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Área gigante no Mestre Álvaro e alagados está à venda por R$ 144 milhões

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O terreno à venda está num dos locais mais preservados do Mestre Álvaro e seus alagados e fica próximo ao futuro trecho da BR 101 (Contorno do Mestre Álvaro). Foto: Reprodução Facebook/ Kleverson Passos Agente Imobiliário

Os terrenos alagadiços no entorno da Área de Proteção Ambiental (APA) do Mestre Álvaro seguem na mira do mercado imobiliário para projetos industriais e logísticos. Tanto que nesta segunda-feira (12) uma agente imobiliário que atua no município anunciou que um terreno de 4,5 milhões de m2, localizado entre o TIMS e o morro, está à venda por R$ 32 o m2, o que dá um valor total de R$ 144 milhões.

Na publicação do corretor no Facebook, a informação é a de que apenas 1,2 milhão de m2 pode ser efetivamente usada, já que o restante seria de preservação. No anúncio, o corretor enfatiza que é “ótima opção para quem quer investir em um terreno empresarial ou comercial na Grande Vitória”.

Destaca também o fato do terreno ficar “ao lado” do Contorno do Mestre Álvaro, projeto viário de 19 km executado pelo Governo Federal cuja previsão de entrega é no final de 2022 e que irá tirar da área urbana da Serra o atual traçado da BR 101.  O corretor descreve ainda que o terreno tem frente para a Rodovia do Contorno de Vitória – embora nas imagens divulgadas não dê para confirmar essa informação – e que “fica ao lado do Posto TIMS”.

Pelas imagens divulgadas o terreno está sem ocupação urbana. Conforme a própria descrição na publicação, 800 mil m2 seria “área de charco” (alagados) e 2,5 milhões de m2 seriam “área de preservação permanente e parque Mestre Álvaro”. Pedaços do terreno que não poderão ser ocupados por projetos de urbanização.

Vale lembrar, no entanto, que o Mestre Álvaro não possui um ‘parque’, pois este é um formato jurídico que exigiria a desapropriação de todos os terrenos privados em favor de um projeto exclusivo de proteção e recuperação ambiental. O que há na mais famosa montanha da Serra é uma APA (Área de Proteção Ambiental), unidade de conservação que permite a manutenção de propriedades privadas em seu interior e até admite atividades econômicas de baixo impacto, desde que observados critérios legais.

Aquecimento imobiliário

A região dos alagados em torno da porção sudeste do Mestre Álvaro e a Rodovia do Contorno de Vitória passou a experimentar expansão imobiliária de projetos industriais e logísticos partir da década de 1990. Ali fica o TIMS, o polo Piracema e o polo Jacuhy, esse último ainda não formalizado enquanto condomínio empresarial, mas já abrigando indústrias de beneficiamento de rochas, asfalto e reciclagem de resíduos da construção civil.

Fora desses polos ainda há outros empreendimentos empresariais instalados às margens da Rodovia do Contorno até a divisa, ao sul, com Cariacica. No final da década de 2000 a região recebeu um condomínio residencial de luxo, o Alphaville Jacuhy. Só que neste caso localizado entre a BR 101 (Contorno de Vitória) e os manguezais do Lameirão.

Com a construção do Contorno do Mestre Álvaro a expectativa é que haja aquecimento ainda maior do mercado imobiliário na região, que conta com logística privilegiada. Além do modal rodoviário, a ferrovia Vitória x Minas passa ali.

Energia

A região ainda é atravessada por gasoduto e pelo linhão de Furnas, que possui uma subestação nas proximidades.

Meio Ambiente

A região também é de grande sensibilidade ambiental e a ocupação dela tem impacto significativo. Primeiro nos alagados do Mestre Álvaro, que costumam ter inundações severas em temporadas de chuvas mais intensas, como as ocorridas em 2013. Na época bairros como Central Carapina, Jardim Tropical e Cantinho do Céu ficaram embaixo d’água, assim como empresas no Piracema e Jacuhy.

A região também tem manguezais do Canal dos Escravos e do delta do rio Santa Maria da Vitória, ambos desaguam na baía de Vitória em frente à Ilha das Caieiras. E ainda os remanescentes de mata Atlântica do Mestre Álvaro e do sítio histórico de São José do Queimado.

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