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sexta-feira, 05 de junho de 2020

Acampamento de religiosos pode ter sido causa de incêndio no Mestre Álvaro, dizem ativistas

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Ana Paula Bonellihttps://www.portaltemponovo.com.br
Moradora da Serra, Ana Paula Bonelli é repórter do Tempo Novo há mais de 15 anos. Atualmente, a jornalista escreve para diversas editorias do portal.

O incêndio começou na tarde do último domingo (21) e foi controlado na manhã da segunda (22). Foto: Corpo de Bombeiros

Mais uma vez a Área de Proteção Ambiental (APA) do Mestre Álvaro, na Serra, foi atingida por chamas. Desta vez, a ocorrência aconteceu na tarde do último domingo (21) próximo ao bairro Pitanga e o controle total das chamas se deu na manhã da última segunda-feira (22).

Segundo o Corpo de Bombeiros que foi acionado para apagar o fogo que atingiu uma área de vegetação na parte alta do monte e foi combatido pelos militares.

O helicóptero do Núcleo de Operações em Transporte Aéreo (Notaer) auxiliou no combate ao incêndio, que foi totalmente extinto na manhã desta segunda-feira (22).

Ainda segundo, o Corpo de Bombeiros, ninguém ficou ferido e nenhuma edificação foi atingida. Não há informação da possível causa do fogo e nem o tamanho, em medidas, da área atingida.

Um ativista ambiental, que não quis se identificar disse que no local mais próximo da região de onde ocorreu o incêndio havia indícios de pessoas que acamparam. “Normalmente aquelas áreas são usadas por religiosos para ritos de orações e ainda muitos usam o fogo como meio de queimar papel com pedidos de orações. Ainda bem que temos sempre a boa vontade e rapidez do Corpo de Bombeiros, que mais uma vez estão de parabéns”, conta.

A reportagem também ouviu outro ativista que acredita no mesmo motivo. “Não temos como provar, mas tudo indica que tenha sido causado por um acampamento de evangélicos. Eles queimam papeis de orações e isso pode ter sido a causa. Nós que estamos ali dentro da mata, praticamente todos os dias, presenciamos este tipo de situação rotineiramente”, destaca o ambientalista que não quis se identificar.

O Tempo Novo não conseguiu identificar quais são as denominações religiosas que utilizam o monte para este tipo de oração. Mas deixa o espaço aberto, caso os envolvidos queiram rebater a fala dos ativistas.

A reportagem procurou a Secretaria de Meio Ambiente da Serra, por meio  da Assessoria de Comunicação do município, que é responsável pela gestão da APA, que se limitou a dizer que o Corpo de Bombeiros esteve no local e poderia dar mais informações.

 

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