# Baixar custo do manejo e transformar  lixo em negócio é plano da Prefeitura

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- Published: 2017-06-30T10:20:13-03:00
- Author: Ana Paula Bonelli

 

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No início do ano Audifax anunciou a intenção de promover uma série de PPP’s na cidade.
Foto: Divulgação PMS/Jansen Lube

Transformar lixo em dinheiro. Esta é a intenção da prefeitura em promover a chamada
PPP, Parceria Público-Privada, do lixo. Atualmente o município gasta R$ 5 milhões
por mês com manejo do lixo doméstico.  Prevista para fevereiro, a prefeitura estuda
um modelo em que a empresa parceira utilize o lixo como adubo orgânico ou queime
para a produção e comercialização de energia elétrica. Além de trabalhar ações para
a redução de resíduos por parte da população e investir em reciclagem.

De acordo com o presidente do Conselho Gestor da PPP’s na Serra, Erly Vieira, intenção
é não ter mais o aterro sanitário neste processo. “Estudamos uma Usina de lixo que
além de fazer a seleção da coleta seletiva, ela pegue o lixo que sobra, o lixo úmido
que não tem como reciclar, e transformá-lo em adubo orgânico composto ou, queimá-
lo, transformando em energia para vender ao sistema da Aneel. Nosso modelo completo
é esse. A empresa precisa propor uma educação ambiental de redução de lixo, coleta
seletiva e depois levar para uma usina, onde é separada uma parte para os catadores
e outra para a queima, transformando em energia elétrica. A Serra não tem uma usina
hoje, e queremos que a PPP proponha (o local)”, completou. 

Hoje se utiliza sistema de aterro sanitário, no qual o lixo é enterrado. A empresa
EngeUrb faz o recolhimento e leva para o terminal em Vila Nova de Colares, onde 
tem o transbordo desse lixo, que então segue para o aterro sanitário da empresa 
Marca Ambiental.

Segundo Erly, o que o município pretende é que com a PPP faça a campanha para redução
da produção de lixo, coleta seletiva, onde se consegue ter material reutilizado 
e reciclado, diminuindo o volume de lixo para descarte.

A ideia da prefeitura é que após a realização dos estudos técnicos, as empresas 
interessadas apresentem os termos de referência e logo em seguida seja aberta a 
licitação apontando o modelo para coleta, tratamento e outros detalhes. “Queremos
colocar no mercado a solicitação de estudo (PMI) até o dia 15 de julho”, contou 
ele.

No formato de PPP, a prefeitura da Serra poderá investir até R$ 50 milhões. O prazo
mínimo é de 5 anos e o máximo de 30.

**Por ano o lixo gasta R$ 60 milhões**

Segundo informações da Prefeitura, atualmente o gasto mensal com recolhimento e 
tratamento de lixo doméstico é de R$ 5 milhões por mês (R$ 60 milhões por ano), 
sem considerar os custos com entulho. A EngeUrb, empresa responsável pelo serviço,
conta hoje com cerca de 500 funcionários e 32 caminhões compactadores e tem um contrato
junto à Prefeitura da Serra que foi prorrogado até 2031.

Sobre uma possível rescisão do contrato, a informação do procurador-geral da Prefeitura,
Vitor Silvares, é de que “não se trata de um contrato, a EngeUrb opera hoje no município
por conta de uma decisão judicial”. 

Por mês são coletados 10.618,71 toneladas (médias mensais) de resíduos sólidos urbanos
na Serra. 

“Não é possível estabelecer um percentual entre o coletado de resíduos sólidos urbanos
e a coleta seletiva porque são dois serviços diferenciados, com materiais distintos.
Hoje são 12 toneladas médias mensais de material coletado seletivamente por meio
de entrega voluntária. O material que entra na coleta seletiva é o seco e úmido (
respectivamente, papel, metal, plástico e vidro, e o que vai para o caminhão compactador)”,
acrescentou a nota da comunicação da Prefeitura. 

 

 
