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Serra, 5 de abril de 2019 às 12:59

Audifax diz que crime organizado quer derrubá-lo por negar pedidos obscuros


Audifax diz que Caldeira queria interferir na licitação bilionária da Parceria Público -Privada do Lixo. Foto: Gabriel Almeida

Conceição Nascimento/
Gabriel Almeida/ Yuri Scardini

A Câmara está “sob controle do crime organizado” e a intenção é “derrubar” o prefeito Audifax Barcelos (Rede). Essas são as acusações que pesam sobre o presidente da Câmara da Serra, Rodrigo Caldeira (Rede). As palavras foram proferidas pelo próprio prefeito em coletiva de imprensa durante a semana, que deflagrou a crise institucional entre o chefe do Executivo e o poder Legislativo municipal e que já vinha tomando corpo nas últimas semanas.

O prefeito disse que já encaminhou as denúncias para os órgãos competentes. Ao falar sobre a rede de “crime organizado”, Audifax citou somente o nome do vereador Rodrigo Caldeira.

“Tem indícios de um crime organizado na presidência da Câmara da Serra. Nós já conhecemos essa história no Espírito Santo algumas décadas atrás. Eu não vou nomear ninguém aqui. Eu já fiz um organograma dessa rede e encaminhei para os órgãos de controle e policiais”, afirmou.

Segundo Audifax, ele teria negado “pedidos obscuros” de Caldeira, e este teria sido o estopim para o desentendimento entre os poderes. Ele elencou dois pedidos: interferência da Câmara na licitação da Parceria Público-Privada do Lixo, com valor estimado de R$ 2 bilhões; além da efetuação de um pagamento prescrito em favor de uma empresa, a qual não teve o nome citado. De acordo com o prefeito, após ele negar esses dois pedidos, os vereadores liderados por Caldeira passaram a persegui-lo. 

Nas últimas semanas, os vereadores instauraram uma CPI para investigar supostas irregularidades na área da Saúde, além de oito comissões para investigar denúncias de supostas irregularidades fiscais na prefeitura, o que poderia acarretar a cassação de Audifax. Essas comissões foram suspensas pela Justiça na ultima terça-feira. 

O prefeito argumenta que tais denúncias são infundadas e que foram feitas por um ex-assessor da própria Câmara. “Foram abertos oito processos de impeachment baseados em denúncias superficiais e lacônicas, feitas em uma única folha de papel”, argumentou.

Ainda de acordo com Audifax, a Câmara de Vereadores está travando projetos de “interesse social” com o objetivo de “desestabilizar” a prefeitura. “O que está acontecendo é uma manobra para cassar o prefeito, eleito democraticamente. Isso tudo por insatisfação do presidente da Câmara, que fez alguns pedidos obscuros e eu não aceitei”, relatou.

 




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