# Coronavírus: “Câmara tem que reduzir salário de vereadores e devolver superávit”, defende Fábio Duarte

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- Published: 2020-06-26T08:29:07-03:00
- Author: Gabriel Almeida

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fabio tinoc")

O vereador Fábio Duarte disse que 2020 tem sido um ano desafiador. Foto: Divulgação

_Puxando para si o protagonismo no núcleo do prefeito Audifax Barcelos, o vereador
Fábio Duarte (ambos Rede) defende o retorno gradual nas atividades econômicas. Ele
elogia as ações de combate ao vírus realizadas pela prefeitura, e crava: “é nas 
crises que os verdadeiros líderes são testados”, se referindo a Audifax. Fábio elenca
os projetos de sua autoria e defende a redução de salário dos vereadores para destinar
recursos a saúde. Na política eleitoral, o vereador evita entrar em detalhes, mas
confirma que será candidato a prefeito._

**TN: Como avalia a gestão da Prefeitura da Serra em torno da crise do coronavírus?**
**
Fábio Duarte:** O ano de 2020 tem sido desafiador. Afirmo que estamos enfrentando
a maior crise global do século. O município da Serra tomou decisões acertadas e 
implantou medidas eficazes que estão contribuindo para retardar a expansão do novo
coronavírus. Foram adotadas estratégias variadas, tanto para ampliar o isolamento
e o distanciamento social, como para ampliar a atenção na área de saúde e assistência
social aos mais de 520 mil serranos e, em especial, às famílias mais carentes. Essas
ações surtiram efeito e não deixaram que a gente tivesse picos. A cidade está no
caminho certo! No entanto, ainda precisamos nos manter firmes no que temos dito 
à população para fazer, que é seguir as orientações e determinações da gestão e 
não colocar em risco o progresso que estamos fazendo. Precisamos estar unidos para
enfrentar um inimigo em comum e não deixar que a dúvida, o medo e irracionalidade
nos dividam.

**Em sua perspectiva, em quais ações a PMS acertou e errou no combate doença?**

Liderar é um desafio em qualquer contexto, mais ainda em tempos de crise e isolamento
global. O momento atual pede por ações rápidas e estratégicas e, diante de um cenário
instável, com providências nem sempre fáceis de serem decididas. São nesses momentos
de crise que a sociedade, as pessoas, os profissionais, as organizações e, principalmente,
as lideranças são testadas. Destaco importantes iniciativas do prefeito Audifax 
Barcelos no combate ao novo coronavírus, como a distribuição de 300 mil máscaras
e 750 mil kits de limpeza à população e a distribuição de 20 mil cestas básicas 
e, mais recentemente, o auxílio de R$ 300 reais a famílias carentes que não foram
contempladas por nenhum programa do Governo Federal. Novas medidas estão sendo desenvolvidas
diariamente para cuidar da população, e a gestão já tem trabalhado para reduzir 
os impactos da crise econômica e social na cidade no pós-pandemia. Parabenizo o 
prefeito Audifax por todas essas iniciativas.

**A Serra hoje lidera o ranking de casos e óbitos, o que também reflete o quantitativo
populacional, que é o maior. Seriam necessárias medidas mais restritivas para a 
cidade?**
 É importante esclarecermos que temos o maior número de casos absolutos,
porque temos a maior população. A taxa de letalidade também não é indicativo único
e isolado para acompanhamento da evolução da pandemia do novo coronavírus. O nosso
índice de recuperação, por exemplo, é maior do que o do Estado, perdendo apenas 
para a capital, que possui uma população significativamente menor que a da Serra.
O Brasil também é reconhecidamente um país com baixíssima quantidade de aplicação
de testes e, quanto menor o número de testes, maior a taxa de letalidade. A Serra,
especificamente, é reconhecida como de ‘bom a ótimo’ na eficácia dos seus exames.
Poucos dos nossos exames são descartados pelo laboratório estadual. Outro aspecto
importante também é que nossos óbitos se encontram na faixa etária naturalmente 
mais suscetível, ou seja, os idosos. Mais um indicativo de que nossos testes estão
sendo realizados dentro dos principais grupos de risco, que, além dos idosos, são
os pacientes com algum tipo de comorbidade. O esforço para preservar vidas é enorme,
e o momento pede união e trabalho em conjunto. Não podemos enxergar as mortes apenas
como números. São vidas e famílias inteiras que estão sendo enterradas. Devemos 
unir forças para derrotar, o mais rápido possível, esse vírus. Tenho fé que tudo
isso vai passar e contamos com a colaboração de toda a população para nesse momento,
se puder, ficar em casa.

**Qual sua opinião sobre o Lockdown? Acha que pode diminuir os números de infectados?**

Todas as medidas e ações que o poder público vem tomando tem o objetivo primeiro
de salvar vidas e contribuir para reduzir o número de infectados pela covid-19. 
Por isso, tudo o que contribua para isso é avaliado. Precisamos caminhar de forma
integrada com os demais municípios da região metropolitana e manter o diálogo com
o Estado em busca de medidas eficazes para a Serra e para o Espírito Santo. É importante
destacar que lockdown de forma isolada na região metropolitana não tem sentido e
não alcançaria o efeito desejado, já que as cidades são interligadas. Qualquer medida
tomada precisa ser feita em conjunto com o Governo do Estado e os demais municípios
da Grande Vitória. Precisamos continuar conscientizando a população sobre a importância
da higiene das mãos, do uso de máscaras e do distanciamento social. Segundo o inquérito
sorológico do Governo do Estado, estatisticamente, 5,14% da população capixaba já
teve contato com o coronavírus – o que representa 206.559 pessoas -, portanto, defendo
ser oportuno pensarmos e elaborarmos protocolos para o retorno à circulação, daqueles
já naturalmente imunizados. Em verdade, trata-se de uma doença pouco conhecida, 
entretanto, a racionalidade tem, sempre, que buscar vencer o medo e a desesperança.

**Como vereador, quais propostas você fez para combater os efeitos do coronavírus
na cidade?**
 Considero que é responsabilidade de todos entendermos que ambas as
instituições – prefeitura e Câmara – podem e devem trabalhar conjuntamente na busca
de alternativas eficazes para o combate ao novo coronavírus. A pandemia tem nos 
imposto um enorme desafio, principalmente, quanto ao remanejamento de recursos públicos
para combatê-la. É importante também que nos empenhemos nos efeitos que isso gera
na economia municipal. Dessa forma, posso destacar o Projeto de Lei nº 51/2020 que
autoriza o poder legislativo a devolver parte do superávit financeiro mensal resultante
de economia orçamentaria ao poder executivo e mais 30% do nosso subsídio (salário),
que resultaria em mais de 500 mil mensais, enquanto durar o estado de calamidade
pública da covid-19. A Câmara tem atuado com quantitativo de funcionários e expediente
consideravelmente reduzidos, o que permite que os gastos estimados mensais não sejam
alcançados e possam ser remanejados para setores públicos que carecem de recursos
para intensificar as ações no enfrentamento à pandemia. O projeto está tramitando
e, por ser uma medida de extrema necessidade para a população serrana, espero o 
apoio necessário para a aprovação.

**Essa semana foi marcada pela polêmica votação em torno de um PL que cria um auxílio
emergencial de R$ 500 na Serra. Qual sua avaliação em torno desse tema?**Preciso
esclarecer que o projeto dos R$ 500 votado na Câmara de Vereadores é um projeto 
inconstitucional por vício de iniciativa.

**A Prefeitura já se pronunciou dando sinais de ser a favor de adaptar temporariamente
o hospital materno infantil para ser um hospital de campanha contra o coronavírus.
Como você se posiciona?**
 Trabalhamos incansavelmente através de ações que abrangem
a conscientização da população e, na outra ponta, aumentando a capacidade e estrutura
da nossa rede hospitalar para melhor atender a população. A obra do Hospital Materno
Infantil é muito importante para a Serra e para todo o Espírito Santo e logo será
inaugurada. Com certeza será mais um reforço na luta contra essa pandemia provocada
pelo novo coronavírus. A proposta é absorver alguns leitos materno-infantil para
que o Hospital Jayme possa ficar exclusivamente com leitos para a Covid-19. É importante
destacar também a iniciativa da Prefeitura da Serra e do prefeito Audifax em direcionar
o atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Castelândia exclusivo para
tratamento dos pacientes da covid-19 ou com suspeita da doença.

**Complicado falar de eleição nesse momento, entretanto, o calendário segue o mesmo
e é um tema inevitável. Fábio Duarte será candidato a prefeito?**
 A Serra, pela
sua história com a Rede, não poderia deixar de ter um candidato a prefeito do município.
Sou pré-candidato à Prefeitura da Serra. Entretanto, no momento é hora de nos concentramos
e focarmos na luta contra essa pandemia provocada pelo novo coronavírus e em salvar
vidas.

**Quais projetos, resumidamente, têm para a cidade?**
 Vamos apresentar à população
um plano de governo que avance nas conquistas já realizadas pelo prefeito Audifax,
propondo uma cidade mais inteligente e sustentável, com uma gestão moderna e participativa,
alinhada com a responsabilidade e o equilíbrio fiscal para que a capacidade de investimento
e as melhorias para a população do município seja ampliada.
