o deputado Bruno Lamas, sabido que é, criou o Projeto de Lei que reduz em 8% a alíquota do ICMS que incide sobre energia elétrica para consumo residencial. Segundo o deputado “a iniciativa visa defender os consumidores capixabas que, assim como todos os brasileiros, sofrem com as maiores taxas tributárias do mundo”. Bruno argumenta que o Projeto foi elaborado em abril deste ano e deve ser votado na próxima semana. Hoje o percentual de imposto que incide sobre a energia elétrica residencial é de 25%. Com a aprovação da Lei, que ainda será apreciada pela Comissão de Finanças, esse índice cai para 17%.

Assédio sexual legislativo

Não é de hoje que servidoras e ex-servidoras da Câmara da Serra, relatam casos de assédio dentro da Casa de Leis. Mas sob condição de anonimato, segundo uma fonte que trabalhou durante os últimos anos na Câmara, os casos de assédio às mulheres se intensificaram, especialmente após o afastamento da ex-presidente Neidia Maura (PSD). Segundo essa fonte, o comando de Neidia inibia essa prática, e após sua queda, o ambiente ficou “predominantemente masculino” o que degringolou para o aumento de casos de assédio. Essa fonte relata que não há denúncias, pois existe o receio de retaliações, uma vez que “pessoas poderosas” estariam envolvidas em tais práticas.

Palanque

Família em primeiro lugar

Nos bastidores comenta-se que o deputado federal Sérgio Vidigal (PDT) ficou insatisfeito com o PSDB, após a negativa dos tucanos de coligar com o PDT na chapa de deputado estadual. Isso porque, Sueli Vidigal, esposa de Sérgio, será candidata e ela teria mais condição de eleição se coligada com o PSDB. Mas, ao que indica, essa junção representaria um risco para a chapa tucana, que poderia servir apenas de trampolim para eleger a maioria do PDT. Com isso, o PSDB não quis sacrificar seus candidatos e acabou fechando aliança com o PSC. Agora, pergunta-se: Na última hora Vidigal resolveu incluir Sueli como candidata, o que gerou desconforto em alguns aliados que contavam com o apoio dele, e ainda se deu ao luxo de achar ruim com os dirigentes do PSDB por não ‘vender’ seus candidatos em detrimento a Sueli. Lembrando que essa chapa do PSDB e PSC pode eleger dois grandes aliados de Vidigal: Vandinho Leite (PSDB) e Pastor Aílton (PSC). Mas nem isso amoleceu o coração de Vidigal, que ainda parece priorizar seus familiares. Em tempo: restou para o PDT um chapão com PSD, DEM e PPL.

Pacto do mesmo sangue

Falando no PDT, o vereador e líder do partido na Câmara, Nacib Haddad, deve apoiar Sérgio Vidigal para deputado federal, mas já firmou compromisso com Marcos Madureira (PRP) para estadual. Junto com Nacib tem uma penca de vereadores que farão o mesmo, incluindo o presidente da Câmara, Rodrigo Caldeira (Rede). Madureira participou nos bastidores da eleição da Mesa Diretora que elegeu o grupo de oposição, e agora ele será o candidato desse mesmo grupo para deputado estadual. Precisa desenhar? Em tempo: até mesmo o líder do prefeito Audifax na Câmara, Luiz Carlos Moreira, vai apoiar Madureira.

Contas da Rede

As negociações partidárias para o fechamento das coligações foram duras. Muito perde-ganha e reviravoltas. A Rede Sustentabilidade do prefeito Audifax Barcelos foi um exemplo. Ameaçou até lançar chapa puro sangue, mas depois voltou atrás. Na avaliação de alguns redistas, a chapa para federal ficou boa, com Rede, MDB, Podemos, Patriota e PMN. Nesse arranjo, acredita-se que é possível fazer 2 candidatos, sendo que Guto Lorenzoni (Rede) poderia se eleger. Já na estadual, a situação é mais complicada para serranos da Rede. O Partido ficou com PMN, Podemos, PRTB e Patriota. Estima-se que essa chapa possa fazer 3 deputados, sendo que já há mandatários, como os deputados Rafael Favatto (Patriota), Janete de Sá (PMN) e Marcos Bruno (Rede). Em tese, candidatos como Alexandre Xambinho, Roberto Carlos e Eucimara Rangel vão precisar superar um desses três deputados citados.

Ativista quer ser deputado

Empresários capixabas se reuniram nesta quarta-feira (08) para o lançamento da candidatura a deputado estadual do serrano Thiago Carreiro (PTB). O evento aconteceu no hotel Serra Grande. Contou com a presença do candidato a governador Aridelmo Teixeira (PTB), além do candidato Serjão Magalhães (PTB), que vai disputar uma vaga na Câmara Federal. Thiago é empresário formado em Administração de empresas, e Tecnologia da Informação, morador de Jacaraípe, atua no Movimento Empresarial e Presidiu por dois anos o Conselho de Segurança Pública da Grande Jacaraípe e Manguinhos, onde segundo ele, enfrentou de perto os efeitos e as causas da violência e exclusão social. No currículo ele ainda destaca ter sido um dos idealizadores do grupo de transparência pública Monitora Serra, que acompanha o Legislativo municipal.

 

Deixa o homem trabalhar

Na última quarta-feira (01) durante a convenção da Rede, o presidente da Câmara, Rodrigo Caldeira (Rede), que capitaneou o grupo de oposição e venceu a eleição da Mesa Diretora, esteve presente ao evento e inclusive compôs a mesa junto ao prefeito. Nos bastidores comenta-se que há um movimento de reaproximação entre Caldeira e Audifax, visando dar fluidez aos projetos do Executivo na Câmara. O problema é que o que está feito, está feito. O grupo que Rodrigo comandou tomou conta das principais comissões internas da Câmara, e vereadores de oposição orgânica, como Ailton Rodrigues (PSC), Nacib Haddad (PDT) e Aécio Leite (PT), seguem sentados nos postos chaves. De lá para cá foi estabelecido uma espécie de boicote branco aos projetos de Audifax, e desde então, já se soma 47 dias sem que a Mesa Diretora paute PL’s do Executivo. A turma da cozinha de Audifax entende como necessário essa reaproximação, mas Caldeira segue sendo visto com muita desconfiança.   

Cutucando Sérgio

Durante evento de inauguração da Praça de Vista da Serra I na sexta-feira passada (27), Audifax discursou sobre a necessidade do eleitor “votar em políticos com ficha limpa”, e distribuiu uma cartilha feita por uma instituição nacional com orientações para o eleitor antes de ir às urnas, buscar e pesquisar o nome dos candidatos que tem entraves na Justiça. Sem citar nomes, Audifax referia-se claramente ao adversário Sérgio Vidigal (PDT), já condenado em 1º instância por nepotismo e que responde a alguns outros processos.

Paulo, o espertalhão

O mercado político aguarda a decisão do governador Paulo Hartung (MDB) sobre a participação da inauguração da Rede Cuidar em Guaçuí. Caso o governador decida ir, Hartung fica virtualmente inelegível, já que a legislação eleitoral veda esse tipo de ação para quem será candidato na eleição de 2018. Aliados de Hartung afirmam que ele não vai, assim como ele não foi à abertura de uma exposição na última terça-feira (31). É aguardar para ver…

Tá bom não

Na semana passada o Tempo Novo publicou no site uma enquete com a pergunta: “Como você avalia este terceiro mandato do governador Paulo Hartung?”. Ao todo foram 409 votantes dos quais 57% optaram pelo ‘não’; 28% votaram no ‘sim’ e os outros 15% registraram como ‘regular’.

O ruim ficou pior

Durante essa semana o Hospital Infantil de Vila Velha, o Himaba, paralisou sua área de ortopedia por falta de pagamento aos médicos. Fato que gerou filas enormes e muita reclamação de pais de crianças que precisam de atendimento. Não é de hoje que o Himaba vem sofrendo com sérios problemas. Em maio desse ano o SindSaúde denunciou a morte de quase 30 bebês em 3 meses na UTIN do Himaba. É bom lembrar para todos os serranos, que o Himaba é o mesmo hospital onde o Governo do Estado transferiu em 08 de dezembro de 2016 (no dia do aniversário da Serra) todos os 26 leitos da UTIN do Dório Silva. Medida que na época causou repercussão negativa, pelo fato do Dório até então ser referência em partos de alto risco e a Serra ter uma demanda enorme. Está ai o resultado, o Himaba funciona mal e o Dório perdeu sua UTIN referencial estadual.

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Coluna Palanque 

Amarelou, mas aterroriza

Amaro Neto (PRB) desistiu de ser candidato a senador e agora vai disputar uma das 10 vagas para deputado federal. Mesmo com certo distanciamento político da Serra, a decisão de Amaro pode ter forte reflexo eleitoral do município. Isso porque da primeira vez que disputou uma eleição em 2014, para deputado estadual, Amaro foi o 3º mais votado, alcançando 11.416, ficando atrás de Nacib Haddad (14.463) e de Bruno Lamas (15.763), duas lideranças políticas com mais de duas décadas de trabalho na cidade. Isso dá credencial para crer que ele é igualmente competitivo na Serra para uma eleição de deputado federal, além de ele transitar muito bem no eleitorado evangélico e de renda mais baixa, que é numeroso na cidade. Com isso, deve dificultar a vida de outros candidatos que contam com os votos no município, como Guto Lorenzoni (Rede), Carlos Manato (PSL), Givaldo Vieira (PT). Ainda mais com Vidigal na disputa, que é cotado para abocanhar entre 80-100 mil votos na Serra.      

Com aliados assim…

Além disso, mais dois candidatos a deputado federal devem ser confirmados nos próximos dias. Trata-se de Miguel da Policlínica pelo PTC e Márcia Lamas pelo PSB. Ambos são aliados de Audifax, mas podem dificultar os planos da Rede de eleger um deputado federal, já que vão dividir o mesmo eleitorado. É o chamado fogo amigo. No caso de Márcia, alguns aliados do prefeito interpretam como uma forma de pressionar apoio à candidatura de Bruno Lamas em detrimento da retirada da candidatura de Márcia. Já Miguel é uma determinação do partido em Brasília, inclusive haveria a promessa de aporte de capital para sustentar a campanha.

Me dá licença

Falando em Guto Lorenzoni, ele e o vereador Alexandre Xambinho (Rede) protocolaram requerimento junto à Procuradoria da Câmara da Serra para “ver como é o procedimento de licença temporária”. Os dois vereadores tem a intenção de se afastar durante o período eleitoral para se dedicar às campanhas. Guto é candidato a deputado federal e Xambinho à estadual. Se ocorrer, quem deve assumir as vagas são os suplentes Ericson Duarte (Rede) e Saulo Brum (PP), respectivamente. De acordo com o Regimento Interno da Câmara, a licença superior a 30 dias e inferior a 180 dias pode ser solicitada, para fins particulares.

Cheiro de esgoto

Na última terça-feira (24) o Conselho de Meio Ambiente da Serra, o Condemas, anistiou duas multas que somam R$ 220 mil da concessionária de saneamento Serra Ambiental. Ambas as multas foram por suposto crime ambiental por jogar esgoto in natura em córregos, sendo um deles o Dr. Robson, que desagua na lagoa Juara. Apesar da JAR (Junta de Avaliação de Recursos) ter se manifestado favorável a manutenção das multas, os conselheiros do Condemas optaram pelo cancelamento das mesmas. Há alguns meses a Serra Ambiental contratou a ex-secretária de meio ambiente da Serra e ex-diretora do IEMA, Andréia Carvalho, para advogar em favor da empresa e é ela que tem respondido pela empresa nas sessões do Condemas, da qual ela já presidiu.

Muito cheiro de esgoto
Conselheiros incomodados com o fato têm relatado que desde então já foram aliviados mais de R$ 500 mil em multas, e ainda tem cerca de 40 processos de infração da Serra Ambiental para entrar nas pautas de votação do Conselho. Tais conselheiros alertam pela incoerência do resultado dessas votações, lembrando que em abril desse ano, o mesmo conselho votou pela manutenção de 6 multas da empresa, que totalizaram R$ 360 mil. Todas elas por jogar esgoto in natura na rede pluvial, tal como as citadas acima. Inclusive uma delas, no valor individual de R$ 120 mil, o esgoto também foi para o córrego Dr. Robson. E eles se perguntam: “o que mudou desde então?”.   

Socializando a renda
Um Projeto de Lei promete criar polêmica na Serra. Trata-se do PL 43/2018, já votado e aprovado pelos vereadores que pretende proibir o município de contratar policias militares da reserva através de convênio para atuarem nas repartições públicas municipais. O proponente é o vereador Nacib Haddad (PDT) que justifica: “o policial reformado recebe um salário. Com as contratações deles, o município está tirando a oportunidade de vigilantes que são capacitados para essa função e aumentando o desemprego”, argumenta o vereador. Quem não gostou nada disso é a Associação de Cabos e Soldados do ES. Segundo o presidente Noé da Mata, “o Governo não possibilita que o salário dê conforto e amparo ao policial, que acaba atendendo ao chamado da prefeitura para vigiar locais públicos, e é um policial altamente qualificado”.   

Mortos descartáveis
Essa semana a prefeitura lançou edital de exumação de despojos mortais de 542 pessoas sepultadas em três cemitérios públicos da Serra, nos meses de julho, agosto, setembro, outubro, novembro e dezembro de 2014. As covas foram constituídas por concessão temporária pelo prazo de 4 anos, e os cemitérios são o de Carapina, Nova Almeida e São Domingos. Os familiares precisam ficar atentos, pois terão um prazo máximo de 30 dias para comparecerem aos Cemitérios e manifestarem-se a respeito da exumação. Caso nenhum responsável apareça, as sepulturas serão abertas e os restos mortais ficarão 1 ano no ossuário do próprio cemitério. Findo este prazo, sem que os interessados promovam qualquer diligência, a Prefeitura vai considerar abandonadas e as ossadas incineradas.

Avião para vereador

Após anunciar que herdou uma dívida de R$ 700 mil e que precisaria encerrar alguns contratos que considerou superfaturados, o presidente da Câmara da Serra, Rodrigo Caldeira (Rede) deu início às licitações para contratar serviços de passagens aéreas para os vereadores. Segundo informações do Diário Oficial, o contrato tem como objeto o serviço de “passagens aéreas de todas as companhias de transporte aéreo, incluindo reserva, emissão, transferência, marcação/remarcação e reembolso de bilhetes de passagens aéreas nacionais, visando atender às necessidades de transporte de servidores”. Entre o discurso e a prática…

Palanque

Xambinho queridinho da Rede

Na última quarta-feira (25) em Barcelona, o vereador da Serra Alexandre Xambinho lançou sua pré-candidatura a deputado estadual pela Rede Sustentabilidade. Estiveram presentes ao evento: o prefeito da Serra, Audifax Barcelos, os vereadores Guto Lorenzoni, Fábio Duarte, Robinho Gari, Geraldinho PC, e o suplente Ericson Duarte. Ao todo cerca de 600 pessoas compareceram ao local. Xambinho deve ser o principal nome do partido na Serra, e durante o pronunciamento ao microfone, Audifax falou da importância de eleger deputados redista na Serra e revelou que em 2020 pretender ser candidato a governador e que a eleição de deputados estadual e federal iriam dar “sustentação” pra ele no projeto de governador.

Ciro mandou

Quem está afiado é o deputado estadual Bruno Lamas (PSB). Perguntado pela reportagem do Tempo Novo através do What’sApp, sobre os arranjos partidários do PSB, Lamas disse que a aliança com o “PDT, PSDB e DEM, ainda está em análise, em vista conjuntura nacional” e no caso específico do PDT de Sérgio Vidigal, Bruno Lamas disparou: “PDT só vem porque Ciro mandou e porque PH arregou”. E perguntado se seria possível ele e o desafeto Vandinho Leite subir no mesmo palanque, Lamas frisou: “Quem tem que vir são eles…. nós estamos preparados para sair até sozinhos” e que pelo PSDB “quem está forçando a barra para vir é senador Ferraço”… o dedo do deputado parece estar bastante amolado…  

​Expert do despiste

Essa semana foi marcada por indecisões a respeito dos planos eleitorais do governador Paulo Hartung (MDB). Nesse vai e vem de Hartung sobre ser candidato ou não, a princípio ele manteve a coerência do que havia anunciado na semana passada e reconfirmou que não disputará a eleição. Curioso é que mesmo anunciando (novamente) que não será candidato, Hartung segue respeitando a cartilha do calendário eleitoral de não dar ordem de serviço ou participar de inaugurações desde o dia 07 de julho, duas das coisas que poderiam tirá-lo legalmente da disputa.

O bônus de Manato

Uma grande liderança política da Serra encomendou uma pesquisa eleitoral para deputado federal e estadual na Serra. Parte da pesquisa vazou e segundo consta, a surpresa teria sido o expressivo aumento nas intenções de votos para o deputado federal Carlos Manato, filiado ao PSL, partido do presidenciável Jair Bolsonaro.

Acorda Presidente

Essa semana a Câmara da Serra aprovou um projeto de lei de autoria do presidente Rodrigo Caldeira (Rede), que obriga a fixação do número de telefone do Conselho Tutelar em bares, hotéis, motéis, restaurantes e estabelecimentos correlacionados. O objetivo, segundo Caldeira, é “combater a exploração e a violência na infância e na adolescência no Município de Serra”. Alguém avisa o presidente que desde a terça-feira retrasada (10), as quatro unidades do Conselho Tutelar da Serra estão fechadas devido à violência. Os conselheiros relatam que estão sofrendo ameaças e temem pela própria segurança, estão atendendo apenas aos casos de emergência. É para rir ou chorar, Caldeira?

 Prioridades de Caldeira

E detalhe, esse projeto de lei inócuo foi protocolado no dia 07 de junho, e colocado para votação na última segunda-feira (16/07), pouco mais de um mês de tramitação apenas. Que privilégio. Enquanto isso toda a agenda administrativa do Município na Câmara, segue paralisada, já que os projetos de autoria do Poder Executivo parecem não ser a prioridade da Mesa Diretora. Desde o dia 20 do mês passada não é sequer pautado um PL vindo da Prefeitura. Vale tudo por conta de divergências políticas? Na Serra parece que sim.

 Dói no bolso da Serra

E para completar a obra, nessa semana os vereadores entraram de recesso parlamentar e só voltarão a trabalhar no dia 01 de agosto. Até lá já se vão 42 dias sem que a Câmara vote um projeto do Poder Executivo. Isso tudo com dinheiro público ainda… Em tempo: A folha salarial dos vereadores custa à população R$ 130 mil/mês, se somados a folha de pessoal efetivo e comissionado, chega ao montante mensal de quase RS 1 milhão.

 Boicote Branco

Na semana passada o prefeito Audifax Barcelos (Rede) convidou Rodrigo Caldeira para um encontro na sede da prefeitura. O objetivo era estabelecer uma relação administrativa com os vereadores de oposição que tomaram o controle da Câmara. Mas ao que tudo indica, não houve consenso entre as partes e o Legislativo Municipal deve seguir com o “boicote branco” aos projetos do Executivo.

 Será que chega a 18?

Essa semana mais um pedido de vista adiou pela 13º vez o julgamento do deputado federal Sérgio Vidigal (PDT). Ele é acusado de nepotismo e se for condenado por até ficar inelegível, já que o processo corre em 2º instância. A nova data para os desembargadores da 3º Câmara Cível apreciarem o processo será na próxima terça-feira, dia 24 de julho.

Agenda vazia

Antes de anunciar que não iria ser candidato a reeleição, o governador Paulo Hartung (MDB) mantinha agendas de norte a sul do ES, em alguns dias inclusive ele chegou a se deslocar de município no extremo norte a município quase na divisa com o Rio. Agendas em horários apertados e tudo cronometrado para conseguir visitar a maior quantidade de locais possíveis. Já nessa semana, no rescaldo no anúncio da não reeleição,  a agenda do governador foi bem tranquila, pelo menos aquelas públicas que são divulgadas à imprensa. Na segunda (16) não foi divulgado compromisso público. Na terça (17) e na quarta (18) foi divulgado apenas um e por curiosidade, iguais: Assinatura do Termo de Regulamentação sobre Substâncias Entorpecentes e Armas de Fogo entre SESP, Polícia Civil/Corregedoria e Tribunal de Justiça. E na quinta foi divulgada apenas uma agenda de coletiva de impressa para tratar da nova etapa do tratamento médico do Governador. Desanimou governador?

Palanque

Agora tomo mundo quer

Em ritmo de pré-campanha, na próxima segunda-feira (23) o ex-governador Renato Casagrande (PSB) estará no Cerimonial João Saytur em Jacaraípe, às 19h para o encontro “Conversa de Futuro”. O evento deve contar com a presença de muitas lideranças políticas, ainda mais depois da publicação de novas pesquisas eleitorais que dão vitória à Casagrande no 1º turno das eleições.

Os dilemas de Vidigal

É grande a expectativa de qual será o rumo do deputado Sérgio Vidigal (PTD) nessa eleição. São fortes os rumores de que ele será candidato a deputado estadual para ficar fisicamente mais próximo da Serra com objetivo de voltar a ser prefeito do município; mas há também quem aposta que ele tentará a reeleição de federal já que o PDT Nacional precisa aumentar a bancada em Brasília. Além do mais, também não está descartada a hipótese de vir a ser vice de Renato Casagrande ao Governo do Estado. Vidigal ainda trás na garupa a esposa Sueli que pode ser candidata a federal ou estadual ou a nada, dependendo das costuras.

Soldado abatido

Quem fica na torcida para não ter seus planos atrapalhados é o vereador Nacib Haddad, que quer disputar uma cadeira na Assembleia, pelo PDT, mas tem consciência de que não dá para bater de frente com a família Vidigal.

Silas vs Lamas

A relação da família Lamas com o pré-candidato a deputado estadual, Silas Maza, já não era boa e piorou muito depois que João Manoel trocou o PSB, onde militou por mais de 20 anos pelo PTC, partido pelo qual Silas disputará a eleição. Humberto Ayres, pai de Bruno Lamas (PSB), é um dos que mais vem criticando a mudança e em conversas com aliados, não tem perdoado Maza pela saída de João Manoel das fileiras socialistas. Maza por sua vez, ressalta a velha amizade com João Manoel para justificar a decisão do amigo. João Manoel é um comerciante antigo e influente na região de Jardim Limoeiro, chegou inclusive a presidir o PSB-Serra. Ele argumenta que até hoje não teve uma oportunidade real de ajudar Silas em uma campanha eleitoral. Essa rivalidade ainda vai longe.

 

Legislativo barra Executivo

Tem praticamente um mês que a Mesa Diretora da Câmara da Serra não pauta nenhum projeto de lei de autoria do Poder Executivo. Isso porque, pelo menos até a próxima sessão ordinária na segunda-feira (dia 16) serão 25 dias sem projetos do Executivo na pauta. De lá pra cá já ocorreram cinco sessões ordinárias e uma extraordinária. Em grande maioria a Mesa tem pautado apenas projetos de autoria de vereadores pertencentes ao grupo de oposição, capitaneado pelo presidente Rodrigo Caldeira (Rede) e que venceu a eleição interna da Câmara no início de junho. Em tempo: a sessão da última segunda-feira (09) durou 9 minutos. Isso que é vontade de trabalhar…

 Nas barbas do Tribunal

No próximo dia 17 está marcado o julgamento do processo que pode deixar o deputado Sérgio Vidigal (PDT) inelegível. O deputado já foi condenado em 1º instância e o processo está correndo na 3º Câmara Cível do Tribunal de Justiça. A acusação que pesa sobre Vidigal é por suposta prática de nepotismo no período de seu terceiro mandato à frente da Prefeitura da Serra (2009-2012), por ter nomeado a irmã em cargo de comissão. Desde o dia 10 de abril os desembargadores estão aptos para apreciar o processo de Vidigal, mas de lá pra cá já se contabilizam 12 adiamentos de votação, a maioria por pedido de vista no processo. Já Vidigal credita as denúncias à motivação política e acredita que será absolvido.

 Igual nuvem

Na última quinta-feira (12) o governador Paulo Hartung (MDB) recebeu no Palácio Anchieta vários prefeitos capixabas. O convite foi dado a todos os chefes de Executivo Municipal e comparecerem ao encontro 66 prefeitos, incluindo Max Filho (PSDB) de Vila Velha e Juninho de Cariacica (PPS). Segundo a assessoria do Palácio Anchieta, a pauta do encontro foi conversar sobre o “futuro de Hartung na vida pública e reafirmar que não será candidato à reeleição”, na ocasião Hartung teria afirmado que não houve pedido de apoio para o grupo governista que vem tentando articular um candidato a governador. Entre os prefeitos faltosos estava o da Serra, Audifax Barcelos (Rede). Lembrando que antes do governador anunciar que não seria candidato a reeleição no início da semana, Audifax e Hartung vinham ‘namorando’ uma aproximação política, inclusive a Serra era uma das cidades mais contempladas por PH em agendas administrativas, sempre na presença de Audifax. Política é igual nuvem…

 Dinheiro no bolso

A Secretaria de Comunicação da Serra confirmou que já está na conta bancária do Município a primeira parcela do empréstimo junto a Caixa Econômica Federal. A liberação dos recursos será em 4 desembolsos semestrais. O primeiro foi de R$ 13.685.000,00; o segundo será de R$ 21.671.000,00; o terceiro será de R$ 42.135.000,00; já o quarto desembolso será de R$ 22.509.000,00. As agendas de ordens de serviço estão a todo vapor e na última segunda-feira (09) foi realizado um evento simbólico de assinatura do contrato com a presença de lideranças comunitárias e políticas, incluindo a senadora Rose de Feitas (Podemos).

PALANQUE

 Vidigal com Casagrande

Nessa sexta-feira (13) está marcada uma reunião entre Vidigal e o ex-governador Renato Casagrande (PSB). O horário e o local não foram divulgados, mas a agenda foi confirmada pelo deputado estadual Bruno Lamas (PSB). A pauta não podia ser outra, um alinhamento eleitoral entre PDT e PSB para o pleito de outubro. Segundo fontes ligadas á Vidigal, a agenda já estava marcada antes do anúncio de que o governador Paulo Hartung (MDB) não tentaria a reeleição. O pedido da agenda veio direto do presidente nacional do PDT, Carlos Lupi.

 Barganhando o passe

O senador Magno Malta (PR) diz que é muito amigo do deputado e presidenciável Jair Bolsonaro (PSL). Posa para fotos, faz vídeos, utiliza as mesmas frases de efeito, mas objetivamente, essa semana o senador oficializou a rejeição de compor a vice na chapa de Bolsonaro.  Já no âmbito local, o PR e o PSL estão longe de ser aliados. Magno descarta coligar seu partido com o PSL que tem o pré-candidato a governador Coronel Foresti. Inclusive o senador ‘pop star’ está nas contas partidárias tanto do ex-governador Renato Casagrande, como do grupo governista que articula uma candidatura a governo. Entre as moedas de troca de Magno está a viabilização de uma chapa que contemple sua mulher, a cantora gospel Lauriete Rodrigues, pré-candidata a deputada federal. Já dizia o ditado, amigos, amigos, negócios a parte.

 A solidão de Rose

Membros do grupo governista relatam que a senadora Rose de Freitas (Podemos) está ligando “freneticamente” para eles atrás de agendas visando um alinhamento eleitoral. Mas o grupo vem relutando e prefere colocar na mesa um possível apoio de segundo turno. Rose está isolada no campo partidário e precisa de um palanque para chamar de seu, e o grupo vem se perguntando, o que a senadora tem a oferecer? Além do mais, os governistas acreditam que se houver união entre eles e Rose, a possibilidade de haver segundo turno se torna remota.

 Enquete presidencial

Essa semana o Tempo Novo publicou enquete no site com a pergunta: ‘Você vai votar em quem para presidente?’. Até à tarde da última quinta-feira (12) foram 148 votantes, dos quais 42% optaram por Jair Bolsonaro (PSL). O ex-presidente Lula (PT) é o 2º colocado com 31%, depois a opção ‘outro’ com 11%; Ciro Gomes (PDT) 7%; Marina Silva (Rede) 6% e Geraldo Alckmin 3%. Lembrando que a partir do dia 20 de julho a Justiça Eleitoral veda a realização de enquetes relacionadas ao processo eleitoral.

Paulo, o grande

Durante esse 3° mandato do governador Paulo Hartung (MDB), houve grandes especulações (principalmente entre seus apoiadores) dando conta de que Hartung vinha pavimentando um caminho rumo à presidência da República. O governador capixaba foi cotado como vice de várias personalidades, entre eles João Dória (PSDB) e Luciano Huck. Na ocasião chovia notas em jornais de envergadura nacional, e chegou a se especular o nome de Hartung como candidato a Governador do Rio de Janeiro.

Paulo, o nanico

Mas de volta a realidade, PH deve ser candidato à reeleição e enfrenta gargalos que até agora não deu sinal de resolução e que mostram o nanismo capixaba frente à Federação, como o mais recente anúncio do Governo Temer de que a ferrovia que ligaria Presidente Kennedy ao Complexo de Tubarão deve ser levada para o Centro Oeste brasileiro. Isso sem contar a não duplicação da BR-101 ou a inauguração de um aeroporto inacabado.  Fora a lama no rio Doce. Está difícil ser capixaba…

Desse modelo…

Durante a inauguração da Escola Viva em Novo Horizonte na última terça-feira (03), o governador Paulo Hartung anunciou que a escola Aristóbulo Barbosa Leão será a nova Escola Viva do Estado e que em setembro será aberta a licitação. O prédio atual deve ser demolido até o próximo mês. Mas será que é para comemorar? Iniciada desde 2012, a obra está parada desde 2014, e consumiu cerca de R$ 6 milhões, além do mais já foram gastos R$ 4 milhões de aluguel com o prédio na Norte Sul para funcionamento provisório do ABL. Isso porque em 2012, a obra de reforma da escola estava orçada em R$ 9,5 milhões. 

Rotativo com seguro

Tramita na Câmara da Serra um projeto de lei que quer obrigar a empresa Serttel, responsável pelo estacionamento rotativo da Serra, a contratar apólice de seguro contra furtos, roubos e danificações de veículos na área de abrangência do rotativo. O Projeto de Lei de nº 103/2018 é de autoria de Roberto Catirica (PHS), que diz que a escolha da seguradora seria feita por meio de concorrência pública e que os custos ficariam a cargo da Serttel.

Entrou mudo saiu calado

Falando em Roberto Catirica, na última quarta-feira (04) em solenidade de ordem de serviço para recapeamento e pavimentação em Gaivotas, região de Nova Almeida, o prefeito Audifax (Rede) deu o microfone para a vereadora Cleusa Paixão (PMN), parlamentar que divide esse reduto com Catirica. Acontece que Roberto, um dos articuladores da oposição, também esperava uma oportunidade de falar ao microfone, fato que não ocorreu, e se sentindo desprestigiado foi embora cuspindo marimbondo antes do fim do evento.  

Meu pó preto é nobre

Como atrativo para futuros compradores, o novo empreendimento da MRV, em Morada de Laranjeiras, traz nos banners o nome Morada de Camburi, uma homenagem à região de Vitória. Coincidência ou não, o bairro Morada de Laranjeiras está entre os que mais sofrem com a chegada do pó preto vindo do Complexo de Tubarão, assim como os bairros da capital da região da praia de Camburi. Na Serra, basta o vento sul chegar para trazer os ‘ares’ da capital.

Palanque

Não posso falar

Aliados do governador Paulo Hartung (MDB) estão incomodados com a demora dele em oficializar suas intenções de disputar a reeleição. Enquanto seus principais concorrentes, o ex-governador Renato Casagrande (PSB) e a senadora Rose de Freitas (Podemos), já o fizeram, Hartung segue escondendo jogo. Um dos que vem incomodado com isso é o ex-prefeito da Serra e atual deputado federal Sérgio Vidigal (PDT). Pressionado pelo diretório nacional do partido, que quer uma dobradinha PSB/PDT no ES, Vidigal não consegue amarrar uma aliança com Hartung exatamente por esse ainda não ter oficializado a candidatura o que enfraquece os argumentos de Vidigal em Brasília. E aí PH?

Tô fora

O ex-governador Casagrande e o prefeito da Serra, Audifax Barcelos (Rede) realmente não estão falando a mesma língua. Na última quinta-feira (05) Casagrande esteve na Serra-Sede para um evento de pré-campanha chamado “Conversa de Futuro, o Estado que a Gente Quer” onde reuniu a militância do PSB, apoiadores e populares. No mesmo horário o prefeito Audifax Barcelos carregando muitas lideranças políticas da Serra, esteve em Jacaraípe na ordem de serviço para a construção do Complexo Esportivo Riviera. Para além das agendas que não batem há tempos, Audifax e Casagrande se distanciaram politicamente, e aliados de ambos relatam que eles têm conversado apenas através de terceiros.  

Sumido, sumido

Algumas lideranças políticas tem se perguntado se o professor Roberto Carlos (Rede) vai ser mesmo candidato a deputado estadual, ninguém tem visto ou ouvido falar de seus movimentos pré-eleitorais na Serra… Lembrando que a Rede tem a intenção de eleger de 2 a 3 estaduais, e conta como nomes como o atual deputado Marcos Bruno, o vereador da Serra Alexandre Xambinho, o presidente da Câmara de Aracruz Alcântara Filho e mais 30 nomes estabelecidos de norte a sul do Estado.

Mostrando serviço

Além da Serra o deputado Jamir Malini (PP) vem diversificando seus redutos eleitorais e promete vir forte para a eleição. Malini é um dos deputados mais próximos do prefeito Audifax, além de ser um dos articuladores do Palácio Anchieta na Assembleia Legislativa. Com isso, ele ganhou muito espaço dentro do grupo do governador Paulo Hartung, o que tem facilitado à entrada em outros municípios. Essa semana, após PH assinar a ordem de operação da 1º linha do Transcol em Timbuí, Malini que foi um dos articuladores, fez questão de embarcar na primeira viajem do ônibus, que fez o trajeto Terminal de Laranjeiras-Timbuí. Já na quarta (04), o deputado esteve em Laranja da Terra onde participou da assinatura da ordem de serviço para cobertura de sinal de celular e internet 3G.

 

 

Pode isso, Caldeira?

Na próxima semana, a Câmara da Serra vai completar um mês sem votar nenhum projeto de lei (PL) de autoria de vereadores governistas. Desde a sessão do dia 6 de junho, a Câmara é pautada apenas por projetos daqueles parlamentares que elegeram o atual presidente Rodrigo Caldeira (Rede), na eleição do dia 2 de junho. Em levantamento do Tempo Novo, foram 17 projetos, dos quais 3 são de autoria do Poder Executivo e 14 de vereadores do grupo de Caldeira. O parlamentar que mais teve projetos apreciados foi Pastor Ailton (PSC), com a incrível marca de 5 projetos, em menos de um mês. Depois de Aílton, vêm Stefano Andrade (PHS), Adriano Galinhão (PTC) e o 1º secretário da Mesa, Roberto Catirica (PHS), cada um com dois projetos, já Cleusa Paixão (PMN), Caldeira e Nacib Haddad (PDT), vêm com um cada. Parece ser essa a regra da Mesa Diretora, quem não votou neles não tem ‘direito’ de ter seus projetos apreciados. Pode isso, Arnaldo?

Contratos na mira

Falando na Câmara, o presidente Rodrigo Caldeira quer dar uma mexida em alguns contratos. O primeiro na mira é o contrato com a empresa Mundial Serviços de Vigilância e Segurança, responsável pelo sistema de vídeo monitoramento e segurança patrimonial da Câmara. Desde quando assumiu a presidência, em março, após o afastamento de Neidia Maura (PSD), Caldeira não fez nenhum pagamento à empresa, que tem contrato de cerca de R$ 120 mil por mês. Segundo fontes internas da Câmara, Rodrigo estaria “descontente com o contrato e com a empresa”. Alguns vereadores se perguntam também se Caldeira irá mexer nos contratos da Himalaia que entre outras, presta o serviço de ar condicionado na Câmara, e das empresas Servinorte e Servibras, que prestam serviço de jardinagem, limpeza e conservação da Câmara. Somados esses contratos, dão mais de R$ 7 milhões por ano.  

Foro meia boca

O ministro do STF, Dias Toffoli, enviou para a 1º instância da Justiça Eleitoral o processo em que o deputado federal Sérgio Vidigal, e a esposa, Sueli Vidigal (ambos PDT) são acusados de supostamente usar recursos desviados da Prefeitura da Serra para irrigar a campanha de Sueli para a Câmara Federal em 2010. O envio para a 1º instância segue a orientação da Justiça após decisão de restringir o foro privilegiado de políticos. A Justiça entendeu que o caso não tem correlação com o atual mandato de deputado federal ocupado por Vidigal, que em 2010 era prefeito da Serra, e por isso poderia correr nas instâncias inferiores. Com isso, é possível que o processo contra Vidigal tramite mais rápido no âmbito da Justiça, que agora passa a correr na 26º Zona Eleitoral do ES.

Correndo a sacolinha

Após o empréstimo de R$ 188 milhões para investimentos na segurança pública, essa semana o Governo do Estado conseguiu autorização da Assembleia Legislativa para nova operação de crédito, desta vez no valor de R$ 37.8 milhões junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento para financiar o Projeto de Modernização da Gestão Fiscal do Espírito Santo (Profisco II ES). Na votação, apenas o deputado Sérgio Majeski (PSB) votou contra.

Palanque

Matemática do poder

A menos de um mês para início do período de convenções que deve dar o tom para as coligações partidárias, as siglas já fazem as contas para ver as melhores alianças. Entre os números-chaves para o sucesso nas urnas está o ponto de corte para as vagas de deputado estadual e federal. Ainda existe muita incerteza sobre eles, já que são esperadas muitas ausências e votos nulos e brancos. Mas as contas têm partido das seguintes configurações: Com 2.754.728 eleitores capixabas, as siglas esperam entre 1.6 milhão a 1.7 milhão de votos válidos. Com isso, as legendas precisariam de 55-60 mil votos para conseguir uma vaga na Assembleia Legislativa e 160-170 mil votos para a Câmara Federal. São essas contas que vão nortear as alianças.

Entre Guto e Bruno

Do mesmo lado político na Serra, o vereador e pré-candidato a deputado federal Guto Lorenzoni (Rede) e o deputado estadual, pré-candidato a reeleição, Bruno Lamas (PSB), estão entrando em choque nos bastidores. Isso porque Guto tem atuado como cabo eleitoral de Alexandre Xambinho (Rede), que deve disputar uma vaga de deputado estadual, e Guto vem tentando ‘pegar’ lideranças e apoiadores de Bruno para ‘engordar’ a campanha de Xambinho. Na semana passada, durante um evento político, Bruno chegou a dizer no microfone para Guto “parar de fazer investidas contra seus apoiadores”, causando forte constrangimento. Guto e Bruno já não se batem a algum tempo, desde que o prefeito Audifax elegeu Guto como sua prioridade em seu grupo político.

Maza ficando massa

Outro que tem ganhado espaço dentro do grupo político do prefeito é Silas Maza (PTC). Silas é pré-candidato a deputado federal, e um dos poucos que orbita ao mesmo tempo os núcleos de Audifax e do governador Paulo Hartung (MDB). Essa semana Silas conseguiu trazer lideranças expressivas para seu time. Trata-se de João Manoel, filiado histórico do PSB que assinou a ficha do PTC e deve deixar Bruno Lamas e apoiar Silas. Outro foi o ex-presidente da Câmara Adir Paiva, que também se filiou o PTC. Este último é visto como uma movimentação com o DNA de Audifax. Alguns apostam que Audifax investe em Silas para em caso de vitória nas urnas de Paulo Hartung, Silas ser um elo de ligação entre PH e Audifax.

Escriturando a urna

No último sábado a Prefeitura da Serra entregou 400 escrituras em Jardim Carapina. As lideranças políticas compareceram em peso ao evento e foi uma verdadeira festa. Esteve presente também o governador Paulo Hartung (MDB), já que a área onde os imóveis estão localizados foi dada ao município pelo Estado em 2015. O prefeito Audifax Barcelos (Rede) e Hartung pareciam carne e unha, muitos elogios mútuos, e em sua fala Audifax disse que os documentos, que custam R$ 8 mil por unidade, foram entregues gratuitamente para os moradores beneficiados.

Fui eu, fui eu

Já na Câmara, na sessão da última segunda (18), foi uma guerra pela paternidade das escrituras. Enquanto a base fazia discursos em favor do prefeito, a oposição desmerecia e dizia que o verdadeiro “pai dessa criança” era o governador Paulo Hartung. O vereador Aécio Leite (PT), foi ainda mais longe, segundo ele, os responsáveis pelas entregas das escrituras foram os ex-presidentes Lula e Dilma.  Como já dizia o ditado: todo mundo puxando a brasa para sua sardinha.

Inquilino vira folha

O vereador Geraldinho Feu Rosa, do PSB, mesmo partido do ex-governador Renato Casagrande, sem qualquer cerimônia anunciou na última sessão de segunda (18): Vou caminhar com Hartung em Feu Rosa na eleição! E aí, PSB, dormindo com o inimigo?

Bateu na trave e saiu

O mês de junho parece não ter sido muito bom para Sandra Gomes (Rede). Ela tinha a expectativa de assumir o mandato do deputado afastado, Almir Viera (PRP), já que ela é a 2º suplente da chapa PRP-Pros da qual elegeu Almir. Acontece que a 1º suplente, Cláudia Lemos trocou o PRP pelo PRB, e haveria a incerteza jurídica que abria a possibilidade de outros suplentes assumirem. Porém, no início da semana a Assembleia decidiu empossar Cláudia o que frustrou Sandra. Outra possibilidade era Sandra reassumir a secretaria de Turismo, de onde se desincompatibilizou para disputar a eleição (desistiu em favor do filho), mas na última terça (19) foi publicado no diário oficial a pose definitiva do secretário Alessandre Motta. 

Coisas de mulher?

O vereador Fabão da Habitação (PSD) cometeu uma gafe essa semana. Ao se referir sobre a disputa política dele e do vereador Miguel da Policlínica (PTC), Fabão insinuou que fofocas e picuinhas são “coisas de mulher”. O pronunciamento pegou muito mal e causou revolta nas redes sociais. Para o Tempo Novo, Fabão se disse arrependido e pediu desculpas: “Aquilo não deveria ter acontecido e sinceramente reconheço que errei nesta questão”.

Magna malandragem

Dirigentes da AMO e da FAMS estão revoltados com um convite que vem circulando pelas redes sociais. A imagem deixa claro que as duas instituições estão convidando seus afiliados e delegados para comparecerem a uma reunião com o senador Magno Malta e a esposa Lauriete (ambos PR) em Caçaroca na próxima segunda-feira (25). Foi divulgada uma nota de repúdio assinada pelas duas instituições, dizendo que o referido evento não tem a participação do movimento popular da Serra, e que “serão tomadas todas as medidas judiciais contra os organizadores do evento” e que Magno Malta “infelizmente nunca foi a sede de Federação propor quaisquer medidas ou Lei que venham beneficiar as Associações de Moradores da Serra” e solicita a retirada “urgente das logomarcas da AMO e FAMS do cartaz do evento”. Nas redes sociais, alguns acusaram Magno de “oportunista”, ah vá, imagina…

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