# Casa é Grande, mas só cabe um – Bruno vs Vidigal pelo apoio do governador

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- Published: 2019-11-11T14:22:29-03:00
- Author: Gabriel Almeida

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vs-bruno-1024x602.jpg "Vidigal vs Bruno")

Bruna Lamas e Sérgio Vidigal disputam o apoio do governador Renato Casagrande. Foto:
Divulgação

O deputado federal Sérgio Vidigal (PDT) intensificou com força suas andanças na 
Serra. Toda semana, o PDT faz reuniões em bairros, em que Vidigal é a ‘estrela’ 
do show. Publicamente, ainda faz joguinho de esconde-esconde, mas nos bastidores
está escancarado para quem quiser ver: é candidatíssimo a prefeito da Serra.

Para atingir esse objetivo, Vidigal tem muitos adversários, mas o ex-prefeito sabe
quem ele tem que ‘atropelar’ no curto prazo: o deputado licenciado e secretário 
estadual Bruno Lamas (PSB).

O PSB é partido grande, vai ter recursos dos fundos Partidário e Eleitoral, têm 
militância de rua, tem movimento de juventude (segmento em que Vidigal é deficitário),
além de ser o partido que governa o Estado, por meio de Renato Casagrande, que se
resolver entrar de cabeça na eleição, pode emprestar todo o seu poder de influência
para mexer no tabuleiro.

Por isso, Vidigal quer tomar de assalto o PSB, mas esbarra na família Lamas, que
é um ‘problema’ para ele. Já se percebe um movimento de bastidor para ‘fritar’ Bruno,
do qual Vidigal é um dos patrocinadores, de acordo com burburinhos de bastidor.

Lideranças alinhadas com o ex-prefeito têm dito por aí que Bruno não será candidato
e que “a única solução” é abrir espaço na passarela para o PDT sambar. Ocorre que
Bruno Lamas não é bobo e já percebeu o movimento de Vidigal.

Tanto é que em recente entrevista concedida ao **TEMPO NOVO,** o secretário estadual
se posicionou vigorosamente e disparou: “A Serra está cansada de Vidigal”.

Bruno tem (pelo menos) duas cartas na manga: não tem rejeição alta – diferente de
Vidigal – e não têm histórico de problemas judiciais, que é um ‘tendão de Aquiles’
para o ex-prefeito. A disputa pré-eleitoral já começou com força, e tanto Bruno 
como Vidigal sabem que têm um ao outro como seus adversários de curto prazo; isso
visando o domínio de um polo político, o de Casagrande.
