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segunda-feira, 09 de dezembro de 2019

Audifax, Vidigal e a eleição de 2016

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Gabriel Almeidahttps://www.portaltemponovo.com.br/
Morador da Serra, Gabriel Almeida é repórter do Tempo Novo há mais de quatro anos. Atualmente, o jornalista escreve para diversas editorias do portal.

A mudança do prazo de filiação partidária para quem quer concorrer a cargo eletivo na eleição do ano que vem, que era de um ano antes do pleito e foi reduzido para seis meses; passou do início de outubro para o início de abril. Esse ‘plus’ de seis meses jogou para a frente algumas definições partidárias; mais para quem quer disputar vagas no legislativo do que para prefeito.

Como havia incerteza se a presidente Dilma Roussef sancionaria ou não mudança aprovada pelo Congresso, os pré-candidatos a prefeitos não quiserem correr risco e passaram o mês de setembro distribuindo pré-candidatos a vereador para as siglas que estão dentro do arco de alianças de apoio às suas candidaturas.

Daqui até abril, as alterações que deverão ocorrer não mudarão de forma significativa o quadro fechado no início de outubro.

O prefeito Audifax Barcelos, que trocou o PSB pelo Rede, parece ter saído na frente do seu principal concorrente à reeleição, o deputado federal Sérgio Vidigal (PDT) e garantiu apoio de um número expressivo de partidos e, diga-se de passagem, partidos importantes no contexto eleitoral. Audifax, mesmo saindo do PSB, garantiu verbalmente o apoio dos socialistas à sua reeleição, tudo alinhavado em Brasília entre a cúpula nacional das duas siglas.

Assim, o prefeito conta com o apoio do deputado Bruno Lamas, mas que o ex-governador Renato Casagrande fez questão de afirmar que Bruno mesmo assim é pré-candidato, em um recado de que se alguma coisa sair dos trilhos, o PSB entra na corrida pela Prefeitura.

Ao que parece, o prefeito selou também o apoio do PMDB, que já faz parte de seu governo, através da Secretaria de Trabalho Emprego e Renda, ocupada pelo hartunguista Romário de Castro, e também da Secretaria de Desenvolvimento Urbano, com Silas Maza. Aliás, Hartung tem outro pé na Prefeitura, com o seu sobrinho Vitor Silvares, que é o Procurador Geral do Município.

Para fechar a participação do PMDB no governo local, o líder do prefeito na Câmara é o experiente Luiz Carlos Moreira, que mantém estreitas relações políticas e partidária com a senadora Rose de Freitas.

Perdas e ganhos com troca-troca na Câmara

Além de Rede, PSB, PMDB, Audifax tem ainda na sua conta de apoio o PPS, o PV, PP, PTC, PTN, PSL, PHS e alguns outros que buscarão na próxima eleição um melhor desempenho.

E o troca-troca partidário na Câmara também foi favorável ao prefeito, que viu aumentar a sua base de apoio na Casa. A tensão com a presidente Neidia (PSD) deu lugar a boa relação institucional e política. O mesmo vem acontecendo com vereadores hostis como Basílio da Saúde (PROS), Aldair (PTB), Nacib (PDT), entre outros.

Já o deputado federal Sérgio Vidigal conta o seu PDT, PTB, DEM, PSC e alguns outros de menor expressão como o PEN.

A desvantagem de Vidigal não é só no número de partidos que poderão apoiar a sua candidatura a prefeito. Na Câmara, o ex-prefeito também perdeu apoio e o PDT ficou só com dois vereadores, Davi Duarte, que não faz oposição sistemática a Audifax, e Nacib, que é articulado, habilidoso e não entra em bola dividida.

O DEM perdeu o vereador Toninho Freitas e o PTB está perdendo Aldair Xavier, que sempre foi Vidigal.

Fora das garras de Audifax e Vidigal estão o PSDB que aposta as suas fichas em Vandinho Leite; o Solidariedade (SD) que ficou sem representação na Câmara, se esforça para viabilizar chapa para vereador e deve apostar na candidatura do professor Artur Costa a prefeito.

O PT, que também está fora das garras de Audifax e Vidigal, passa por um momento ruim e o assédio à legenda deve acontecer no segundo turno. O PR também é outro que não tem sido cortejado. O vereador Gideão Svenson já se colocou como pré-candidato a prefeito e tem o apoio do senador Magno Malta, que vê em Vidigal um possível concorrente à vaga de senador em eleição de 2018.

Já a vereadora Neidia, com o seu PSD, deve ser o objeto de desejo tanto de Audifax quanto de Vidigal e Vandinho.

 

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