# Bolsonaro faz live de despedida, critica ato terrorista e se diz perseguido no governo

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- Published: 2022-12-30T11:48:13-03:00
- Author: Gabriel Almeida

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Bolsonaro fez live criticando ato terrorista de bolsonarista e se despediu do cargo.
Crédito: Divulgação

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    MATHEUS TEIXEIRA
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Em uma live de despedida do cargo, o presidente Jair Bolsonaro (PL) condenou nesta
sexta-feira (30) a ação de seu apoiador que é suspeito de ato terrorista ao ter 
instalado uma bomba em um caminhão de combustíveis estacionado próximo ao Aeroporto
de Brasília na véspera do Natal.

“Nada justifica aqui em Brasília essa tentativa de ato terrorista no aeroporto de
Brasília. Nada justifica. Um elemento que foi pego, graças a Deus, com ideias que
não coadunam com nenhum cidadão. Agora massifica em cima do cara como bolsonarista
do tempo todo. É a maneira da imprensa tratar”, disse em live nesta sexta no Palácio
da Alvorada.

No mesmo pronunciamento, Bolsonaro repetiu o discurso de que teria sido perseguido
por imprensa e Judiciário ao longo de seus quatro anos de mandato.

O mandatário fez poucos pronunciamentos desde que perdeu as eleições. O primeiro
deles foi dois dias após as eleições, quando deu declaração à imprensa em que criticou
bloqueios nas estradas por seus aliados, mas falou que as manifestações eram fruto
de sentimento de indignação e injustiça com a eleição na qual foi derrotado pelo
petista Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

No dia seguinte, divulgou um vídeo em que pediu para sua militância liberar as rodovias.

O presidente verborrágico que não hesitava em comprar brigas e comentar os principais
acontecimentos do noticiário deu lugar a um Bolsonaro recluso e de poucas palavras
após a derrota.

O governo havia publicado no Diário Oficial da União desta sexta-feira (30) uma 
autorização para que assessores acompanhem o presidente Jair Bolsonaro (PL) em uma
viagem para Miami entre 1 e 30 de janeiro.

Ficaram autorizados a viajar com o mandatário quatro dos oito nomes que foram nomeados
para serem assessores de Bolsonaro após ele deixar o governo.

Pelo despacho, quatro nomes acompanharão Bolsonaro na viagem durante janeiro, cada
assessor em um período diferente do mês.

Irá aos Estados Unidos Max Guilherme Machado de Moura, que é subtenente da PM do
Rio de Janeiro e uma das pessoas mais próximas do mandatário. Chegou a disputar 
vaga para deputado federal este ano, mas obteve 9.489 votos e não foi eleito.

Outro indicado a acompanhar a viagem é Sérgio Cordeiro. Foi na casa dele que Bolsonaro
fez suas lives durante as eleições após o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) proibir
o presidente de usar seu imóvel funcional para fazer as transmissões. Completam 
a lista Osmar Crivelatti e Ricardo Dias.

“Resolve autorizar o afastamento do país dos servidores nomeados para compor o apoio
a ex-presidentes da República da Diretoria de Gestão de Pessoas da Secretaria Especial
de Administração da Secretaria-Geral da Presidência da República, para realizar 
o assessoramento, a segurança e o apoio pessoal do futuro ex-presidente da República
Jair Messias Bolsonaro, em agenda internacional a realizar-se em Miami/Estados Unidos
da América, no período de 1º a 30 de janeiro de 2023”.
