# “A Serra é maior que essa  dualidade Audifax e Vidigal”

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- Published: 2018-10-05T09:59:56-03:00
- Author: Ana Paula Bonelli

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Jamir defende novo ciclo econômico para a Serra , turismo, indústria e logística.
Foto: Divulgação

_Yuri Scardini_

_**Essa semana o Tempo Novo entrevistou o deputado Jamir Malini (PP). Com fortes
vínculos com a Serra, especialmente a região da Sede, Jamir defende um novo ciclo
de crescimento para o município, acredita que o próximo Governo terá a “obrigação”
de investir na Serra e faz um resumo das suas ações de mandato. **_

**[TN]** **O senhor assumiu em 2017, teve dois anos a menos que outros candidatos
com mandato. Isso pode te atrapalhar?**

**[Jamir Malini]** Deus me deu essa nova oportunidade e busquei fazer o meu trabalho
da melhor forma possível. De domingo a domingo, acordando cedo e dormindo tarde,
é assim que qualquer deputado tem que trabalhar. Tanto é que durante o meu lançamento
de campanha, o governador Paulo Hartung (MDB) divulgou um vídeo onde ele afirmava
que eu estava completando dois anos de mandato; mas ‘quando você olha o trabalho
realizado parece que ele esteve com a gente há quatro anos de mandato’. Então isso
mostra que a gente esteve no caminho certo. Não são dois anos a mais ou a menos 
que vão influenciar a minha história de vida pública e de trabalho pela Serra e 
pelo Estado.

**A Serra é dos seus redutos, hoje o cenário é de fragmentação eleitoral com muitos
candidatos. Como o senhor avalia esse cenário?**

Desde o processo de redemocratização brasileira, a população nunca se preocupou 
tanto com política como agora. E isso é muito bom, pois acredito que os brasileiros
vão ser muito criteriosos na hora do voto. Portanto, sem desmerecer ninguém, isso
é bom para mim. Pois o que nos conseguimos realizar está aí.

**Pode citar algumas ações?**

Procurei agir como um elo de ligação entre as demandas da população junto ao Estado,
num momento de crise econômica e desemprego. Busquei soluções alternativas, fui 
até Brasília e articulamos uma operação de crédito junto a Caixa de R$ 100 milhões
para a Prefeitura da Serra realizar obras nos bairros, que traz qualidade de vida,
gera empregos e renda. Consegui trazer a 2ºCia de polícia para Laranjeiras com mais
70 policiais. Escola Viva em Planalto Serrano, R$ 8.5 milhões para drenagem e pavimentação
em Nova Almeida, ciclovia na Audifax Barcelos. Apoiei projetos sociais como o ‘Campeões
do futuro’ em Nova Carapina e Vista da Serra, que oferece esporte gratuito para 
crianças, por exemplo…

**Podemos observar que durante esse mandato, você buscou outros municípios. Foi 
uma estratégia visando à eleição? **

Meu coração e meu lar é a Serra, mas há muita carência nos rincões capixabas. E 
não posso me dar ao luxo em olhar somente uma cidade. Quem pensa assim acaba sendo
um fardo para o Estado. Percorri quase todo o ES, e pude ver como que o campo precisa
de suporte. É de lá que vem nossa comida. Destinei muitas emendas para compra de
equipamentos, para apoiar a produção rural que chega até nossas geladeiras. Na perspectiva
da Serra, um caminhão agrícola pode parecer pouco, mas para uma comunidade pequena,
é uma salvação. Não é estratégia eleitoral, é meu dever de casa para com os capixabas.

**Há muitas obras de responsabilidade do Estado paralisadas na Serra. O que é possível
fazer em relação a isso?**

Veja, o governo de Paulo Hartung foi muito responsável com a gestão do dinheiro 
público. É só ver a diferença com os estado vizinhos. E isso teve um custo: pisar
o pé no freio dos gastos. Portanto, acredito que o próximo governador irá ter condições
muito propícias para tocar essas obras, e se tudo der certo, eu estarei lá para 
defender esses recursos para a Serra. É uma obrigação do próximo governador tocar
as obras paradas na Serra, vai ter dinheiro para isso, e a cidade merece, uma vez
que ela puxa na frente a economia capixaba.

**O que esperar para a Serra nesse próximo Governo?**

Independente de quem ganhar a eleição, a Serra precisa estabelecer um novo ciclo
de crescimento. O último foi em 1983 com a vinda da ArcelorMittal. Portanto, vai
precisar de apoio do Estado. Tanto para dar suporte a políticas de turismo, seja
litorâneo ou de montanha, com o Mestre Álvaro, e dando sequência a vocação industrial
com o Contorno do Mestre Álvaro e logística com projetos estruturantes, como ferrovias
para escoar mercadorias ou mesmo o antigo projeto de um aeroporto internacional,
com dinheiro privado, vindo de investidores até internacionais, com o Estado agindo
como um fomentador de negócios, para escoar a produção do agronegócio no centro-
oeste brasileiro e atender melhor a mercados como o da China. De qualquer forma,
a cidade tem que estar no roteiro de qualquer governador, pois é a maior população,
a com mais demanda social e a que mais tem potencial de crescimento.

**Qual é a sua posição no que se refere ao campo político da Serra?**

Veja, algumas pessoas me perguntam isso, mas a Serra é muito maior que a dualidade
de Audifax e Vidigal. Gosto muito do prefeito que muito faz por essa cidade, é meu
amigo, pode contar comigo na luta por melhores condições para nossa gente, porém
o meu compromisso mesmo é com a população. Eu busco atuar como um conciliador na
política. Local de briga é no ringue de box, política é debate de ideias em prol
da coletividade.

**E sua avaliação sobre esse movimento contra a saída de órgão públicos de Serra-
Sede?**

É um movimento legítimo. Infelizmente quando assumi o mandato, a saída do Fórum 
já estava encaminha, e agora houve essa do MP, durante esse período conturbado de
eleição. Meu gabinete está totalmente à disposição para essas pessoas. A Sede representa
a história da Serra, foi aqui que o desenho urbano do município começou, esse local
guarda a história de quem nos somos como cidade, precisa de investimentos, e não
ao contrário.
