Assembleia Legislativa entra na briga contra cortes na educação

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Assembleia Legislativa entra na briga contra cortes na educação
Atualmente, o Ifes da Serra atende 1.587 alunos e pode parar de funcionar em setembro, por conta do corte de verbas do Governo Bolsonaro. Foto: Gabriel Almeida

Deputados estaduais capixabas escolheram o Dia Nacional de Luta pela Educação e entraram na briga contra os cortes anunciados pelo governo de Jair Bolsonaro (PSL) e que atingem instituições de ensino superior e educação básica em todo o país. 

A Assembleia Legislativa entrou na Justiça para impedir que os cortes atinjam o Espírito Santo, e durante a sessão desta quarta-feira (15), deputados comentaram o assunto. Alguns solicitaram que ação especifique a importância de se manter os recursos, destacando ainda a importância dos institutos federais, diretamente impactados com os cortes.

Alguns deputados utilizaram a tribuna da Casa para criticar a iniciativa do Governo. Entre eles Sergio Majeski (PSB), Fabricio Gandini (PPS), Janete de Sá (PMN) e Iriny Lopes (PT). 

Ifes da Serra é afetado por cortes e pode fechar as portas

Um das instituições afetadas com a decisão do Governo Bolsonaro, o Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes) de Manguinhos, só terá verba para funcionar até setembro deste ano. A estimativa da administração do Campus serrano diz que após essa data, o instituto poderá fechar as portas já que não terá como pagar contratos de serviços essenciais para o funcionamento da unidade como segurança, limpeza, água, luz, entre outros gastos.

“A gente já estava trabalhando no mínimo. Quando vem um corte desse de 30% vamos ter que tirar mais ainda para se adequar. Um exemplo é um aumento na conta de energia ou na conta de água que pode acontecer. Nós temos uma estimativa. Chego até setembro e depois eu não tenho da onde tirar mais (dinheiro)”, alerta o diretor de administração e planejamento do Ifes de Manguinhos, Emerson Atílio o Campus Serra.

Entenda os cortes do Governo Bolsonaro

Toda a polêmica dos cortes do Governo Bolsonaro começou quando o ministro da Educação, Abraham Weintraub, anunciou que iria cortar 30% das universidades federais que estariam, segundo ele, provendo “balbúrdia”. “Universidades que, em vez de procurar melhorar o desempenho acadêmico, estiverem fazendo balbúrdia, terão verbas reduzidas”, disse o ministro

Na ocasião, o ministro acusou de promover “balbúrdia” a UnB (Universidade de Brasília), UFBA (Universidade Federal da Bahia) e UFF (Universidade Federal Fluminense) e os cortes seriam apenas nessas instituições.

Após a polêmica gerada e acusações de perseguição contra as instituições, o Ministério da Educação disse que não realizaria o corte apenas nas universidades que “promoveriam balbúrdia”, mas que o contingenciamento seria em todos os institutos federais e universidades.

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