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terça-feira, 26 de Maio de 2020

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Ativista fotografa família de bugios na área de proteção do Mestre Álvaro

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Ana Paula Bonellihttps://www.portaltemponovo.com.br
Moradora da Serra, Ana Paula Bonelli é repórter do Tempo Novo há mais de 15 anos. Atualmente, a jornalista escreve para diversas editorias do portal.

Segundo Junior Nass, ativista do Guardiões do Mestre, o bando era formado por um macho e três fêmeas. Foto: Guardiões do Mestre

Uma imagem de esperança para o meio ambiente da Serra! Quatro macacos bugios, também conhecidos como barbado – espécie que chegou a desaparecer por algum tempo durante o período da febre amarela em 2016 -, foram vistos no Mestre Álvaro na última segunda (18) por ativistas ambientais da Serra.

Segundo Junior Nass, da ong Guardiões do Mestre Álvaro, era um bando com um macho e três fêmeas, eles foram avistados de longe na montanha pelo lado da Serra Sede. “Desde 2017 não víamos esta espécie por ali. Ficamos muito felizes de ver quatro macacos grandes, ou seja, estes não se afetaram com a febre amarela. Foi bem legal, eu mesmo, já tinha perdido as esperanças, achei que tinham sumido mesmo. Mas me enganei, fiquei feliz de vê-los bem. De repente por não ter mais machos por perto, o macho está gritando menos pela mata”, conta.

Em fevereiro deste ano, um outro bando também foi avistado na região da Mestre Álvaro pelo lado de Furnas (Jardim Tropical). “Foi um avistamento que nos deu esperança, pois havia filhotes no bando”, frisa.

Segundo Nass, os bugios são territorialistas, andam em grupos familiares e fazem som característico, que pode ser ouvido a centenas de metros. O ativista, que anda com freqüência nas trilhas da montanha estima que antes da febre amarela em 2016, a população de bugios devia estar entre 60 a 70 bugios na na Área de Proteção Ambiental (APA) do Mestre Álvaro, que tem cerca de 2 mil hectares.  “Agora não deve passar de 20 indivíduos, pois quase não são mais ouvidos e avistados”, pondera.

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