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domingo, 29 de novembro de 2020

A 2 meses do verão, prefeitura paralisa obras contra erosão na praia de Manguinhos

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Gabriel Almeidahttps://www.portaltemponovo.com.br/
Morador da Serra, Gabriel Almeida é repórter do Tempo Novo há mais de quatro anos. Atualmente, o jornalista escreve para diversas editorias do portal.

O trecho mais atingido pelo avanço do mar fica entre a Ponta dos Fachos e o Vagão. Foto: Divulgação

Faltando pouco menos de dois meses para a estação mais movimentada do ano nos balneários – o verão – a Prefeitura da Serra paralisou as obras de engordamento da praia de Manguinhos. O serviço tinha sido iniciado há 90 dias e tem como objetivo conter as erosões causadas pelo avanço do mar. A comunidade sequer foi avisada sobre a suspensão dos trabalhos e temem que todo o serviço já feito seja desperdiçado. Vale lembrar que a obra está custando mais de R$ 1 milhão aos cofres públicos.

Outro temor que gira entorno dos moradores e comerciantes é com o turismo de fim e início de ano, que pode ser gravemente afetado na orla, já que existem diversos tapumes instalados na Praia do Meio, que fica entre os restaurantes Vagão e Chico Bento – local onde ocorre a obra. O TEMPO NOVO conversou com a presidente interina de Manguinhos, Rubia Duarte. Segundo ela, a Associação de Moradores procurou a Prefeitura da Serra cobrando explicações, mas não obteve retorno.

“Quando percebemos que a obra havia parado nós procuramos a prefeitura e criamos uma comissão de moradores para acompanhar a obra. O Município disse que iria buscar dados, mas há meses não responde a gente. A obra foi boa, mas a maré já levou muita coisa, pois houve fatores climáticos graves, como três ciclones”, destacou a líder comunitária.

Ainda segundo Rubia, a empresa responsável pela obra solicitou que a paralisação dos serviços à prefeitura, mas o Município negou. Agora, todo o trabalho feito pode ser desperdiçado. “Nós perguntamos a empresa e ela afirmou que pediu para parar o serviço e a prefeitura não quis. A comunidade está muito preocupada, pois agora parou tudo e está gerando muitos transtornos para nós”, disse.

Morador da Serra, Saulo Alves, também aponta desperdício de material por conta da suspensão da obra. “Com essa paralisação, o material já depositado corre o risco de ser perdido, pois todos os dias a maré está alta e baixa, tais movimentos acabam carregando areia aos poucos, além disso é necessário fazer o replantio de restingas, tal vegetação estabiliza a areia da praia, evitando a erosão causada pelos ventos além de controlar o avanço do mar em épocas de ressaca.”

Saulo ainda questiona sobre como ficará a situação no verão. “Faltando dois meses para o verão nos preocupa se até lá as obras serão concluídas ou se a alta temporada será em meio a caminhões e máquinas”, indaga.

Obra de engordamento custa caro e é polêmica

Conforme já noticiado pelo TEMPO NOVO, a Prefeitura da Serra vai gastar R$ 1,4 milhão com as obras. Vale lembrar que a licitação foi vencida pela empresa Rocco e abrange o serviço em Manguinhos e na Curva da Baleia, região de Jacaraípe.

Ao todo, segundo a prefeitura, Manguinhos ganhará cerca de 15 metros de extensão de areia, totalizando uma área recuperada de, aproximadamente, 5.200 metros quadrados. Na Praia da Baleia, serão recuperados cerca de 8.850 metros quadrados e haverá uma extensão de 10 metros da faixa de areia.

Vale lembrar que o aumento da faixa de areia não foi muito bem aceito entre ambientalistas da cidade, que chegaram a realizar um abaixo-assinado e até manifestações, mas afirmam que não foram ouvidos pela prefeitura. Segundo eles, entre outros problemas, caso haja a adição de areia no litoral, haverá soterramento dos corais, o que pode afetar a vida marinha do balneário.

Prefeitura não tem previsão para retomar trabalhos

Ao TEMPO NOVO, a Prefeitura da Serra disse que as intervenções de engordamento na faixa de areia em Manguinhos foram efetivas para resguardar os imóveis próximos que estavam correndo riscos devido ao processo erosivo. Disse ainda que as obras já realizadas também formaram uma faixa de areia que já está sendo utilizada pelos banhistas de forma segura.

Justificou também a paralisação das obras e disse que isso ocorreu devido às condições climáticas extremas e atípicas, como a ocorrência de dois ciclones, ondas de cinco metros e picos de marés muito acima do previsto em nosso litoral, as obras tiveram uma paralisação técnica em outubro.

Os tapumes serão mantidos como medida de segurança para moradores e banhistas até que os trabalhos sejam retomados. A obra será reiniciada assim que houver condições climáticas e morfodinâmicas favoráveis.

Gabriel Almeidahttps://www.portaltemponovo.com.br/
Morador da Serra, Gabriel Almeida é repórter do Tempo Novo há mais de quatro anos. Atualmente, o jornalista escreve para diversas editorias do portal.

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