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domingo, 09 de agosto de 2020

ArcelorMittal vai retomar parte da capacidade produtiva em Tubarão

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Bruno Lyrahttps://www.portaltemponovo.com.br
Repórter do Tempo Novo há mais de 10 anos, Bruno Lyra escreve para diversas editorias do portal, principalmente Economia e Meio Ambiente, das quais é o responsável.

A ArcelorMittal Tubarão está localizada na Serra, mas o município divide tributos recolhidos na planta industrial com Vitória. Foto: Divulgação/ArcelorMittal Tubarão

Maior indústria instalada na Serra e que está com sua capacidade produtiva reduzida à menos da metade, a ArcelorMittal Tubarão anunciou nesta quarta-feira (08) que vai religar um dos seus alto-fornos. Segundo a assessoria de imprensa da empresa o Alto-Forno 2 voltará a operar no próximo dia 26 de julho. Mas isso não vai gerar novos empregos.

Dos três alto fornos da empresa, atualmente só um está operando. Com isso a planta de Tubarão, cuja capacidade total é de produzir 7,5 milhões de toneladas de aço por ano, só pode produzir atualmente 3, 5 milhões.

Segundo a empresa, a retomada do Alto Forno 2 acrescenta mais 1,2 milhão de toneladas de ferro/gusa ano, material usado produz para a confecção das placas de aço. O Alto-Forno 2 parado para manutenção e reforma desde junho de 2019. Já o Alto Forno 03 foi desligado em abril último e seguirá assim, acrescenta a ArcelorMittal Tubarão, até que aumente a demanda por aço no Brasil e no mundo.

Além dos efeitos da pandemia, a empresa também vem sofrendo dificuldade no fornecimento do minério de ferro da Vale, em função da paralisação de lavras de extração em Minas Gerais após revisões de protocolos de segurança de barragens de rejeitos. Revisões essas que foram adotadas em função de mais uma catástrofe ambiental e humanitária provocada pela mineradora, o rompimento da barragem de Brumadinho-MG ocorrido em janeiro de 2019.

Mercado externo e sem novas contratações

Em nota divulgada nesta quarta-feira (08), a ArcelorMittal Tubarão disse que o religamento do Alto-Forno 2 “será para atender principalmente ao mercado externo, cujos clientes começam a retomar gradualmente o consumo, e para garantir a otimização operacional da planta”.  Na nota, a siderúrgica afirma também que Profissionais de unidades de outros países do Grupo ArcelorMittal estão auxiliando no processo de religamento.

A retomada de parte da capacidade produtiva não significará novos empregos na empresa. Em outra nota divulgada na sequência da primeira, a ArcelorMittal Tubarão afirma que “os profissionais serão os que já atuavam neste mesmo equipamento (o Alto-Forno 2), quando ele foi parado para a reforma. Os empregados haviam sido remanejados para outros projetos e agora retornam às suas funções”.

A empresa acrescenta que tem adotado medidas de controle e higienização para evitar disseminação da covid-19 entre seus empregados diretos e terceirizados na planta de Tubarão. Tem adotado ainda teletrabalho para funções administrativas e dado assistência psicossocial a funcionários e familiares.

Empresa é um dos pilares da economia do ES

O estudo ‘ArcelorMittal Tubarão no Espírito Santo’ encomendado pela própria siderúrgica e publicado em 2017, revela o gigantismo da planta industrial de produção de aço na economia da Serra e do ES.  Segundo o documento, em 2016 as atividade da unidade de Tubarão da ArcelorMittal representaram 12,6% do PIB capixaba.

No mesmo ano, a empresa tinha mais de 5,3 mil funcionários próprios, fora os terceirizados. Também em 2016, a siderúrgica injetara R$ 2,82 bilhões na economia do ES com compras e contratação de prestadores de serviços instalados em território capixaba, sendo uma parte delas localizadas na Serra.

O estudo aponta ainda que, em média, entre 2004 e 2016, a ArcelorMittal Tubarão recolheu anualmente em impostos para o município de Vitória R$ 4,5 milhões e R$ 3 milhões para a Serra (ISS e IPTU). Para o Estado, no período citado foram recolhidos R$ 204 milhões por ano em média.

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