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Serra, 5 de abril de 2019 às 13:50

Apoiadoras do projeto Escola sem Partido no ES dizem que violência contra professor é “vitimismo” 

Por Gabriel Almeida
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Alessandra da Silva e Sayusa Litg não concordaram com as afirmações dos professores. Foto: Reprodução Vídeo

Após uma reportagem publicada pelo Tempo Novo onde professores relataram agressões físicas e verbais, ameaças por parte de alunos e até afastamento das atividades por problemas emocionais, algumas apoiadoras e defensoras do projeto “Escola Sem Partido” classificaram as denúncias dos profissionais da área de educação como “vitimismo”, além de dizer que os jornais do Espírito Santo são “irrelevantes para a atualidade”.

O Tempo Novo conversou na última quinta-feira (04) com alguns professores que alertam que a violência está cada dia mais presente dentro das salas de aulas. Os profissionais da educação denunciaram através da reportagem ameaças sofridas, uma das professoras chegou a se afastar das atividades por problemas emocionais, após ser empurrada por um aluno que ainda disse palavras de baixo calão. Os profissionais também afirmaram que projetos como o Escola sem Partido podem trazer conflitos e temem que a violência aumente nas salas de aulas.

Mas ao verem a matéria publicada pelo Tempo Novo, as coordenadoras do “Escola Sem Partido do Espírito Santo”, Alessandra da Silva e Sayusa Litg não concordaram com as afirmações dos profissionais da educação e entraram em contato com a redação do Tempo Novo solicitando um espaço para a opinião delas, além disso, as coordenadoras do movimento realizaram uma transmissão ao vivo em seus perfis do Facebook, onde desmentiram as acusações dos professores e afirmaram que o “Escola Sem Partido existe para proteger os professores”.

Sayusa Litig, considera as afirmações dos professores na matéria como “mimimi’ e de “vitimismo”. Em sua transmissão ao vivo ela fez a seguinte afirmação: “Vamos parar de dar uma de ‘mimimi’ e de ‘vitimismo’ e ficar culpando quem não tem nada haver com isso”, afirmou a coordenadora em um trecho do vídeo.

Sayusa disse ainda que os jornais querem conduzir ideologicamente a sociedade e reclamou da matéria que denuncia as violências nas salas de aula. “A matéria do jornal, eles simplesmente… como não conseguem visibilidade né… os jornais hoje já não cumprem mais o seu papel de informar, mas sim de querer conduzir ideologicamente a sociedade, mas como a sociedade já despertou para isso, os jornais estão cada dia mais perdendo a sua relevância”, atacou a coordenadora.

Para finalizar o vídeo, Sayusa  afirma que veículos de comunicação do Espírito Santo são irrelevantes. “Jornal Tempo Novo, Gazeta, CBN, esse monte de mídia irrelevantes pra nossa atualidade. Eles gostam muito de culpar as pessoas e usar nossos nomes porque isso dá a mídia que eles não têm mais”, finaliza.

Nos comentários do Facebook, uma internauta que também é apoiadora e defensora do Escola Sem Partido classificou as denúncias dos professores como “vitimismo típico da esquerda. Os professores sofrem na pele por defender os ideais da esquerda. Deixam os alunos dançar funk na escola e depois reclamam que apanham. Entre outras coisas”.

O  movimento  enviou uma nota oficial, confira na íntegra

“A Direita Espírito Santo (DES) defende uma escola livre na qual os alunos tenham liberdade de formar seu pensamento filosófico, religioso, moral e político sem influência ou intimidação de professores; defende a alta qualidade na educação para todos; almeja um Brasil com posição de destaque nos principais exames internacionais de educação. Entende que a alta educação promove o crescimento econômico, propiciando redução das desigualdades sociais. A DES apoia o movimento Escola Sem Partido (ESP) por entender que o ESP apresenta a melhor solução para combater a crescente doutrinação em sala de aula e garantir a pluralidade de ideias no ambiente acadêmico. A acusação de que o ESP visa perseguir professores não poderia ser mais leviana. Os que que não cumprem a ementa estabelecida, que se aproveitam da audiência cativa dos alunos para fazer impor sua cosmovisão de mundo, que confundem liberdade de cátedra com liberdade de expressão, não são professores, são militantes políticos travestidos de professores, a estes que o DES e o ESP combatem”

Alexandra da Silva Presidente da Direita-ES e uma das coordenadora do Escola Sem Partido do Espírito Santo




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